Jonatan Carlos Reis

Jonatan Carlos Reis

n. 1984 BR BR

Um indivíduo que tomou conhecimento do seu irreversível não pertencimento à sociedade. Um indivíduo que enxerga o mundo com outros filtros, diferente do das pessoas comuns

n. 1984-05-13, São Paulo

Perfil
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Não gosto dos meus textos

Não sei por que ainda insisto em escrever.
Não gosto dos meus textos
Das minhas poesias, dos meus contos.
Fico imaginando quem é que vai gostar de tudo isso
Aliás, estou pouco me lixando para "eles".

Esse negócio de escrever é do diabo
Todo dia prometo pra mim mesmo
Que vou fazer outra coisa
Caminhar, passear, jantar fora, essas coisas.

Mas não é por falta de tentativas
O problema é que todas as vezes que saio
Eu sinto repugnância por tudo
Por tudo que está a minha volta
Por todos que estão a minha volta

Quando eu me dou conta
Estou voltando para o hotel
Embriagado, melancólico e enlouquecido.
Pronto para escrever
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Poemas

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Não gosto dos meus textos

Não sei por que ainda insisto em escrever.
Não gosto dos meus textos
Das minhas poesias, dos meus contos.
Fico imaginando quem é que vai gostar de tudo isso
Aliás, estou pouco me lixando para "eles".

Esse negócio de escrever é do diabo
Todo dia prometo pra mim mesmo
Que vou fazer outra coisa
Caminhar, passear, jantar fora, essas coisas.

Mas não é por falta de tentativas
O problema é que todas as vezes que saio
Eu sinto repugnância por tudo
Por tudo que está a minha volta
Por todos que estão a minha volta

Quando eu me dou conta
Estou voltando para o hotel
Embriagado, melancólico e enlouquecido.
Pronto para escrever
370

01:44 am

Troco os campos floridos
Pelas sarjetas
Troco o céu azul e bonito
Pela luz Da lua iluminando a noite
Junto com os neons
Azul, vermelho...

Troco o canto dos pássaros
Pelo barulho dos copos na mesa
Pelo canto do Sax
Aqui não tem pombas brancas
Abrindo as asas
Apenas mendigos nas calçadas

E as rosas?
Aqui também tem rosas
Rosas despetaladas, pela vida.
São as rosas mais lindas
Fortes e sagazes.
Com a vivência da vida
Vão aumentando os espinhos ainda mais

Realidade que não é bela e sublime
Para os que olham de fora
Essa maravilha de caos
Em que vivemos nossas vidas
297

Essas vozes...

Estava ali, parado, bebendo.
Ouvi uma voz, ela disse:
Ei, você! O que me diz?
Digo que estou ficando louco
Louca está eu, por estar te dando atenção.
Atenção a um louco
Então venha aqui, me dê um abraço, eu disse.
Beijos e abraços são muito íntimos, não!
Mas quem disse que você não é intima minha?
Eu te criei sem mim você não existiria.
Ela veio me abraçou
Fizemos amor
Depois foi embora, sem olhar pra trás.
Sem guardar rancor



325

Monique


Perdoe-me pela intromissão
Por intrometer você
Nesses meus versos ousados
Improvisados para você
Em tua inspiração

Gostaria apenas que você soubesse
Que em dias e noites
Me pego pensando em você
E em dias e noites vazios
Os pensamentos só aumentam

Dias e noites vazios são rotinas da minha vida
Então penso em você todos os dias
Perdoe-me, a culpa é minha.
Há algo errado comigo...
Não sei gostar, não sei amar.
E fujo, fujo quando sei que vou me apaixonar.

370

Mademoiselle

Os acordes silenciosos desse ritmo que me silencia
Nas esquinas das ruas vazias da noite
As luzes dos neons me iluminam.

Ando como se estivesse perdido em um labirinto
Mas vou seguindo meu instinto
Refletindo pensamentos vulgares
De repente me encontro em diversas mesas.
Em diversos bares

Perseguindo seus rastros sacanas
Vou caminhando, agora sem pensar.
Vou seguindo suas pistas
Até não mais te encontrar

315

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