Jonatan Carlos Reis

Jonatan Carlos Reis

n. 1984 BR BR

Um indivíduo que tomou conhecimento do seu irreversível não pertencimento à sociedade. Um indivíduo que enxerga o mundo com outros filtros, diferente do das pessoas comuns

n. 1984-05-13, São Paulo

Perfil
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Não gosto dos meus textos

Não sei por que ainda insisto em escrever.
Não gosto dos meus textos
Das minhas poesias, dos meus contos.
Fico imaginando quem é que vai gostar de tudo isso
Aliás, estou pouco me lixando para "eles".

Esse negócio de escrever é do diabo
Todo dia prometo pra mim mesmo
Que vou fazer outra coisa
Caminhar, passear, jantar fora, essas coisas.

Mas não é por falta de tentativas
O problema é que todas as vezes que saio
Eu sinto repugnância por tudo
Por tudo que está a minha volta
Por todos que estão a minha volta

Quando eu me dou conta
Estou voltando para o hotel
Embriagado, melancólico e enlouquecido.
Pronto para escrever
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Poemas

5

Da vida não se leva nada

Da vida não se leva nada

A não ser a vida vivida

De quem arriscou um dia

E deixou para trás

Todos os medos e receios

De não dar certo na vida
285

Vida dura

Estava há semanas
Comendo salsichas
E macarrão instantâneo

Era uma fase difícil
Poupava cada centavo
Para no final
Ter o dinheiro do meu filho

Muitas vezes surtei
Não dormia há noites
Pensando na situação
Situação em que eu cheguei

Mas não me arrependo
Por tudo que passei
Ás vezes é preciso
Chegar ao fundo do poço

A vida nos ensina muita coisa
Mas apenas lá
Aprendemos
O que não nos ensinam
Em qualquer lugar
197

Diaba


Entre o café e o almoço
Encontro ela
Na pia
Com sua calcinha
Predileta
Que também era
A minha predileta
Adorava vê-la
Com ela

Em frente à janela
Na beira da pia
Ela bebia sua água
E eu abaixava sua calcinha
Ela sorria...

De costas para mim
Eu a inclinava
Ela fechava os olhos
E mordias os lábios
Sussurrava gemidos
De Prazer...

Após o sexo
Eu preparava o almoço
Enquanto ela me olhava
Fazendo seus pratos prediletos
Sinto saudades de você

Sua Diaba
262

Vida

Vida! Amar a vida? Mas e suas dores?
Agradecer por acordar vivo no dia seguinte?
Por ter que suportar este mundo?

Não posso simplesmente desistir
Mesmo não amando a vida!
Não ligo se morrer
Então para que viver?

Existir para que? Pra depois morrer?
Sabendo que um dia todos vão morrer?
Meio sem sentido.
Amor e outros sentimentos trazem apenas mais dores.

Mas o amor e outros sentimentos
Fazem parte da convivência humana
Às vezes acho que não pertenço a isso tudo
Não que eu seja bom demais
Que eles sejam burros demais

Só acho que a presença humana às vezes é desnecessária
Como se todos estivessem embriagados de estupidez
Afinal, escolher então a solidão?



269

A vida é um jogo

A vida é um jogo
Sorte no jogo
Azar no amor

O amor uma moeda
De aposta
Da vida
316

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