Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
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Poemas

30

LIBERDADE

Liberte para ceder 
Viva para crescer
Rascunhos soltos
Antológicos loucos
Visceral carne
Poesia rústica
Ungindo
Decente carne
Do outro
288

DESPERTAR

Esse período
Esse rosto
Esse frescor
Poesia no andar
Andorinhas no estômago
Ansiedade
Despertar
243

O BOLO DE ROLO

Goiaba na doçura
Sofisticada acidez açucarado
Rolo que endossa
Enrolando desejos
Sublime Recife que sabe o que faz
Nos faz reféns de uma distância
No paladar desejoso
De quem ousa voltar
Para se deliciar

 
162

ANJO

Tirada tão abruptamente
Sonolenta
Voo sem asas
Inquietante dor
Dos que se jogam nos braços do PAI
Do olhar humano, nada se entende!
Do olhar divino?!!
Recebe a criança, moça, indefesa, sem regras e nenhum temor.
Recebe para cuidar o que criou.
Com amor e doçura de quem é o verdadeiro PAI, que fica atento as mazelas humanas....
Fica a distância incalculável de quem amou e se dedicou.
Amor imensurável de mãe!!!!
Mas que na finitude do Céu encontrará seu abraço, no anjo que criou!
(para uma mãe, dolorida com a perda de uma filha)
376

DISTRAÇÃO

Uma Visão Turva
Milhões de Sentimentos
Um Sentimento Apenas
De Pura Distração
313

PENSAR

Em um desatino pensar
Há inúmeras diferenças
Do que acordo, do que sonho
Sou eu mesma por aqui ou mais adiante
Sem ponderar, sem castrar
Sem duvidar da essência
Que me rouba os sentidos
Os ouvidos
Sempre a brotar
De um rimar, por vezes, estranho!
228

DEUS

Canto de um pássaro
Mar sereno
Montanhas verdejantes
Pôr do sol
Barcos no cais
Pedrinhas jogadas ao mar
Um jardim
Jujubas
Borboletas coloridas
Brincadeiras com a neve
Chuva
Beijos no portão
Amor
Alegria
Música e amigos
Pai, Mãe, Irmãos e  a satisfação de quem é real e não implora NADA por isso!
353

BRISA DA MANHÃ

Na brisa da manhã
Te vejo e sinto
O adorno de quem ama
Sozinho estou
Contratempos de um tempo
Solto no tempo
Que não é meu, nem teu
Mero caminhar de luzes
Sobrados, caminhos, enlaces
O que sou se não sobra?!
O que sobra do que sou?!
Figura, passado e o teu abraço...
Cheiro de orvalho, na brisa da manhã...
Manhã deslocada, sem vida, sem ar...
335

ACONCHEGO

Uma varanda, uma rede
Um fim de semana alheio
Colheitas, rimas soltas e devaneios
Destoando o tempo tão meu
Uma varanda, um verde
Aconchego de um tempo
Uma brisa, um meio
Do encontro que tu me deu
(dos dias que tu, meu esposo me deu, depois que perdi meus pais)
321

TOM

Um tom para desopilar
Todo o regresso cantar
Um entoar
Um decreto
Uma vida sem receio
Ousar
Poder
Falar
Para contudo frear ou ser
127

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