João Cotrim

João Cotrim

n. 1988 PT PT

sei que nada sei, ignorante pois serei, e por nada saber ignorante queria ser.

n. 1988-05-30, Caneças

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02/12/2007

sei que nada sei,
ignorante pois serei,
e por nada saber
ignorante queria ser,
para desconhecer esta ignorância,
e tudo o que ela me fez perceber...
felizes tempos de infância,
em que o tempo passava a correr,
enquanto aquilo a que dava importância,
acabou por se esquecer
nas vulgares questões do ser,
no constante vai e volta
da minha intermitente consciência,
na palavra que se solta,
de quem vive na indolência,
numa alma que se revolta,
com toda esta displicência.
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Poemas

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navegando

o que há em mim de cabos
estão decerto desligados!
de tão grande serenidade
perante ainda maiores mudanças.
consciente de eterna saudade
continuo a viver de esperanças
que são agora gigantescas
comparadas ás anteriores
baseadas em paixões grotescas
e em fantásticos amores

barco inerte às pancadas
depois de forte turbilhão
águas de tão calmas, paradas
terra conquistada em vão

in Poteta, 3 de Dezembro de 2009
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