Liberte para ceder Viva para crescer Rascunhos soltos Antológicos loucos Visceral carne Poesia rústica Ungindo Decente carne Do outro
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DESPERTAR
Esse período Esse rosto Esse frescor Poesia no andar Andorinhas no estômago Ansiedade Despertar
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O BOLO DE ROLO
Goiaba na doçura Sofisticada acidez açucarado Rolo que endossa Enrolando desejos Sublime Recife que sabe o que faz Nos faz reféns de uma distância No paladar desejoso De quem ousa voltar Para se deliciar
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ANJO
Tirada tão abruptamente Sonolenta Voo sem asas Inquietante dor Dos que se jogam nos braços do PAI Do olhar humano, nada se entende! Do olhar divino?!! Recebe a criança, moça, indefesa, sem regras e nenhum temor. Recebe para cuidar o que criou. Com amor e doçura de quem é o verdadeiro PAI, que fica atento as mazelas humanas.... Fica a distância incalculável de quem amou e se dedicou. Amor imensurável de mãe!!!! Mas que na finitude do Céu encontrará seu abraço, no anjo que criou! (para uma mãe, dolorida com a perda de uma filha)
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DISTRAÇÃO
Uma Visão Turva Milhões de Sentimentos Um Sentimento Apenas De Pura Distração
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PENSAR
Em um desatino pensar Há inúmeras diferenças Do que acordo, do que sonho Sou eu mesma por aqui ou mais adiante Sem ponderar, sem castrar Sem duvidar da essência Que me rouba os sentidos Os ouvidos Sempre a brotar De um rimar, por vezes, estranho!
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DEUS
Canto de um pássaro Mar sereno Montanhas verdejantes Pôr do sol Barcos no cais Pedrinhas jogadas ao mar Um jardim Jujubas Borboletas coloridas Brincadeiras com a neve Chuva Beijos no portão Amor Alegria Música e amigos Pai, Mãe, Irmãos e a satisfação de quem é real e não implora NADA por isso!
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BRISA DA MANHÃ
Na brisa da manhã Te vejo e sinto O adorno de quem ama Sozinho estou Contratempos de um tempo Solto no tempo Que não é meu, nem teu Mero caminhar de luzes Sobrados, caminhos, enlaces O que sou se não sobra?! O que sobra do que sou?! Figura, passado e o teu abraço... Cheiro de orvalho, na brisa da manhã... Manhã deslocada, sem vida, sem ar...
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ACONCHEGO
Uma varanda, uma rede Um fim de semana alheio Colheitas, rimas soltas e devaneios Destoando o tempo tão meu Uma varanda, um verde Aconchego de um tempo Uma brisa, um meio Do encontro que tu me deu (dos dias que tu, meu esposo me deu, depois que perdi meus pais)
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TOM
Um tom para desopilar Todo o regresso cantar Um entoar Um decreto Uma vida sem receio Ousar Poder Falar Para contudo frear ou ser