João de Castro Sampaio

João de Castro Sampaio

n. 2000 BR BR

A quem interessar: https://www.chiadobooks.com/livraria/um-cenario-causado-por-terriveis-escolhas

n. 2000-09-26, Ouro Preto

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castanheira

quando eu tinha seis anos me disseram
que uma vez, quando eu morresse
talvez eu voltaria em algum outro corpo
então eu fiquei desesperado
com a simples ideia
de passar a eternidade
contemplando a minha própria existência
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Poemas

3

Vôute nocturne

Amor e Morte são minhas fraquezas.
Vícios inertes, que um dia vieram
À minha alma, das mais perversas profundezas
Entregues ao véu da noite, à quem esperam.

Pois é o Amor, aquele céu noturno
Eternamente culpado pelo que fez:
Nas curvas de vosso corpo taciturno,
Encontro o amor em vossa tez!

Mas é na Morte, a sedutora da gente,
Que eu encontro minha tristeza derrocada!
Pois nem tudo há de ser o que a vida sente,
E a minha morte jamais será amargurada!
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A Mulher

Uma mulher tão branca assim
És uma jóia de marfim
Aquela que é cheia de segredos
Nos anéis que enfeitam vossos dedos
E é este colar em vossa garganta
O adereço que mais me encanta
Tal qual o amor: Uma diáspora
Essa mulher é uma metáfora!
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O Deserto

Em dias de tempestade,
Eu imagino o deserto.
E vislumbro-o, de certo:
Meu devaneio da verdade!

Encanto-me com as dunas..
Este céu, tão limpo! Ó calor!
Há de chover neste seco torpor!
Mares de areia, imensas colunas!

Nessas noites tão frias...
Que passo neste deserto infiel
As tristezas que canto às damas de um bordel

De nada adianta se a tempestade esquecias,
E se agora só resta um deserto a quem te ama
Depois da chuva nada sobra, somente a lama!
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Comentários (3)

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CORASSIS

Parabéns pela tua poesia !

Thaís Fontenele

Gostei muito da sua escrita, magnífico!

petit_bateaux

voce eh fera dms, vamos ser amigos ?