Lista de Poemas

O Redentor chorou

O Redentor chorou

Jesus

chorou

por amor.

Hoje chora

O Redentor

por esse terror.

Na ressurreição do leproso Lázaro, Jesus chorou de compa-

ixão. Hoje chora de vergonha por esta grande nação brasile-

ira, como se sentiu seu Pai ao criar o homem do qual também

se arrependeu. O ser humano, criado por Deus, por ser mal-

criado e quem o

criou achou ter

feito a besteira.

Não, não estou

falando asneira

não faça disso

uma má intriga

isso está escri-

to lá na Biblia.

Pedro descobriu

o Brasil, Cabral

descobriu o Rio

expondo suas par-

tes pudendas, pa-

ra se apropriar de

nossas rendas o

qual já passa

muito frio

nessa mi-

séria tre-

menda.

Dr. Rui ruiu

quando sen-

tiu vergonha

de ser hones-

to e o povo

vergonha

de ser o

resto.

Agora o Poderoso

leva sua mão à testa,

e atesta muita tristeza di-

ante de tanta natural beleza,

porém, por ter vindo do além, ago-

ra tem muita vergonha de ser honesto

também.

Com o pensamento extraviado

minh'alma sobe ao Gólgota

bem perto do Corcovado

é esse aí logo ao lado.

E os bandidos sendo

perdoados e povo

de novo lascado.

É um prende e solta

mas, o dinheiro

inteiro não

volta.

Que pena!

No meu costado, muitos janeiros plantados,

porém, sinto vergonha de ser brasileiro

também, está ouvindo meu bem?

Depois dessa. Passar bem!

Se conseguir, né.

jbcampos

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a bola da vez

A bola da vez

meu Deus, o Senhor não é brasileiro, cadê o seu jeitinho?
com todo o respeito e carinho, apesar de doer no meu pe-
ito, na realidade não estou pensando direito. tem sujeito
que morre por causa de uma mera ilusão recheada de
ignorância nessa velha ânsia anciã de ser campeão. boba-
gem eles ficam com a derrota da glória de falsa vitória, en-
quanto, você morre do coração, além do dinheiro de mon-
tão, se você é patriota, com mil perdões, ou idiota a pagar
pseudo derrota? e eles felizes em suas mansões que valem
bilhões, afinal o que esses caras produzem? agora servindo
de chacota o nosso pavilhão se apresenta diante dessa en-
crenca. você já se apercebeu o quanto está pagando para o
cabral, cabra safado, e ao josé dirceu, e lá na cidade maravil-
hosa, que coisa hodienda e odiosa, crianças sem remédios
morrendo de fome, enquanto, em suas residências maravilho-
sas cumprem pena, que pena que não seja no inverno do infer-
no, agora se o inferno é aqui, nós povo, de longe perdemos a es-
ses anjos de luz. é, aqueles despejados dos céus pelo todo Pode-
roso. não é o escritor que diz, está lá no livro santo, Jesus à destra
do Pai, aí houve uma desavença qualquer lá no céus, e o escritor
sem entender que no céus hajam desavenças quais avençam man-
dar alguns diabos aqui para nos tentar. será que esses caras
não estão sentados lá no Senado, ou na Câmara dos deputa-
dos? ganhando um dinheirão safado e o país desgraçado!
multidão pedinte de esmola, ainda se fala em eleição.
país democrático, onde se obriga a votar, ora bolas, cadê
aquela bola que iria rolar para o bem da nação? vou parar por
aqui, porque, pode sobrar para mim, tenho de ser um patriota covar-
de com medo até de morrer não sou nem saci. Dá para você entender?
volto a escrever: Demo = demônio - Cracia = governo? quem tiver entendi-
mento entenda ou mais tarde se arrependa, por não ter consultado a ne-
urociência para destrinchar essa sua cabeça que os prestidigitadores es-
garçam através de suas velhas farsas. você enxerga mais não vê seu
coelho enfiado em sua meia de futebol, se deliciando em seu arrebol.
rindo da nossa cara, nêgo, cadê o seu velho emprego? tá no bolso
de alguém, cuidado que esse bicho vem chegando de lado é mui-
to engraçado esse trem, tome todo o cuidado. sim! é o trem
vindo de lado com o mal complicado, até logo, obrigado.
Satanás está solto por aí!
jbcampos
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Que olhar mais atrevido


