Sombras no nevoeiro
(Sombras no nevoeiro)
Estátuas de cal-viva
A
palidez excessiva
É o que
torna perpétuas
As
estátuas de cal-viva
E
tristes as madrugadas,
O que
posso dizer,
Dos
donos das heras,
Devorados
p’la larva pária,
Da
honra de não morrer.
-Como
querendo não querer-
Assim
escrevo…
Por
impulso,
duvidoso
Do
paradigma que sou,
Assumo
o meu ser
Inacabado,
Celebro
o que falta
Dizer
sem dizer,
Oxalá o
dia
Acabasse
manhã cedo,
Para
que pare o querer
Libertar-me
Do
tributo
Que
presto ao pensar,
Acordar
de novo,
Não
sendo servo do que escrevo,
Aonde
não houvesse chão,
Num
colchão de ar,
(Se de
poesia fosse feito)
Mas só
estou triste
Numa
face,
A outra
não resiste
À cal e
perece,
Consciente,
esquecida.
Jorge
Santos (01/2013)
http://joel-matos.blogspot.com


É bom ler o que escreves; tens ritmo, domínio da línguagem poética e abordas temas intensos.
obrigado a todos que me leram
Igualmente! Estou me familiarizando com a plataforma. Abraços, RicardoC.
muito intenso seus poemas, adorei.
Se a cólera que espuma, a dor que mora N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, Tudo o que punge, tudo o que devora O coração, no rosto se estampasse; Se se pudesse o espírito que chora Ver através da máscara da face, Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse! Quanta gente que ri, talvez, consigo Guarda um atroz, recôndito inimigo, Como invisível chaga cancerosa! Quanta gente que ri, talvez existe, Cuja a ventura única consiste Em parecer aos outros venturosa! Raimundo Correia -Raimundo Correia