OPÇÕES
Viver é ser.
Os olhos,
Vagando no espaço,
Perdem-se.
Em seu lugar,
Fragmentos da vida,
Visões do passado,
Surgem.
E a vida,
Aguarda indiferente,
Num canto.
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
Palavra,
Prostituta!
Possuo-te no lençol alvejado,
Da folha ainda vazia.
Assumes sentidos caleidoscópicos,
Quando minha pena te acaricia.
Deixas tua morada,
Nas filas do dicionário,
Para ser minha namorada,
Paga em numerário.
Em orgia,
Busco mais palavras
Para criar minha poesia!
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
Tem dias:
Que quero ser tatu,
Noutros gaivota.
No entanto, em tantos,
sou.
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
Em auroras pálidas de um azul oculto
Brotam dádivas divinas do fim do Mundo
Que deixamos inertes, ao anoitecer...
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
Eram motivos de experimentos,
Apesar de tantos lamentos.
Viviam reclusos,
Por motivos confusos.
Sofriam maus-tratos,
Que não constam nos relatos.
Serviam à Ciência,
Com total inconsciência,
Do que a eles acontecia.
A multidão em fúria doentia,
Invadiu o Instituto Royal,
Etecetera e tal.
Todos nos sentimos mal,
Ao ver que a verdade,
Aparecerá só mais tarde,
Quando os Beagles roubados,
Estejam todos adotados.
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
Tem um Não dentro do Sim,
Tem um Sim dentro do Não.
Derrotados,
Dormentes,
À espera do Talvez.
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
América do Norte.
América sem Morte.
América da Sorte.
América sem Norte.
América com Morte.
América sem Sorte.
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
Quantas estórias,
Quantos destinos,
Entrecruzam-se
Nos caminhos
Da vida!
Quantas soluções
São perdidas,
Nos monólogos
(afônicos),
Da solidão coletiva.
Quantas oportunidades
Se vão,
Por não pararmos,
Um instante,
Nos cruzamentos
Da vida!
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
Teu corpo e o teu encanto...
Espaços mortos tua luz inunda.
Na tua dança me levas clandestino.
Em teu corpo ecoam meus desejos.
Ávida de tempo vais em busca do espaço.
Preso a ti, oh! ave branca, danço parado.
Tua teia: o chão, as luzes e o compasso.
Aprisionas a Beleza e eternizas teu cansaço.
Quando a música findar, irão meus sonhos.
De certo, aplausos não dirão o que senti.
Fechando suas asas, o coração ferido,
Sepultará, no breu do palco, vil ilusão.
Registro 719.469 FBN 21/10/2016
Muito grato. Não escolhemos o que somos, mas ser poeta me deixa feliz.