Que olhar mais atrevido


Ao vislumbrar seu atrevido olhar,
confesso: Fiquei bastante inibido,
porém, fui abduzido pelo sonhar
de um violento amor descabido.
O seu olhar invadiu o meu mar,
ao marejar de minhas lágrimas
cintilantes, num rápido chispar
de uma emoção tão brilhante.
Agora você é atriz, e eu por
um triz, mero coadjuvante.


A paixão é mistério profundo
a corroer o peito do amante
galanteador galante-imundo,
ou de uma simplória mente,
de um apaixonado vacilante.


Como explicar sentimento tão nobre,
bronzeado de ouro sobre a alma presa
em laço lastro de humilhante desdouro,
o qual às vezes, covardemente alto valor
cobre, num suplício de um coração pobre
em pleno desespero desequilibrado, cheiro
de amor odiado e já voado pra outro lado.
amargurado ao pensar ter conquistado,
porém, atraiçoado pelo bem-amado.


O amor sempre é nobre quando bem interpretado,
mesmo que o choro sobre, sobre um coração culpado.
Até quando o erro erra o amor encerra por todo o lado
a dor doada pelo doador o qual será sempre coroado.


Olhar atrevido.

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201

Anhangabaú



Anhangabaú

Nas névoas obnubiladas onde dormisse

o passaredo inebriado pela leve neblina

e, a quem acordasse mais cedo, posto

que não houvesse nenhum segredo, e

fosse a agitada cidade tão rápida como

torpedo. E por lá Já existissem os "ramos"

de Azevedo na mais plena mocidade. Antigo

cerne a discernir seus impregnados segredos. Lá

sobejavam frondosos arvoredos. A lua derramava o seu

pranto de luz do Largo da Luz, passando pelo São Bento da

Cruz ao sapientíssimo São Francisco de Jesus. Não metere-

mos aqui a religião. Embora, se atocovelasse empolada multi-

dão. Castro e Barbosa com seus pergaminhos nas mãos e muita

prosa se fazia da vertiginosa poesia de antanhos dias transforma-

rem-se em belíssimas canções. São Paulo da Garoa, nave de boa

proa. Nela continuavam seus capitães a soletrarem seus versos

e os de Camões. Abolicionismo de Nabuco a rezar o seu terço.

Século dezenove, onde descartava grande nome: Fagundes,

para não misturar o Azevedo, que aqui se confunde, qual po-

eta Varela respeitava sem medo. Logo seguiria do: Bexi-

ga, Rubinato e seus Demônios natos da garoa. Fato que

faria alusão à paixão da miscigenação do ítalo-lusófo-

no-alemão. E de tantos outros irmãos, somente pres-

tar a atenção, gente, índole boa, também de coração.

Quem diria que, tal megalópole pudesse à galope pro-

duzir tamanha poesia apinhada de tantas estrofes.


jbcampos


MUNDO MÁGICO DA POESIA
162

No embalo da musa

No embalo da musa
Quando a musa embala, a inspiração exala odorífico amor,
seja para o que for, e chega mais rápido do que bala,
projétil de ínfimo valor ao ser comparado com o
lado positivo do amor. As asas do amor
são mais rápidas do que as do beija-flor.
Novamente a palavra vem fazer o amor
diferente, pois, nada sendo igual a nada,
cada frase tem sua contundência própria
em sua equivalência. Hoje estou amolado,
com o coração meio quebrantado por um amor
tão antigo, poxa, quantas décadas pra me fazer
trouxa, posto que seja apenas um sonho da mais pura
ilusão bisonha. E ao me olhar ao espelho me sinto um escaravelho,
quiçá, um cara velho com cara de pamonha. Tal esta paixão estranha.
Pois, há tantas décadas, Maria Rita já morreu, e isso até me irrita,
posto não tenha morrido eu. A vida é composta de façanhas.
jbcampos

