Eu sou jovem demais, Não sei escrever poesia, Mas já passei pela dor e Conheço o ardor que se sente dentro do peito.
Não sei escrever direito, Quem dirás usar palavras belas, Uso tudo muito simples, Como se fosse a minha própria vida.
Eu não sou um bom poeta, Mal conheço o amor, Se não fosse pela existência da família, Essa palavra para me seria um vapor.
Busco experiências, vivo decepções, Corro atrás dos meus sonhos, E caio em tremendas ilusões, Mas não desisto daquilo que me convém.
Acredito naquilo que não vejo, Os tais de pescadores de ilusões, Com minha fé sempre vou adiante, Subindo nos degraus da vida.
Já errei com muita gente, Já fui bom com quem não merecia, Mas não me arrependo de nada que fiz, Porém no fundo guardo mágoas.
Já fizeram leituras superficiais e equivocadas sobre mim, Mas isso não define quem eu sou, Mas a humanidade é essa é falar da vida dos outros é tudo que restou.
Eu não sou diferente, por tentar Ser escritor, em um país onde, Quase ninguém ler, parece até Loucura você tentar ser um autor.
No mundo de hoje, a literatura é mal reconhecida, músicas sem letras ganham fama, Enquanto texto que mechem com a alma e nos fazem refletir, Nem se quer são lidos.
Mas eu não crítico a humanidade, Cada um se diverte com quer, Se todos preferem assim, Quem sou eu para contradizer?!
Agora eu me retiro, Deixando a seguinte reflexão, Por que as misérias no mundo está crescendo, Mas os sentimentos que nos torna humanos não?
262
O excesso:
Estamos transbordando de excesso. Excesso de ruindade, tristeza e solidão. Pessoas cada vez mais frias. Vivas por fora e por dentro, sem ter um coração.
A decepção marca nossas vidas, Cheia de dor, fome e depressão. Estamos destruindo a flor do amor E a afogando-a em pura miséria, sem se preocupar com a futura dor.
A coletividade não existe mais hoje em dia. O individualismo tomou conta dos humanos. Tornado-os mais competitivos e sujo Com os outros próprios seres.
Do que nós necessitamos, Está cada vez mais extinto. Sumindo pouco a pouco, como se A teoria do nada se perde estivesse errada.
Deveríamos transbordar, carinho, beijos e amor, andar pelas ruas, como se fôssemos flor, que colore o mundo com sua cor, sem pedir nada em troca.
Ou talvez devêssemos ser como a lua, Que toma o tempo dos apaixonados, Aproveitando o brilho do sol, E ajudando os necessitados.
Está faltando humildade, responsabilidade e amor, mas enquanto não mudarem, vamos aproveitar a dor e no futuro analisar, Se essa reflexão funcionou.
261
Tudo perde seu brilho:
Não importa quanto tempo leve, Desde uma simples pulseira, A uma imensa estrala, Tudo perde seu brilho.
A garota que lhe despreza, O garoto dos seus sonhos, O amor feito pela beleza, A vaidade exagerada, Todos com o mesmo destino.
O astro do cinema, O astro do amor, O astro da novela, Aquele lindo ator.
Em um mundo como este, Não vale a pena escolher, Já que quando sua luz se apaga, A chama do amor não quer mais acender.
Até mesmo o sol com todo esse brilho, Um dia terá sua hora, De largar o centro das atenções, Pegar seu brilho e ir embora.
Por isso Ame com a mente, Feche os olhos e abra o coração, Porque tudo que lhe encanta hoje
Amanhã não será mais sedução, Fazendo com que aquele brilho, Esse mesmo dos seus olhos, Se apaguem e o conto de amor, Passe a ser apenas mais uma história.
J.P Tomé
219
História de Belém:
Todo poeta fala sobre amor, Não sou eu que irei ficar sem, Então a partir do quinto verso, Lhe conto a história que vivi em Belém.
Antes do ódio, o amor Antes do amor, o sentimento Antes do sentimento, o desespero Antes do desespero, a angustia.
Antes da angustia, um sonho Antes do sonho, um olhar Antes do olhar, um encontro Antes do encontro, um sorriso.
Antes do sorriso, a amizade Antes da amizade, a simpatia Antes da simpatia, o ranço Antes do ranço, o desprezo.
E é assim que se constrói, Uma bela história de amor, Que por conta das circunstâncias, Muito tempo não durou.
-Tomé
131
No meio do caos:
Estamos em guerra, bombas explodindo, balas passando, E nós aqui no meio desse caos, Lutando pelo oque, meu senhor?
Eu sou apenas um simples camponês, Perdido aqui no meio dessa tralha. Minha mãe eu vi virar cinzas, Meu pai nunca conheci, morreu antes de eu vim a terra.
Meu irmão, acabou de virar Um simples cadáver abatido por rifles, E eu sou o próximo a chegar Cada vez mais perto do fim.
Eu não pedi essa guerra meu senhor, Mas nela fui submetido, Matei pessoas que nunca nem vi, E agora minha consciência pesa.
Tudo que eu lhe peço é que tenha piedade, Da minha humilde alma. Talvez os filhos daquele russo cujo eu metralhei, Estejam na frente de um terço, esperando a sua volta.
Malditos presidentes, expondo nossas vidas, E tudo isso para que meu senhor? Eles não tomam conta nem do território que lhes pertence por direito, E ainda sacrificam nossas vidas para tentar expandir-lo ?!
Eu estou indignado, Nunca imaginei tirar a vida de um homem, Eu sei a sensação da dor, De perder aqueles que você ama.
Espero um dia ser perdoado, E que todos entendam que eu não fiz por querer, Eu fiz pela ambição de um simples homem, Que nesse momento está de terno e gravata, Despreocupado sem ter oque perder.
A guerra será marcada como a maior da história, Pena que eu não ficarei para fazer parte, desse mar de sangue cujo eu ajudei a construir, E é apertando o gatilho da minha própria arma na minha boca, Que eu venho a me despedir.
--J.P Tomé
288
O mundo lá fora:
O mundo lá fora está um caos, As pessoas não sabem o que querem, Adolescente tolos opinam sem saber Pedem diversos tipos de regimes, sem conhecer
Eles idolatram o capitalismo como se fossem capitalista. Quando na verdade, são apenas meros trabalhadores vítimas de um sistema que defende a burguesia.
Não estudam história, muito menos Matemática ou português, Um texto de pura influência Repetem mais de uma vez.
Estou cansado desse mundo, Não das diversas opiniões É claro que seria mais fácil Uma única interpretação.
Meu objetivo nessa poesia Não é mudar sua opinião É fazer com que todos estudem E não os deixem enganar em pura influenciação
Se identificar de esquerda ou direita Não é obrigatório, crie sua opinião Sem precisar se encaixar em um dos times, sempre contraditórios
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Um olhar:
Na imensidão de um buraco negro, Me vejo sempre refletido no fundo, São esses seus belos olhos negros Escondidos nesses seus cachos curtos.
Um olhar tão profundo como o seu, Até hoje estou a procurar, Um despertar tão intenso me consome, Tudo por causa desse maldito olhar.
Mas não me deixo apaixonar, Espero tudo agir naturalmente, Já vivi diversos incidentes com o amor, Mas dessa vez estou contente.
Contente porque, algo me diz Que no fundo do seu olhar, Eu consigo enxergar um futuro para nós. Onde ninguém irá atrapalhar, Seu riso nos meus lábios.