João Pedro

João Pedro

n. , RJ

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JESSICA

Jessica tem um jeito que me faz enlouquecer
Tem uma voz tão meiga, impossível de esquecer
Tem os olhos castanhos, que eu adoro ver
E eu me apaixonei por ela mesmo sem saber
Pena que já era tarde, quando eu percebi
Já estava bem profundo, não dava mais pra sair
Jessica foi embora e levou meu coração
com olhares, sorrisos e muita sedução.

Mas o que fazer depois da despedida
Ama-la ou esquece- la, só existe uma saída
Pra esquecer não dá pois marcas ela deixou
Mas ama- la como se longe dela eu estou
Essa história teve um começo, mas não quer ter fim
Essa garota não quer sair de dentro de mim
Jessica foi um mal que entrou na minha vida
Uma pergunta sem resposta, um rua sem saída.
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Poemas

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RIO DISTANTE

Vou a um rio num lugar distante
Quando quero afogar as tristezas da vida
Me desfaço de qualquer companhia
Para poder refletir um instante.

Sento- me por cima das pedras
E me quieto em total solidão
Sentindo escuridão imensa 
Vir sobre meu coração.

Ouço o som das águas em movimento
Sim, ouvindo coisas e nada vendo
A não ser a luz da lua ao longe

E através dela o horizonte vou buscar
Para a luz com a escuridão acabar
E o medo e mim ficar distante.

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A JANELA DO MUNDO

Pela janela vejo o mundo
Cair em um buraco profundo
Sem a paz que se espera
E sendo tomado pela guerra.
Pelas frestas da janela
Vejo canhões, e armas, e soldados,
Cidadãos cercados por todos os lados
Com medo aterrorizados
A ponto de serem assassinados.
Em frente à janela,
Maldita janela que 
Me faz enxergar
A incapacidade que 
O homem tem de amar.
Eu tão sozinho que percebo
E chego a achar que o mundo
Não tem mais jeito,
Que na terra não existe mais vida
Só guerra, pura melancolia
Que me fazem chorar 
Lagrimas de sangue
Que monstruosamente o chão devora,
E sedento lambe.
Escondido e trancado
Com medo, dentro do quarto
Com a voz tremula, olhar assustado
E o rosto pálido
Olho novamente a janela,
Vejo o mundo que jamais de espera 
E lá fora sendo ermo e mudo,
Preto e luto.
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FAVELA

Vejo pares de tênis nos fios
A terra que virou lama
Armas nas mãos de bandidos
E barro nos pés de crianças.

Vejo barracos, não vejo casas
Marcas de tiros no muro
o traçante que no céu passa
E dos moradores um grito mudo.

É a realidade que parece mentira
E que também destrói muitas vidas
Pela violência constante

Num lugar de vários nomes
Favela, comunidade, bem longe, atrás do monte
Onde a paz passa distante.
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