João Pedro

João Pedro

n. , RJ

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JESSICA

Jessica tem um jeito que me faz enlouquecer
Tem uma voz tão meiga, impossível de esquecer
Tem os olhos castanhos, que eu adoro ver
E eu me apaixonei por ela mesmo sem saber
Pena que já era tarde, quando eu percebi
Já estava bem profundo, não dava mais pra sair
Jessica foi embora e levou meu coração
com olhares, sorrisos e muita sedução.

Mas o que fazer depois da despedida
Ama-la ou esquece- la, só existe uma saída
Pra esquecer não dá pois marcas ela deixou
Mas ama- la como se longe dela eu estou
Essa história teve um começo, mas não quer ter fim
Essa garota não quer sair de dentro de mim
Jessica foi um mal que entrou na minha vida
Uma pergunta sem resposta, um rua sem saída.
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Poemas

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VOCÊ

Você está em tudo que vejo,
Em tudo que cheiro,
Em tudo que ouço,
Em tudo que falo,
Em tudo que sinto
E só por amar você existo.
Você está nas minhas imaginações,
Nas letras de canções
És meu sentido de vida,
Minha única poesia.
A estrela que mais brilha
O sol que me ilumina,
A beleza mais perfeita
Jamais vista,
Jamais feita.
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SEM VOCÊ

Ainda não me esqueci 
De quando você me disse
Que me amaria
Por toda a sua vida
Mentira!
Você prometeu e não cumpriu
Meu coração você feriu
E ainda não viu.
Brincou com os sentimentos 
Do meu coração
E o que eu pensava ser verdade 
Foi tudo ilusão.
O amor que um dia 
Era presença
Virou saudade
E não passa de uma simples lembrança
Que me deixa triste
Pois só com você 
Eu tinha felicidade.
Sem você me perdi
Num lugar escuro
De onde não consigo sair,
Lá eu nada vejo,
Nada escuto 
E percebo que sem você não 
Há graça no mundo.
E o que hoje restou 
É o fruto do amor 
Que você deu e tirou
Ao mesmo tempo.
E o pior de tudo
É que eu vi você ir
E nada pude fazer 
Para impedir.
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A JANELA DO MUNDO

Pela janela vejo o mundo
Cair em um buraco profundo
Sem a paz que se espera
E sendo tomado pela guerra.
Pelas frestas da janela
Vejo canhões, e armas, e soldados,
Cidadãos cercados por todos os lados
Com medo aterrorizados
A ponto de serem assassinados.
Em frente à janela,
Maldita janela que 
Me faz enxergar
A incapacidade que 
O homem tem de amar.
Eu tão sozinho que percebo
E chego a achar que o mundo
Não tem mais jeito,
Que na terra não existe mais vida
Só guerra, pura melancolia
Que me fazem chorar 
Lagrimas de sangue
Que monstruosamente o chão devora,
E sedento lambe.
Escondido e trancado
Com medo, dentro do quarto
Com a voz tremula, olhar assustado
E o rosto pálido
Olho novamente a janela,
Vejo o mundo que jamais de espera 
E lá fora sendo ermo e mudo,
Preto e luto.
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