Isabel Pires

Isabel Pires

n. 1964 PT PT

Amar o abismo da descoberta. Sem cair.

n. 1964-01-30, Lisboa

Perfil
58 817 Visualizações

Às vezes basta

às vezes basta
uma palavra
uma flor ou apenas uma pétala
um sorriso
o voo rasante das gaivotas
não sentir e não me importar
uma colher de arroz-doce, mas com a parte da canela
o cheiro a mar
uma pinta na folha
o frio da pedra e o quente de uma respiração
o fumegar do café
importar-me com o teu sentir
o lápis de cor amarelo, para pintar o sol
aqueles teus fios de música que fazem estremecer
uma impressão, mesmo que vaga, de felicidade
o ondulado da seda negra
a lembrança sempre presente de ti

para a vida prosseguir


Mark Power | Paris. Palais Garnier. Stage curtain. February 2004.


Ler poema completo

Poemas

2

se o amor fosse um jogo

se o amor fosse um jogo
tinha sabor a casa de partida

e isto é mais verdade quando te lavro estrelas no peito aberto





204

quando chegaste


quando chegaste
deixei de acreditar que a água era o melhor vestido para o meu corpo 
                                 


















Victor Ivanovski
115

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
davinci

muito bom o seu poetar...