Doidos e desonestos
Ergueu-se então, emérito eflúvio;
Partiu, portanto, pós a parva pressa.
Manteve-se marginal ao monstruoso monolito.
Chegou correndo, cerceou o campanário e
Iluminou, inquieto, incontáveis igrejas
Asteroides, asteroides! Eu viajei soturno
Numa rocha lápis-lazúli nauseabunda
Movida em piloto central-automático
Acácio quiquié traste informe, ali vem dois
Mais duas e uma porção, uma ajudinha
Amigo, é pra loucura a gente tafim, loucura, é, beleza
Acácio quiquié já foi, já fui, a bem
Doudos, diziam ex vi juris et legis, ut
Respondi Ord. liv. 5.º, tít.48: Dous por cento!
Continuaram, nom est disputandum, entendeu?
E ainda ab irato nom est disputandum.
Prossegui inimico est suspecto judice, não entendo José, por favor, pare!
Ouvi um suspectus et caricator judex, e O
Corpo e O Sangue de Cristo, Rei, Olhai!
Em áureos cenários verdejantes
Iluminados à luz de pirilampos
Crescem tácitos e flamejantes
Os sacros lírios dos campos!
Certamente, mais do que nunca
Saber quem estava certo, nesse caso,
Mostrou-se de assaz importância para o tal do sujeito.
Porém, apenas a terrível ideia de estar, de
Ser alguém, ali no momento, de fato, o incomodava.
O sujeito era de um tipo,
Desses que não se explicam,
E morrem de medo de estarem errados o tempo todo.
Na verdade era improvável:
Ninguém poderia dizer;
Ou sorria, ou chorava, jamais descansava o rosto.
Queria ter a cor do sal na ferida,
Queria respirar, mas estava envolto em volúpia e tirania;
Lá estava ele, pobres dos que foram ver!
Fazer tais exigências não significou nada.
Tudo se resolve no tempo
E o tempo é o mundo
E o mundo é inconstante