João Cotrim

João Cotrim

n. 1988 PT PT

sei que nada sei, ignorante pois serei, e por nada saber ignorante queria ser.

n. 1988-05-30, Caneças

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02/12/2007

sei que nada sei,
ignorante pois serei,
e por nada saber
ignorante queria ser,
para desconhecer esta ignorância,
e tudo o que ela me fez perceber...
felizes tempos de infância,
em que o tempo passava a correr,
enquanto aquilo a que dava importância,
acabou por se esquecer
nas vulgares questões do ser,
no constante vai e volta
da minha intermitente consciência,
na palavra que se solta,
de quem vive na indolência,
numa alma que se revolta,
com toda esta displicência.
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Poemas

3

11/01/2008

quero perder-me no horizonte
vaguear a linha que separa o céu e a terra,
abandonar-me no cimo do monte,
ecoar um suspiro pela serra,
para que alguém construa uma ponte,
ao perguntar quem por ali berra.
Faço as malas para me ir embora,
na bagagem chega um caderno,
vou para onde ninguém mora,
e o tempo acaba e não é eterno.
Vou viver onde o tempo não chora,
onde o paraíso se confude com o inferno,
onde é preciso sonhar um pesadelo,
para recordar a dor por um instante,
onde o calor esfrie o gelo,
a lua não pareca tão distante,
onde a gravidade não pese tanto,
onde a luz não seja tão brilhante
e ainda assim não perca o encanto.
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02/12/2007

sei que nada sei,
ignorante pois serei,
e por nada saber
ignorante queria ser,
para desconhecer esta ignorância,
e tudo o que ela me fez perceber...
felizes tempos de infância,
em que o tempo passava a correr,
enquanto aquilo a que dava importância,
acabou por se esquecer
nas vulgares questões do ser,
no constante vai e volta
da minha intermitente consciência,
na palavra que se solta,
de quem vive na indolência,
numa alma que se revolta,
com toda esta displicência.
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eu também sou o meu nome

abro o coração quando sou joão,
e assim de peito aberto também sou gilberto,
troco nãos por sins enquanto sou martins,
e do principio ao fim não deixo de ser cotrim
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