MUNDO MÁGICO DA POESIA
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157

Vida bela


Vida bela

Quão bela é a vida
Vida, sentida pelos sentidos,
realmente faz sentido diferente.
Não temos mais que o merecido.
Ainda assim o sol nasce para gente.
O sol nasce para todos os viventes,
porém, nascem árvores frondosas
também, nos Oásis mais quentes.
Veja como a natureza é bondosa,
Apenas num modesto canteiro
pode-se ver o seu mundo inteiro.
O Universo numa gota de orvalho,
ou pela mente, uma nova semente.
Para a felicidade não existe atalho,
o motivo aparente é viver contente.
O universo dá-lhe por encanto
o sentimento farto de espanto,
ao nobre e bem afinado canto
à canoro dentro de um viveiro,
livre do laço do passarinheiro.
À velhaco mundo passageiro.
Fazendo-se distraído,
e, revestido de recatado
sentido. Verdadeiro e santo,
e o seu pranto fica enterrado
num canto ao lado, fertilizado
de enorme amor sem fim
no afofado canteiro pronto,
vai plantar você só para mim.
É apenas força de expressão,
você já vive no meu coração.
Deixo afogadas as mágoas
em lágrimas desaguadas,
e moldadas em amores
ao colorir de belas flores.
Inebriado em seus odores
a Deus elevo meus louvores
por vislumbrar-me no paraíso
de lírios e; odoríferos pendores,
refertos dos mais finos sabores.
Você pode ser feliz,
e o poema mesmo diz:
Faça da sua vida, querida
matriz, esquecendo as feridas
matizadas em suas plumas lilás,
sem sofrer por querer enxergar
além do seu próprio nariz.
Não precisa ver mais.
Você, nunca verá o fim!
A terra fofa também cheira
aproximando o meu próximo,
desta morada derradeira a mim.
Igual ao bruto diamante
a ser tratado como brilhante.
Não importo, posto que tosco,
ou refinado, faço o que posso,
nas ilusões de um plano fosco.
Quero ser feliz sem egoísmo,
na felicidade do próximo.
Restar-me-á o heroísmo
sem depender do destino
se o meu próximo for próspero
tal qual a inocência de um menino.
Pode-se viver eternamente, porém,
sem jamais ver todas as belezas da vida...
Quão bela é a vida!

jbcampos

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quando o sino dobra o destino


quando o sino

dobra o destino


você

pode

ser e se

ver aos moldes angelicais

divinos ao badalar de vários sinos,

quiçá, sentir o revoar de anjos advindos

voando sobre os cais de canais divinos

de lugares lindos, vendo-se bom menino.

quem sabe se: bela donzela. porém,

jamais seja, mais um cretino. foi você

que fez o seu próprio destino. plantou

amora e não vai colher pepino agora.

preste atenção para não se ver valdevinos.

não gosta de se imaginar na peleja, tampouco,

sequer que assim seja. porém, esta vida também se

presta ao além de mais uma festa pela fresta da mais

gloriosa e universal seresta. uns despistam a vida com

igrejas, outros a regam com cervejas, há os que disputam-

na com força maluca e bruta. há os fracos desistentes da luta.

existem os barbitúricos com sabores de frutas, embora, sejam

sulfúricos como cicuta. não vai dar uma de Sócrates, à biruta.

também há trutas a pescarem suas trutas. dizem que há gente

inteligente também as malucas. não vá agora, por isso também,

fundir sua cuca. seja como for: "Viver não é flor que se cheire".

porém, o forte resiste a vida até à morte e com pouco de sorte

se esforce no equilíbrio do dom do amor o qual também advém

do além. muito além do Sul ou do Norte. porém, a vida ainda é

matizada à cor esmaecida, no laboratório do amor o qual lhe dá

vida colorida. você é o grande mistério, realmente um caso sério

deste nosso hemisfério. mas sua luta e desespero será verdadeiro

tempero da evolução, sem exagero. faça da luta seu entretenimento.

e se você não gostou dessa frase, sinto muito, ao lhe falar de lamento.

pode acreditar, não estou a esperar agradecimento, pois, tenho missão

a completar meu irmão, qualquer escrevente escreve o que lhe vem à mente.

