joao2281

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n. 2003 BR BR

Apenas mais um jovem em busca dos seus sonhos.

n. 2003-06-23, Feira de Santana

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Em um futuro mais que distante:


No futuro mais distante
Onde os pássaros não iram cantar
Eu espero ao menos
As nuvens poder observar

A violência se aproxima
E não temos como parar
A destruição da humanidade
Pouco a pouco fico a observar

Junto com a tecnologia
Se vai a virtude de ser simples
Os bancos das praças
Hoje servem de escudos para rifles

A educação talvez seja
A porta da saída
A possibilidade de entrar em outro mundo
Sem pensar em despedidas.

-Tomé
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Poemas

2

Corpo Nêutron

Sobre o acaso do meu medo
Sinto-me sozinho e sem jeito
Simplesmente um corpo nêutron
Procurando cargas a carregar-me.

De olhos frios e vagantes
Viajante do tempo vezes instante
Tendo um dia desgastante
E uma noite longa para se curar.

Se curar da ternura de uma vida amargurada
Tão completo e ao mesmo tempo sem nada
Tão tosco e ao mesmo tempo tão sútil
Talvez seja culpa de uma vida imbecil, elaborada.

Entre as forças desse mundo
Sinto-me sugado para o fundo
De um lugar incoerente e inconsistente
Onde o meu sorriso é vago e inexistente.

Positividade atraí negatividade
Acho que agora eu percebi
Emito coisas boas, recebo ruins
Isto faz sentido sim! Agora eu descobri.

Entre a ruindade e a bondade
Existe um meio termo
E os que se dizem são
Vivem neste meio.

Talvez acho que no final
Todos sejamos corpos nêutrons
Em busca de um elétron
Que faça nossa eletrosfera girar.

Subindo de uma camada simples
E indo para uma mais quantizada
Carregando-se de energia
E devolvendo na mesma sintonia.

Talvez sejamos cátions ou ânions
Simplesmente, faz mais sentido assim
Cátions são os que perderam-se aqui
E ânions conquistaram a alegria de conseguir.

Humanos simples e sem jeito,
Alguns querem vencer de qualquer jeito
Mas esquecem que no final
Todos somos corpos nêutrons.
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Um otário suicida.

Percebo que não sou ninguém
Milhões nascem por dia
Milhões morrem por dia
E vai ser sempre assim.

É que a solidão chegou de jeito
Abraçou-me sobre o peito
E me pôs a chorar
Lágrimas que jurei um dia, não derramar.

É que nada faz sentido ultimamente
Só você sabe a amargura que sente,
O sorriso displicente, só pra disfarçar
A ternura de uma vida simplesmente, sem graça!

Se o mundo inteiro soubesse a escória,
Que se passa numa cabeça solitária
Cuja dor é desprezível e julgam imaginária,
Precisariam de mil livros só pra aguentar.

Dizem que a melhor coisa da gente, é a mente
E realmente é a única coisa que me manteve sã
Agora imagina todo o seu subconsciente
Dizendo que você não é suficiente, você não é bom!

Sem ter o que defender
Até um guerreiro larga a espada
O que vale estar vivo
Mas dentro do corpo, sem alma…

Por isso agora eu me despeço de vocês
Sentirei saudades do perfume escocês
E das peças teatrais que fiz na vida
Ou seja, simplesmente, um otário suicida!!!

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Comentários (2)

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anarchy

Cara, você é foda! No bom sentido da palavra. Rs

Isabel
Isabel

Muito impactante o poema do futuro, gostei muito, parabéns