Um indivíduo que tomou conhecimento do seu irreversível não pertencimento à sociedade.
Um indivíduo que enxerga o mundo com outros filtros, diferente do das pessoas comuns
Não sei por que ainda insisto em escrever. Não gosto dos meus textos Das minhas poesias, dos meus contos. Fico imaginando quem é que vai gostar de tudo isso Aliás, estou pouco me lixando para "eles".
Esse negócio de escrever é do diabo Todo dia prometo pra mim mesmo Que vou fazer outra coisa Caminhar, passear, jantar fora, essas coisas.
Mas não é por falta de tentativas O problema é que todas as vezes que saio Eu sinto repugnância por tudo Por tudo que está a minha volta Por todos que estão a minha volta
Quando eu me dou conta Estou voltando para o hotel Embriagado, melancólico e enlouquecido. Pronto para escrever
Entre o café e o almoço Encontro ela Na pia Com sua calcinha Predileta Que também era A minha predileta Adorava vê-la Com ela
Em frente à janela Na beira da pia Ela bebia sua água E eu abaixava sua calcinha Ela sorria...
De costas para mim Eu a inclinava Ela fechava os olhos E mordias os lábios Sussurrava gemidos De Prazer...
Após o sexo Eu preparava o almoço Enquanto ela me olhava Fazendo seus pratos prediletos Sinto saudades de você
Sua Diaba
262
Vida
Vida! Amar a vida? Mas e suas dores? Agradecer por acordar vivo no dia seguinte? Por ter que suportar este mundo?
Não posso simplesmente desistir Mesmo não amando a vida! Não ligo se morrer Então para que viver?
Existir para que? Pra depois morrer? Sabendo que um dia todos vão morrer? Meio sem sentido. Amor e outros sentimentos trazem apenas mais dores.
Mas o amor e outros sentimentos Fazem parte da convivência humana Às vezes acho que não pertenço a isso tudo Não que eu seja bom demais Que eles sejam burros demais
Só acho que a presença humana às vezes é desnecessária Como se todos estivessem embriagados de estupidez Afinal, escolher então a solidão?
269
A vida é um jogo
A vida é um jogo Sorte no jogo Azar no amor
O amor uma moeda De aposta Da vida
316
Não gosto dos meus textos
Não sei por que ainda insisto em escrever. Não gosto dos meus textos Das minhas poesias, dos meus contos. Fico imaginando quem é que vai gostar de tudo isso Aliás, estou pouco me lixando para "eles".
Esse negócio de escrever é do diabo Todo dia prometo pra mim mesmo Que vou fazer outra coisa Caminhar, passear, jantar fora, essas coisas.
Mas não é por falta de tentativas O problema é que todas as vezes que saio Eu sinto repugnância por tudo Por tudo que está a minha volta Por todos que estão a minha volta
Quando eu me dou conta Estou voltando para o hotel Embriagado, melancólico e enlouquecido. Pronto para escrever
370
01:44 am
Troco os campos floridos Pelas sarjetas Troco o céu azul e bonito Pela luz Da lua iluminando a noite Junto com os neons Azul, vermelho...
Troco o canto dos pássaros Pelo barulho dos copos na mesa Pelo canto do Sax Aqui não tem pombas brancas Abrindo as asas Apenas mendigos nas calçadas
E as rosas? Aqui também tem rosas Rosas despetaladas, pela vida. São as rosas mais lindas Fortes e sagazes. Com a vivência da vida Vão aumentando os espinhos ainda mais
Realidade que não é bela e sublime Para os que olham de fora Essa maravilha de caos Em que vivemos nossas vidas
297
Essas vozes...
Estava ali, parado, bebendo. Ouvi uma voz, ela disse: Ei, você! O que me diz? Digo que estou ficando louco Louca está eu, por estar te dando atenção. Atenção a um louco Então venha aqui, me dê um abraço, eu disse. Beijos e abraços são muito íntimos, não! Mas quem disse que você não é intima minha? Eu te criei sem mim você não existiria. Ela veio me abraçou Fizemos amor Depois foi embora, sem olhar pra trás. Sem guardar rancor
325
Monique
Perdoe-me pela intromissão Por intrometer você Nesses meus versos ousados Improvisados para você Em tua inspiração
Gostaria apenas que você soubesse Que em dias e noites Me pego pensando em você E em dias e noites vazios Os pensamentos só aumentam
Dias e noites vazios são rotinas da minha vida Então penso em você todos os dias Perdoe-me, a culpa é minha. Há algo errado comigo... Não sei gostar, não sei amar. E fujo, fujo quando sei que vou me apaixonar.
370
Mademoiselle
Os acordes silenciosos desse ritmo que me silencia Nas esquinas das ruas vazias da noite As luzes dos neons me iluminam.
Ando como se estivesse perdido em um labirinto Mas vou seguindo meu instinto Refletindo pensamentos vulgares De repente me encontro em diversas mesas. Em diversos bares
Perseguindo seus rastros sacanas Vou caminhando, agora sem pensar. Vou seguindo suas pistas Até não mais te encontrar
315
Coração de pedra
A Baby? Ela não me quer mais A outra disse nunca mais A loira abastada? Uma noite apenas, nada mais. A de sorriso estonteante e olhos penetrantes? Fraquejei, e por medo, a abandonei. Medo de gostar, de amar, de me machucar.
Decepções e ilusões endureceram esse coração Agora, coração de pedra. Sem amor, paixão, ou emoção. Como companhia, Whisky e Jazz E melancolia... Junto com a Noite e a solidão.
Mas mesmo assim, carrego todas elas. Em pensamento, em mente. Nostalgia e emoção. Cada uma delas, dentro do meu coração. Nossos encontros, nossos romances. Para mim, nunca foram em vão.
349
Ausência e devaneio
Sem objetivo ou motivo A bebida vai acabando O cigarro vai queimando Infinitamente Em um ciclo, vicioso.
Como esse nossos desejo Um pelo outro Eufórico e ansioso
Na sua ausência, o meu desejo. Na sua presença, o meu anseio. Amo-te e te odeio
Na primeira estrofe, nos primeiros versos. É onde me encontro Nesse mundo vazio Cheios de devaneios