Você ficava linda, ali, apoiada no balcão
Você ficava linda, ali, apoiada no balcão. Um drink atrás de outro Sirvo e você fica ali, na espreita. Observando Acabo me apaixonando Por você, pelo seu olhar. Sua conversa Por você eu me encanto Mas cabeça dura, como eu sou. Acabei desperdiçando Essa oportunidade Você cansou de esperar Foi embora Nunca mais voltou Mas meu encanto por você Nunca partiu Ficou aqui, nas lembranças.
Hoje foi um dia duro
Hoje foi um dia duro Um dia difícil Quebrar concreto Passei dois dias Quebrando concreto Estou com as mãos calejadas Mas isso não se compara A quebrar o concreto Que a vida colocou Em volta do meu coração Isso sim é uma barra Abrir um espaço Nesse coração calejado
Adorava quando você levantava sua blusa
Enquanto eu dirigia na estrada Você levantava sua blusa E mostrava seus peitos Você adorava fazer isso Sabia que me excitava Diversas vezes Quase bati o carro Enquanto seguia Loucamente para a casa Quando a gente chegava Ficávamos ali mesmo Na escada Sem pudor algum Não dava para esperar Não aguentávamos esperar
Verdades
Pensamentos ininterruptos Do cotidiano e de sua situação Levam-nos a beira da loucura Pensamentos ininterruptos Levam-nos a outros pensamentos Ininterruptos Na busca de amenizar Todo o pensamento anterior A fuga é a forma mais covarde Porém, a mais eficaz. Seja na bebida, na boêmia, na noite. Ou nos pensamentos, anulando pensamentos. Mas não considero um ato covarde Fugir de algo assim A não ser que sejam verdades Verdades incomodam
Vermelho Mulher
Vermelho mulher Seu vermelho me domina Cada vez que você me ignora Cada vez que você me nega Mesmo sabendo do seu desejo Do meu desejo Dos nossos desejos Você é a companhia ideal E você sabe disso Já te disse isso E é recíproco Sei disso Mas algo te bloqueia Sabendo do meu passado Do meu presente Da minha vida Dos meus romances Talvez eu esteja errado Por me envolver demais Com mulheres banais Sentimentos banais Queria apenas poder Continuar nossas conversas Em uma mesa de bar Com sempre fizemos Sinceramente Acabei me apaixonando por você Eu que prometi a mim mesmo Que não iria mais me apaixonar Mas não teve como Pois você é demais
Covarde dos sentimentos
Não tem como se permitir Tornei aquilo que me feriu Ando fugindo de tudo Que me faz passar Novamente Por aquilo tudo Eu que sempre encarei Tudo de frente Fujo de sentimentos Maravilhosos como estes Você tem toda a razão Preciso me permitir Dar uma chance para nós Seguir em frente Viver a vida e deixar de ser Esse corajoso covarde Covarde dos sentimentos
Olha o que você me fez
Como pode odiar alguém E ao mesmo tempo Se perder em pensamentos Imaginando se perdendo em seu corpo Como nos velhos tempos O sexo era demais, incrível. Acho que é isso que faz Lembrar-se de nossos momentos E não tirar você dos meus pensamentos Pois você era uma Diaba Na cama e no dia a dia Escravizava-me e me privava De tocar a minha vida
Arte, o desconserto da discórdia
Se escrever é uma arte A arte da minha escrita é a arte do desconserto De toda essa sociedade O desconserto da arte é o desconcerto Da discórdia A arte é uma discórdia
Da vida não se leva nada
Da vida não se leva nada A não ser a vida vivida De quem arriscou um dia E deixou para trás Todos os medos e receios De não dar certo na vida
Vida dura
Estava há semanas Comendo salsichas E macarrão instantâneo Era uma fase difícil Poupava cada centavo Para no final Ter o dinheiro do meu filho Muitas vezes surtei Não dormia há noites Pensando na situação Situação em que eu cheguei Mas não me arrependo Por tudo que passei Ás vezes é preciso Chegar ao fundo do poço A vida nos ensina muita coisa Mas apenas lá Aprendemos O que não nos ensinam Em qualquer lugar