JCDINARDO

JCDINARDO

n. 1950 BR BR

n. 1950-03-10, RIO CLARO/SP

Perfil
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Biografia
Em Maio de 2019, publiquei meu primeiro livro: "Caos Estrelado" (Viseu). Na edição 85, Outubro 2019, da revista literária eletrônica "InComunidade" de Portugal, foram publicados seis poemas do livro. Participei das antologias poéticas: "Palavra é arte -poesias, 49ª edição" (Palavra é arte), "40 graus de versos" , "Fruto do teu ventre" e "Irmãos das letras" (EHS) , "Tempo para o amor" , "O Mundo parou - Relatos do período da pandemia" e "Amor em poesia" (Perse -Projeto Apparere), "Poesias para a nova década" (Casa Literária) e "Soturnos - Volume 5 - A Beleza das Trevas" (Círculo Soturnos). Em Setembro publiquei meu livro: "Gaivotas na Selva de Neon" (Viseu).

Poemas

8

INSTANTE

Este instante:

Minha sangria.

Fósforo aceso,

Na ventania.
24

MANHÃ

Flores a brotar,
Nas cores do arco-íris.
Lento despertar.
26

RUMINAÇÕES

O que fica da estrada,
Quando não se quer mais caminhar?
Lembranças de idas e vindas.
Nada mais.
 

O que fica de uma música,
Que só trechos consegue lembrar?
Reminiscência.
Nada mais.
 

O que fica de um erro,
Preso nas teias do tempo?
Vontade de não mais errar.
Nada mais.
 

O que fica de um problema,
Que não se consegue findar?
Ele mesmo.
Nada mais.
 

O que fica de mim,
Quando a morte chegar?
Prós e contras.
Nada mais.
53

SONHOS

Andamos sobre esgoto oculto,
Com aroma de rosas na cabeça,
Ouvindo um som culto,
Embora um “funk” nos aborreça.
 
Assim vamos sonhando,
E a vida vai passando,
E os imaginários confortantes,
Nos mantêm sempre distantes.
38

OPÇÕES

Viver é ser.

Suicidar é deixar de ser.

Morrer é não ser.

Desaparecer é eterno ser.
71

LUZIR

Hoje, Júpiter e Vênus

Perfilam-se

No céu da manhã,

E a Lua, triste,

Tudo assiste, enciumada.
34

DELÍRIO

Névoa azul envolvente,

Sonho inebriante,

Madrugada sem fim.

Tenso e intenso festim.

 

Ilusões materializam-se pelos cantos

Paixões flutuam enlouquecidas,

Transformando a noite num mar infindo,

Que espelha a Lua, mas sem saídas.

 

Feixes de luz me rodeiam,

Sons hipnóticos me acorrentam,

Cantos uníssonos me entorpecem,

Perfumes demoníacos me seduzem.

 

Vórtices de medo, em meu coração.

Turvas memórias, densas emoções.

Angústias estremecem em mim.

Remorsos sem solução.

 

Perdido, retorno ao início,

Após ter muito caminhado.

No labirinto, busco novo instante,

Que talvez não encontre.

25

OLHAR

Os olhos claros dela:
Nascem à cada dia, como Sol esfuziante,
Olham-me atentos, feito felina
E brilham como a Lua, ao morrer do dia.
Os olhos claros dela...
Convidam-me a atravessar o deserto,
Em busca de improváveis tesouros perdidos,
Mas meu olhar abraça o dela, temeroso...
31

Comentários (1)

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jcdinardo

Muito grato. Não escolhemos o que somos, mas ser poeta me deixa feliz.