Uma casa, dois filhos, uma mulher Para uns Eu repito Para uns Eu corrijo Para uma parte Para a maioria na sinceridade É um doloroso coice de cavalo Então há traições Então há agressões E por fim, o fim Daí o cara casa de novo Entra no mesmo círculo vicioso Eu te pergunto Por que tu casa então, arrombado?
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Modificare
O ego e a alma explodindo Eu rezo sobre o instrumento Para alimentar as minhas mentiras Ninguém compreende meus sofrimentos Eu e você Aos olhos de outros nossa vida é um lixo Aos olhos de alguns perdemos o caminho A motivação não virá deste mundo Mas é tempo de mudar Ainda dá tempo de mudar Nós podemos mudar Nós vamos mudar
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Bellum
Mulher e filho se foram na guerra Me viciei em drogas e Coca-cola Isso não é passageiro Eles não são só numeros Por um lado meu olhar ganhou mil significados Ficarei sozinho o resto da noite Junto desta mudança repentina, os distintivos Minha alma entra em conflito Então acendo a luz que existe em mim Para encontrar um jeito, uma maneira enquanto escrevo De não me arrepender de ter honrado a bandeira
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Muta
Como alguém pode me amar? Com este coração analfabeto A burrice aos poucos o consome Moralmente esta morto Deixou de andar nos trilhos Murchou junto das rosas Dizer “eu te amo“ a alguém é impossível Para este escravo de um tolo cérebro Ah, se eu tivesse uma chave para abri-lo... Com certeza lhe daria um tiro Porque gente burra o coração não merece
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PROCLIVITAS
PROCLIVITAS
Querido eu de dez anos atrás Você é o meu herói Você é o meu mapa infinito Você está distante daqui
As paisagens antes em chamas Moldaram o meu amanhã Passei muito tempo tentando alcançar as estrelas Sem ao menos saber como pular
Quando havia buracos no caminho Gritei o mais alto que podia Sentindo a dor de cada queda Me revirando de ponta-cabeça atrás daquilo que queria
Hoje, em meu aniversario de sobriedade Relembro o que perdi para este maldito vício Me sentindo como uma criança Hoje cruzo os sete mares lutando contra o eu antigo
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Solitarius Lupus
Sou um ser incompreendido Continuo a viver sem um legado Então bate aquele medo de colher os frutos do passado
Vida não vivida, não me trate como se eu fosse seu filho Sou incapaz de te amar com esse coração cheio de vício
sNão entendo a filosofia entre pai e filho Sou um ser irracional Sou um animal Sou um lobo solitário
Queria enviar uma carta ao eu do futuro Para saber em que mundo longínquo estou E se as minhas poesias mudaram a realidade Ou se caí de cara no chão
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Pequeno guerreiro
Humano, desumano Baqueta, bateria Eu falhei, fracassei Poesia, poesia
Vício, maldito vício Abandono, começo de novo Recaí, sim recaí Mas não vou desistir Ah, não vou Porque sou um pequeno guerreiro
Você homem, compreende Escravo do desejo carnal A mensagem que estou passando Peço-te, não te entregue a este mal Valorize a tua fonte de vida Sexo é só um dos milhares de prazer Que Deus criou milímetricamente neste mundo
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Vovô
Conversei com meu falecido vovô Disse que não chorei em seu enterro “Tudo bem, melhor não chorar do que fingir estar Chorando“ “Como assim“ eu perguntei “É que o humano é o único ser que conseguE fingir sentimentos“ respondeu Continuei a conversa dizendo o que eu passava na escola Contando os planos de quando sair daquele inferno Porque o que eu queria mesmo é ser poeta Mandar a senhora fórmula de baskara se fuder
“Não desanime“ vovô disse “Tem sempre alguém querendo te derrubar, Os humanos usam a religião como armadura, mas Continuam monstros por dentro“ “Eu sou muito pequeno, falei“
“Para de amaricagem, menino. Tem que se ferrar mesmo. Já levei surra na escola Toda a minha família me virou as costas Mas aprendi no meu último segundo de existência Relembrando o que perdi por esses malditos traumas Que não interessa pelo que você passou São pessoas pequenas que mudam o mundo“ Obrigado, vovô.
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Tal pai, não filho
Ninguém compreende Nasci em uma geração de loucos Não há cara a cara Não há olho no olho E os pais não entendem onde estão Os filhos Com seus celulares, em mundos longinquo
Não se preocupe com isso Não se preocupe com isso É a magia do tempo Tal pai, não filho
Os aviões estão voando As paisagens em chamas As novas lendas surgindo Moldarão o amanhã
As bandas que antes tocavam Estão na última fileira do bar Ninguém compra mais discos A sociedade desaprendeu a falar
Não se preocupe com isso Não se preocupe com isso Os bebês começaram a andar Tal pai, não filho
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ORDEM E PROGRESSO
Ele nos contou mentiras Disse que não somos capazes Moralmente está morto Alienado incapaz de pensar
Somos meros números Representantes de um país sem futuro Vamos colher os frutos Não dá mais tempo de mudar
Do que adiantou o fim da escravidão? Do que adiantou a república então? Se agora somos governados por um bando de retardados
Ninguém honra a nossa bandeira Ninguém acredita no país da zoeira Brasileiro é marmita estragada Escravo do mesmo sistema