Ofício, orifício Sim, o chamado cu Para que tu serves? Se tu fosses maior para eu me enfiar dentro Fazer uma autopenetração humana Me esconderia desses filhos da puta Falar bem a verdade, nem sei que merda estou fazendo Eu deveria estar morto Com um paletó de madeira daqueles bem grandes para os meus 128 KG E um buraco de 2 KM na terra Tudo para caber a minha gordura Acho que descontei a minha desgraça comendo porcaria Sou solteiro desde o útero, poeta desde o óvulo E um recente filho da fruta Sabe, quando a sua vida está um lixo você se torna uma pessoa ruím Você começa a botar culpa em outras pessoas Seu ego querendo sair pela boca É uma constante luta Mas se conseguir passar por isso, meu amigo Você vai se tornar um outro filho da fruta
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Bosta
Cheguei a uma conclusão insana Tudo está interligado O céu, as núvens, as estrelas O leite condensado, o nescau, as minhas sujas meias A minha cadela, o meu pai, a mortadela que coloco no pão Até o pedaço de bosta que sai da bunda Pois é, uma patologia insana E olha que não cheirei hoje Só espero que o destino arrume a pessoa certa para mim É óbvio que quero me apaixonar Quem não quer?
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Medicinae
Odeio versos, estrofes e tudo Odeio o que é certo Odeio o que é errado Odeio poemas, poesias e o resto Me perguntaram se sou apaixonado por isso Eu dei risada O que eu amo é dar significado ao insignificável E este é o trabalho do operário poeta Que enquanto mata um leão por dia Têm que separar cada luta em palavras Porque se isso não faz, a cabeça não consegue descansar No travesseiro É, isso é coisa de louco É a droga mais pesada que já experimentei É o vício mais insano Se tivesse uma reabilitação para esses viciados Me internaria para sempre Só para convence-los a não usar espaços brancos em suas obras Porque a vida está cheia deles
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Casa menos
Uma casa, dois filhos, uma mulher Para uns Eu repito Para uns Eu corrijo Para uma parte Para a maioria na sinceridade É um doloroso coice de cavalo Então há traições Então há agressões E por fim, o fim Daí o cara casa de novo Entra no mesmo círculo vicioso Eu te pergunto Por que tu casa então, arrombado?
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Modificare
O ego e a alma explodindo Eu rezo sobre o instrumento Para alimentar as minhas mentiras Ninguém compreende meus sofrimentos Eu e você Aos olhos de outros nossa vida é um lixo Aos olhos de alguns perdemos o caminho A motivação não virá deste mundo Mas é tempo de mudar Ainda dá tempo de mudar Nós podemos mudar Nós vamos mudar
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Bellum
Mulher e filho se foram na guerra Me viciei em drogas e Coca-cola Isso não é passageiro Eles não são só numeros Por um lado meu olhar ganhou mil significados Ficarei sozinho o resto da noite Junto desta mudança repentina, os distintivos Minha alma entra em conflito Então acendo a luz que existe em mim Para encontrar um jeito, uma maneira enquanto escrevo De não me arrepender de ter honrado a bandeira
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Muta
Como alguém pode me amar? Com este coração analfabeto A burrice aos poucos o consome Moralmente esta morto Deixou de andar nos trilhos Murchou junto das rosas Dizer “eu te amo“ a alguém é impossível Para este escravo de um tolo cérebro Ah, se eu tivesse uma chave para abri-lo... Com certeza lhe daria um tiro Porque gente burra o coração não merece
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PROCLIVITAS
PROCLIVITAS
Querido eu de dez anos atrás Você é o meu herói Você é o meu mapa infinito Você está distante daqui
As paisagens antes em chamas Moldaram o meu amanhã Passei muito tempo tentando alcançar as estrelas Sem ao menos saber como pular
Quando havia buracos no caminho Gritei o mais alto que podia Sentindo a dor de cada queda Me revirando de ponta-cabeça atrás daquilo que queria
Hoje, em meu aniversario de sobriedade Relembro o que perdi para este maldito vício Me sentindo como uma criança Hoje cruzo os sete mares lutando contra o eu antigo
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Solitarius Lupus
Sou um ser incompreendido Continuo a viver sem um legado Então bate aquele medo de colher os frutos do passado
Vida não vivida, não me trate como se eu fosse seu filho Sou incapaz de te amar com esse coração cheio de vício
sNão entendo a filosofia entre pai e filho Sou um ser irracional Sou um animal Sou um lobo solitário
Queria enviar uma carta ao eu do futuro Para saber em que mundo longínquo estou E se as minhas poesias mudaram a realidade Ou se caí de cara no chão
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Pequeno guerreiro
Humano, desumano Baqueta, bateria Eu falhei, fracassei Poesia, poesia
Vício, maldito vício Abandono, começo de novo Recaí, sim recaí Mas não vou desistir Ah, não vou Porque sou um pequeno guerreiro
Você homem, compreende Escravo do desejo carnal A mensagem que estou passando Peço-te, não te entregue a este mal Valorize a tua fonte de vida Sexo é só um dos milhares de prazer Que Deus criou milímetricamente neste mundo