Lista de Poemas

NO MEU VENTRE

No meu ventre
Onde te adentras
Subsistes em fogo
Só a tua língua
Pode aliviar a febre
Do meu corpo
Na saudade
Que declara do teu
No fogo da tua boca
Me reinvento
De carne nas tuas mãos
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AMO-TE COM PAIXÃO

Amo-te pelo barulho que as oliveiras, fazem lá fora
Onde o vento se desfaz, a
mo-te pelo escuro da noite
No uivo do lobo q
ue cerca a lua brilhante como uma chama
Amo-te pelas águas que correm no rio devagar
Onde pisávamos as pedras escorregadias
Amo-te pelo tempo vagabundo de emoção
Entre os dias que nos amamos intensamente
Amo-te pela tua alma molhada de amor
Quando me deitas ferozmente na cama, a nossa
Amo-te pela gaivota que se delícia com o peixe
Que o nobre pescador deita fora do seu barco
Amo-te pela cruz que carregas tão pesada
Mesmo assim o teu olhar brilha como as estrelas
Amo-te pelas velhas âncoras enferrujadas
Que são deixadas ao abandono sem dó nem piedade
Amo-te pelo velho relógio que tanto barulho faz
Esquecido sem poder sonhar numa qualquer sala
Amo-te pelos teus lindos olhos que quando olham
Para mim me fazem suspirar de tanto desejo
Amo-te pelo silêncio que faz na serra que nem o vento
Consegue pôr os pinheiros de volta a dançar, amo-te
Amo-te com a dor que os pés sentem quando dançam
Com amor e paixão tão sentidas por nós os dois.

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AMO OS LIVROS

Amo os livros
Porque gritam em silêncio
E calam-se ao mesmo tempo.
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ASAS NEGRAS DE POEIRA

Asas negras cobertas, silenciosas do quarto
Rastro de poeira luminosa, sinónimos de estrelas
Veste-me por dentro em caril, despida de açafrão
Na pedra nua talvez por lapidar ecoa a insanidade
Asas transparentes de tinta branca de salgado sal
Palavras numa folha de linhas, mostarda em mim
Sementes na terra, adversidade das noites negras
Barulhenta amargura negativa uma solidão em fúria
Colapso no porão, desequilíbrio de um covarde
Prisão de asas negras, anjos de abominável escuridão
Terrível encosto do eterno desgosto, peço misericórdia
Vestes negras do prosterno desespero, vestígios talvez
Da humanidade sem sangue a correr nas suas próprias veias
Começou a escrever na alma, asas negras cobertas de sal
Gengibre de uma sublime covardia, gemido enterrado vivo.

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ALGODÃO DOCE

Sinto no meu regaço
- O afago do teu corpo
Tormenta do meu querer
- Nos silenciosos afetos
Onde acalma na boca
- Os ávidos sentidos doces
É no teu corpo onde
- Me perco na noite rasgada
Na cama onde me deito
- Ao teu lado com o teu olhar
Devorador de faminto lobo
- Mãos despidas de gestos
Pedaço de algodão doce
- Quente de afagos gemidos.


1 667

CORPO PERFUMADO

Prende-me na tua voz para alimentar a tua prece
Fica comigo atrás das grades, torna-te devoto
Recicla as minhas loucuras só para as reinventar
Lanceta o meu corpo para ver o reverso do teu
Conheço a dor de cor, que arranquei do coração
Crema o desejo nas pétalas soltas da tua inexistência
Ama o meu corpo na terra, onde eu respiro contigo
Torna combustão, o que esfumaça dos meus lábios
Sente o calor da insónia, a perder-se no chão das pedras
Partículas pequenas suspensas na ansiedade crescente
Corpo nu que flutua no vazio das labaredas da tua carne
Onde a eternidade tolda o sentido, recolhendo as cinzas soltas
Apaga a fome, sentirás o encanto do meu corpo perfumado

1 716

SENHOR QUE OS NOSSOS PLANOS

Que os nossos planos
Sejam abençoados 
E as nossas almas 
Estejam seguras em ti senhor
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QUANDO EU PARTIR

Quando eu partir colhe-me em flor
Pois sou uma pétala na tua janela
Que mesmo morta perfuma a tua alma
Vamos fingir que volto para te fazer companhia
Tu sabes deixo tudo nada levo
Apenas um sonho perdido
Quando eu partir não te vistas de luto
O meu vestido ao pé do teu casaco
Está perfumada com a saudade
Não tenhas medo hei-de voltar
Em forma de um belo poema
E sentirás cada palavra escrita
Quando o vento acariciar-te o rosto
E tudo será como era antes
Para te encontrar de novo no nosso destino
Por isso quando eu partir colhe-me em flor.
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A ARDÓSIA É CEGA

A ardósia é cega de palavras
No crepúsculo dos teus sonhos
Despida de letras em corpo nu.

1 110

AMAR SEM LIMITES

Amar sem limites
É não deixar o amor ficar doente
É viver uma grande história de amor
 Uma paixão fulminante.
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Comentários (9)

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A Sra. Izabel morais. parabéns pelo seu aniversário... felicidades - . e parabéns pelo textos seus. abraços. no coração. Ademir domingos zanotelli.

Minha cara poetisa....Isabel Morais... escreves divinamente ... lamento pelo que passou em tua vida.... mas como dizem... tudo se suporta , menos o amor por si mesmo. e teus textos como este são (parcialmente) perdi-me de ti entre as pedras soltas das ruas. parabens.me visite. quando puderes ... pois tenho a lido de quando em vez. mais por falta de tempo. não por que eu assim o deseje. abraços. Ademir.

mary
mary

maria andrade

Joanna
Joanna

Em cada palavra escrita emergem emoções!

albacaldas

Maravilhosos poemas! Obrigada por compartilhar.

_Sou uma pessoa simples que ama a poesia_ Sou poetisa, mulher, mãe, amiga, companheira _Amante das belas coisas; a poesia comanda a vida _Escrevo textos- poemas- frases -versos _Que retratam todo o meu quotidiano- Se o meu último dia fosse hoje - Diria que amei tudo o que mais podia ter amado