é a prazerosa missão a qual deve se cumprir graciosamente, sorridente-contente.

é uma questão de expressão, na realidade é a Musa que usa a privacidade da mente

do missioneiro-escrevente.

porém, espero

que lhe passe

essa fase de

lastimável

tormento,

lamento.


jbcampos
106

o abraço que cura



o abraço que cura


o simples ato de abraçar pode reduzir

a dor forjada pelo mau pensar. na sarjeta

da vida pode-se encontrar o exegeta do amor.

o verbo amar é muito enganoso, ponto. imprimir

sabedoria do verbo desvencilhar. somente pode amar

aquele que despe de si mesmo. no vicejar do velho olhar

pode-se antenar o prazer de curar pelo amor do sincero abra-

ço como traço de conjugar a si mesmo. não se trata do verbo

para o qual tem sua hora, porém, agora é abraço do amor per-

feito, sem racismo criminoso. abrace seu filho, sua esposa,

seu amigo, até o seu inimigo, mesmo com o pensamento

sincero e sem lamento, deixando o orgulho e o medo

da frustração, aliás, será que não é você que está

necessitando desse abraço amorável, é cura

da humanidade porque nele se encontra

a verdade do próprio e verdadeiro

amor. não tenha medo, abrace

a todos com amor e a sua

energia será mais forte

para protegê-lo e

ajudá-lo na sua

cura

psicossomática.


pode crer!


jbcampos



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Colina encantada


Colina encantada

O poeta de tanto escrever seus sonhos,
sonhou com um elevado monte a perder
de vista no horizonte, comparando-o com
sua vida naquela visão querida, consigo
resmungou: Estarei num paraíso tropi-
cal do mundo astral? Será que existe
mesmo o céu, onde tudo é o mais puro
vergel, e somente pra rimar uma rima mais
doce do que o doce mel? Não perdendo o divino
dom de rimar qualquer coisa que porventura achasse
na estrada de sua imaginação não dispensava o empoeirado
mote da criação. Não via anjos com suas asas brancas, tampouco,
arcanjos com suas ancas francas, e se perguntou: Afinal que diferença
há na canja desses arcanos; anjos e arcanjos? Não havia ninguém rezando
ladainhas naquele além, destituído de sinos e campainhas... Sequer ouvia a
alegria de qualquer criança... Encafifado olhava para os lados e nada de
anjos alados. Meio embasbacado, conjecturou consigo mesmo:
Que mundo é este que estou vivendo? Não dá nem pra
encher o saco de tanto rezar, é o norte da pura sorte,
isto aqui está longe de ser azar... Há pouco estava
escrevendo e agora estou do outro lado sonhando
acordado. Terei sofrido algum desastre atrevido e
estarei desmaiado. Estarei deitado ao lado de quem
mais amo, quiçá, no paraíso perambulando... Apesar de
tudo sua alegria superava o canto de qualquer sereia, quando
foi sacudido por Afrodite, sua antiga esposa que alardeia. - Só podia
ser você pra me tirar o sono mais uma vez... - Você resmungava
por demasia mencionando o nome de sua tia e eu escutava
o que Você dizia por repugnante insensatez... Ai o poeta
percebeu que o buraco era mais embaixo, e descartou
aquele seu sonho como se fosse o paraíso de Deus.
Porém, pensou seriamente em voltar outra vez
e, jamais acordar para este falso sonho de
viver a vida-estupidez...

jbcampos

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