JCDINARDO

JCDINARDO

n. 1950 BR BR

n. 1950-03-10, RIO CLARO/SP

Perfil
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Biografia
Em Maio de 2019, publiquei meu primeiro livro: "Caos Estrelado" (Viseu). Na edição 85, Outubro 2019, da revista literária eletrônica "InComunidade" de Portugal, foram publicados seis poemas do livro. Participei das antologias poéticas: "Palavra é arte -poesias, 49ª edição" (Palavra é arte), "40 graus de versos" , "Fruto do teu ventre" e "Irmãos das letras" (EHS) , "Tempo para o amor" , "O Mundo parou - Relatos do período da pandemia" e "Amor em poesia" (Perse -Projeto Apparere), "Poesias para a nova década" (Casa Literária) e "Soturnos - Volume 5 - A Beleza das Trevas" (Círculo Soturnos). Em Setembro publiquei meu livro: "Gaivotas na Selva de Neon" (Viseu).

Poemas

26

FASCÍNIO VERMELHO E BRANCO

Duas cores vibram ao pulsar dos tambores,

Samba na ginga do corpo e carícia dos pés,

No asfalto, noite com estrelas de confete.

O sangue deixou meu corpo e está na avenida,

Branco torpor de iminente desmaio é seu par.

As cores ferem o espaço: eis a vida!

O samba fez arco-íris da tormenta,

Acorrentou num só corpo tantas vidas,

Fecundou a paz com sementes de paixão.

São todos irmãos, da mesma mãe Folia,

Dançam e ornam belas fantasias,

Da "Voz do Morro", do Rio bem Claro da alegria!

Registro 719.469 FBN 21/10/2016

738

PODRES CRIANÇAS POBRES

A alma sangrando tristezas,

Corpo exalando pobrezas.

Os braços só sabem pedir:

Tudo! Pois o nada os habita.

Crianças jogadas como dados

Viciados, do jogo da vida.

Esboços de vidas, crucificadas nos semáforos,

Sorridentes...




Registro 719.469 FBN 21/10/2016

728

PRISÃO

Pode ser que a única certeza seja a dúvida.

Inexplicáveis mistérios maiores que a nossa mente.

Talvez uma fraqueza admitida seja a força maior.

Luta contínua entre o corpo e a razão.

É provável que participemos em todas as arbitrariedades.

Intrincada mega estrutura social ultranacional.

Não é difícil que a civilização esteja involuindo.

Padrões de valores herdados sem questionamentos.

Tento gritar contra isto, mas o som não fere o ar.

Tento escrever contra isto, mas a luz não navega mais.



Registro 719.469 FBN 21/10/2016

761

MÃE ADOTIVA

Quando a ti eu procurava,

Uma parte de mim faltava.

Ao te encontrar...

Um Sol brilhou,

Dentro de mim

E clareou,

Para sempre,

Teus caminhos.

Fiz com o meu coração,

O que as outras Mães,

Fizeram com o ventre!


Registro 719.469 FBN 21/10/2016

795

ECOS

Alguma coisa

Perdeu-se,

No início

Da minha vida.

Chora no escuro,

Sem saber a razão.

Busca o futuro,

Mas o tempo é sua prisão.

Ecoa,

Distante e dolorida,

Sem ter como curar

Sua ferida.



Registro 719.469 FBN 21/10/2016

756

EXISTIR

Segundo por segundo,

Escuto calado, pelas minhas entranhas,

O ritmo célere das horas tortas

E sinto a vitalidade invadir meu corpo,

Outrora morto,

E a vida fica cada vez mais sem sentido e definitiva.

Quisera poder parar o pulsar dos relógios,

Fazer uma montagem nova do drama da vida,

E assim, caminhar para um final feliz.

A existência pela existência é a saída?

Viver como já tivesse vivido e ressuscitado?

E viver então ao deixar a vida?

Titubeio confuso pelo labirinto da vida.

Talvez o sentido da vida seja nenhum.

Representamos papéis no palco da vida

E nada acrescentamos de pessoal.

Mudamos o figurino, mudaram o cenário!

Mas a trama é a mesma, afinal!

Como guerreiro encurralado, agarro-me à lança da vida

E espero atento a hora da morte!



Registro 719.469 FBN 21/10/2016

806

DIÁLOGO

Disse a rosa imponente ao espinho:

 - A natureza fez de ti meu súdito

 E aos meus pés                                             

 Proteges-me, com tua lança em riste.

 Respondeu o espinho sapiente:

 - Enganas-te, adorável rosa,

 Sou apenas a realidade,

Da vida de sonhos que prenuncias.

 

Registro 719.469 FBN 21/10/2016

796

ENCRUZILHADA

Um Pai é estágio propulsor

De foguete disparado

Buscando as alturas

Até ser descartado!

Filha, recém emancipada

Orbite tranqüila, no seu éter inexplorado

Nunca, jamais, volte os olhos

Para o Pai, bólide apagado!



Registro 719.469 FBN 21/10/2016

6

016

759

DESENCANTO

No plural éramos um,

No singular, divididos.

Hoje, universos separados,

Tentamos gravitar ao redor.

Registro 719.469 FBN 21/10/2016

902

PALETA DE CORES

O esperar é verde.

O desesperar amarelo.

O amar é branco.

O desamar preto.

O sonhar é azul.

O realizar cinza.

O querer é vermelho.

O poder furta-cor.

O viver arco-íris.

O morrer: sem luz.

Registro 719.469 FBN 21/10/2016

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Comentários (1)

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jcdinardo

Muito grato. Não escolhemos o que somos, mas ser poeta me deixa feliz.