Iêda Maria Castro

Iêda Maria Castro

n. 0000-02-20, São Luis-Ma

Perfil
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PÔR DO SOL

Um tom sobre tom
Vermelho alaranjado
Escuro e verdadeiro
Poeta e sorrateiro
Do amanhecer ao anoitecer
Simples assim
Pôr do sol!!
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Poemas

68

SERENIDADE

Hoje acordei distante,
serena e poetisa, mas 
do que isso, em sonho.
Quando me vejo a escrever
rosas de lotus, me desvendo
me entrego...
Entendo!
Calmarias e chamas
Chegando de toda a parte
Traçando caminhos
Direcionando ideias e cuidando para não perder ideais.
Refrão e argumentos
De uma ideia solta e só minha
116

DIAMANTE

Meu querido diamante
Que em volta se desfaz
Em um pensamento logínquo
Que um diário traz
Quem me dera traçar rimas
Em torno, vitral
199

SABEDORIA

Na sofreguidão destes dias
Que a consciência fala e se distrai
Vejo a passeio insolente
Uma sombra de verdade
Irrelevante ao discurso
sereno de outrora
Assim me reporto a ausência
Já desconhecida do outro
Mesclar ou viver 
Irretocáveis bocas
Insolentes criaturas
do saber e porque
não dizer, PROFUNDO SER!
116

TEUS BRAÇOS

No som do silêncio 
há muitas palavras
e uma corrida singela
para os teus braços
quem me dera companhia
empatia de novela
e tú me trazes amores
escondidos
fortalezas inquebráveis
Borboletas inebriadas
Tudo em uma razão
De ter, mas perde-se
nesse SILÊNCIO
142

MINHA

Eu queria tua boca
minha
na lingua solta
e te dizer bobagens, suaves
no contorno do ouvido,
que derrama até o... pescoço...
Tua mão, minha guia
Vai me mostrando a minha alegria
e sou tua como merengue
que dança até o ventre
Me arrumo, me ajeito
para o deleite
Frequente
154

POEMA

Um tom de poema sobre a mesa e a constante alegria do que ainda não vi...
Retratos tirados de uma pintura da alma, são verso e reverso do ontem...
E a poesia tão fluente se ausenta, se contrai ao temor do que nela nasce...
Escrever é o meu remédio, minha surdez, minha nudez, minha, tão minha...
E ao compartilhar , acrescento, me ausento!
Partilho de ideias e segredos da alma, de cada um que ouve e traduz.
156

ESCRITOS

De um tempo para cá
Sou construção em reforma
Me alimento do encantar
Do escrever como canto
E deleito sobre o penar
De uma caneta
Sem o peso do nada
Da tempestade acolher
Da mais fina temperança
Dádivas, suavidade, trocas afins...
191

TE RECONHEÇO

Te reconheço de algum lugar
Em algum cheiro
Perdido na lembrança
E me perco sem poder me achar
Sem me tomar
Sem me guardar
Sem te tocar
Me perco
128

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