Isabel Morais Ribeiro Fonseca

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

n. 1966 PT PT

Veio para Portugal devido à Guerra Colonial.Casada desde 1985, é mãe de oito filhos, três rapazes e cinco raparigasQue são a razão da sua vida e a sua maior alegria.Depois de ter passado por uma depressão a escrita foi a sua curaFazendo-a dar valor á vida.

n. 1966-04-05, Nasci em Luanda- Angola

Perfil
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AMOR ENQUANTO

Enquanto nos amamos
Os pássaros cantam
As flores abrem as suas pétalas
És tão presente em mim
Que habitas no profundo
Na minha alma
Em todos os meus nadas
Caricias num monte de folhas
Na maciez da minha pele
Por entre o odor da tua
Retenho gestos silenciosos
Sonhos no cerrar das pálpebras
Desejos em sons de ti.
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Biografia
_Sou uma pessoa simples que ama a poesia_ Sou poetisa, mulher, mãe, amiga, companheira _Amante das belas coisas; a poesia comanda a vida _Escrevo textos- poemas- frases -versos _Que retratam todo o meu quotidiano- Se o meu último dia fosse hoje - Diria que amei tudo o que mais podia ter amado

Poemas

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PORQUE ESCREVO

Escrevo porque as palavras
São fragas sem versos, sem vida
Escrevo porque as palavras
São tempestade sem pátria, sem espírito
Escrevo porque as palavras são asas
Cruzes de ninguém em sangue roxo
Escrevo porque as palavras são penas
Chagas podres no silêncio do vento
Escrevo porque as palavras são pedras
Duras de afagos, mudas sem grito
Escrevo porque as palavras são dor
Entre fogos, insanos sem sono.
Escrevo porque as palavras são liberdade
Escritas, reescritas, lidas, relidas
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UM POETA FINGIDOR

Um poeta fingidor que sem saudade
Escreve de amor não sabe nada de dor
Cortina de sal amargo que gosta de brincar
Com as letras escritas de um poema
Exprimir com o grito da alma
Convencida arrogante de palavras soltas
Onde a rosa desabrocha com a chuva
Explode de alegria harmonia enfeitiçada
Pelo dia em que o poeta fingidor sente
A felicidade das flores do jardim da sua vida.
1 058

DRAGÃO FINGIDOR

Dragão fingidor, fugindo por insônias
Pesadelos, sofrimento que mortifica a loucura
Amnésias pinceladas de tantas conveniências
Demônio, inferno benevolente, que não nos
Deixa indiferente, mastiga-nos inteiros
A nu descrevendo-nos, tártaro corpo, quente so
Salgada sede, lua intransigente, cega luz
Lágrimas de cegueira, inexplicavelmente permanente
Bastardo, inferno que nos deixa incoerentes
Misturados de gestos, colados, secos na alma
Da chávena, do chá, do reflexo, ao mar
Feitos de desabafos, abafos, de água, de fogo
De sorte, de azar, companheira feita em compaixão
Dragão, benevolente, demônio da nossa mente
Alma cercada pelo sofrimento. desfeita em insônias
Do pensamento, cravado no peito
Do nosso encantamento, fingidor de pesadelos
De amnésias, cegueira nossa, mortifica a carne
Do nosso sentimento, fingindo que é dor
Colados nos ossos da nossa loucura, perdida
Esquecida, sem olhos, sem sangue, sem veias
Do nosso desentendimento.

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MEL DA TUA BOCA

As fragas deixam o eco da tua voz
As silvas deixam o teu corpo a sangrar
As urtigas deixam marcas no teu corpo
Que só o amor pode curar
As cerejas, são tão doces
Como os teus beijos, são o mel da tua boca
Que me deixa louca de amar-te ao luar.
1 570

MENTIRAS QUE CORTAM A ALMA

Choro de amor de alma perdida
Nesta noite escura que é a minha vida
Lágrimas de cristais, de sangue e água
Que escorrem dos meus olhos
Que cortam a minha alma ferida
E perdida neste rolo de mentiras
Escorrem e gelam, das palavras não ditas
Transformam-se em punhais
Ferem-nos o corpo vazio
Estas lágrimas soltas, amargas e sofridas
São veneno para um coração, que procura
Sempre a verdade e ficam com a saudade
De ver o amor verdadeiro com alegria
Dos corpos entrelaçados sem dor
Sem magoa e sem mentira.
 
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ESCURIDÃO

A escuridão que beija a noite
Das almas perdidas no tempo
Que encontram-se na escuridão
Dos seus medos e do silêncio
É necessário libertá-las das trevas
No caminho para a luz, no sono da morte
O julgamento de Deus
Que seja misericordioso na nossa escuridão.
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NOJO DESTE MUNDO

Sinto nojo deste mundo cruel, para os idosos e crianças
Sinto nojo das mães que matam os seus filhos
Dos homens e mulheres que se matam mutua
Dos homens e mulheres que se matam mutuamente
Sinto nojo dos homens que casam com crianças
E que muitas vezes são maltratadas pela própria família
Sinto nojo dos violadores e dos pedófilos sejam
Padres ou homens comuns, deviam ser todos castrados
Ou capados e fechados no inferno
Sinto nojo dos filhos que roubam os pais
E que os maltratam, sinto nojo e pena dos pais
Que não sabem amar os seus filhos
Sinto nojo de mim própria por virar a cara para o lado
Que mundo é este, que todos nós temos medo de olhar.
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Comentários (9)

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A Sra. Izabel morais. parabéns pelo seu aniversário... felicidades - . e parabéns pelo textos seus. abraços. no coração. Ademir domingos zanotelli.

Minha cara poetisa....Isabel Morais... escreves divinamente ... lamento pelo que passou em tua vida.... mas como dizem... tudo se suporta , menos o amor por si mesmo. e teus textos como este são (parcialmente) perdi-me de ti entre as pedras soltas das ruas. parabens.me visite. quando puderes ... pois tenho a lido de quando em vez. mais por falta de tempo. não por que eu assim o deseje. abraços. Ademir.

mary
mary

maria andrade

Joanna
Joanna

Em cada palavra escrita emergem emoções!

Alba Caldas

Maravilhosos poemas! Obrigada por compartilhar.