Estamos presos Em um: Sadomasoquismo cultural! Eles nos ensinam gostar de sofrer, Mas não nos ensinam a gritar. Eles não gostam de saber Que estamos vivos Não querem que façamos barulho, Escândalo ou lacres A boca deles Vive de ataques "Sai pra lá Com esse papo de viado!" A fusfluorescencia de vocês Já não me causam impacto Sem medo da morte Porque por sorte Descobri que estamos mortos em vida. Então viva, Cada milésimo de segundo Como se não houvesse amanhã Porque na verdade Não tem. A gente tem o hoje Agora O segundo passado Transbordou o tempo E infelizmente pra alguns Já não existe mais. Então puxa pro peito Uma vontade de existir Assuma seu namorado, namorada Ame a sua travesti. Sem medo da ignorância, Do desamor que nos alcança De toda deselegância Da pátria ARMADA Brasil! A cada 16 horas meu sangue jorra A cada 16 horas meu coração congela E tudo que se espera Que se espera mesmo É que possamos evoluir. Segura a mão de quem se ama Não tenha medo de existir Bi, pan, gay, sapa, Poli, trans ou travesti, Que se encaixa na binária Ou que descobriu o (R)êxistir E agora se encaixa onde mesmo? Em si!
Estamos presos Em um: Sadomasoquismo cultural! Eles nos ensinam gostar de sofrer, Mas não nos ensinam a gritar. Eles não gostam de saber Que estamos vivos Não querem que façamos barulho, Escândalo ou lacres A boca deles Vive de ataques "Sai pra lá Com esse papo de viado!" A fusfluorescencia de vocês Já não me causam impacto Sem medo da morte Porque por sorte Descobri que estamos mortos em vida. Então viva, Cada milésimo de segundo Como se não houvesse amanhã Porque na verdade Não tem. A gente tem o hoje Agora O segundo passado Transbordou o tempo E infelizmente pra alguns Já não existe mais. Então puxa pro peito Uma vontade de existir Assuma seu namorado, namorada Ame a sua travesti. Sem medo da ignorância, Do desamor que nos alcança De toda deselegância Da pátria ARMADA Brasil! A cada 16 horas meu sangue jorra A cada 16 horas meu coração congela E tudo que se espera Que se espera mesmo É que possamos evoluir. Segura a mão de quem se ama Não tenha medo de existir Bi, pan, gay, sapa, Poli, trans ou travesti, Que se encaixa na binária Ou que descobriu o (R)êxistir E agora se encaixa onde mesmo? Em si!
84
Camila
Então ela me fez Esculpiu meu rosto em machê. Então, má cherry Você faz falta por aqui. Lembro da nossa última conversa Que você me disse que eu Conseguia te fazer sorrir E era uma espada de dois gumes Por que eu também sorria por aqui. A alma ficou abatida Estou vivendo em stand by O precisar enfrentar o mundo Abafa todos os meus ais. E dói Dói tanto Mas sigo forte Era isso que cê ia querer Olha que bobeira Camila Por você parei até pra agradecer. Olhos cerrados Fé que tudo vai dar bom Saudades da sua arte, Da sua risada e do cheiro bom Que só você tinha. Conselhos, trocas Inspiração.. Então Foi-se da terra Muita luz, amor e gratidão.
78
Use Minas
Por aqui a Terra foi tomada A história foi levada A memória apagada Por isso a gente vai lá e relembra Mostra e desentoca Tudo aquilo que de nós tomaram O que eles colonizaram Pra mim, colonizador nem é gente! Antes de tudo tudo era livre Pomar espalhado Por tudo onde que se é usina Cimento. Por um momento achei que tudo se dissolveria em só pura lamento, Mas os meus passam e repassam conhecimento. A nossa história não é só memória É viva e não mais se explora.
74
Metamorfose
Tudo mudou tão de repente. É que agora entra mais luz no quarto, Me mudei mais pra perto do sol. É que o sol Nos deixa de presente coisas azuis Tipo o céu Mal se sabe o que se passa entre o céu e a terra E com toda certeza São mais coisas que os olhos podem ver. Tudo é palavra Verbo de ser, viver e estar. O mundo gira e eu? Ainda arranco sorrisos seus. É que eu me propus a viver E deixar de lado a armadura de se estar É que ser, talvez seja a única coisa que realmente faz sentido Então apagaram de nós a vontade de ser E nos deixaram a vontade de correr Correr atrás do cifrão, do dinheiro Da vida plena que se tem de sobreviver pra estar E arrancaram de nós também a vontade de estar Talvez a gente lute pela vontade de viver. Amo quando cê me diz que sente falta de me ver no violão Eu sinto falta das nossas mãos. Foi aí que aprendi a sentir falta e caminhar sozinho! A rua é mais escura quando se está só. ... É que pra alguns o besouro é inútil Só serve pra rolar bosta Mas tem muita gente se sentindo um bosta Precisando de um besouro que o role, dê um rolê. ... Por aqui os dias começaram a competir E disputar a maratona de São Silvestre Querendo sempre chegar na frente E atropelar até às horas Pra se igualar aos meses Para que se viva acelerado. Metade do seu dia vale seu salário? Metade da sua vida vale? Eu? Eu amo tocar violão pra você, Eu amo você e esse sorriso de verdade. É que agora talvez eu volte a escrever poesia Coisa que rima E o povo diga: isso é poema! É que agora meu olhar se perde Quando eu paro de recitar Antes tinha o que buscar Agora é vazio Mas a gente faz do mesmo jeito Com mais vazio E três doses a mais de força Talvez uma de cachaça e outra substância química. É engraçado, Mas nunca soube fazer nada sóbrio! Fobia social que muita gente acha que não existe, Mas tá cheio de gente aqui em casa E eu? No meu quarto, que é ponto de arte Pensando, rodando e escrevendo Pro cê vê que chique! ... É que dizem por aí que as pessoas mudam de opinião muito rápido Que elas não sabem o que querem. E eu só estou Raulzito Na preferência de ser uma metamorfose ambulante Que manter velhas opiniões já formadas.
77
Gatilho Versado
Tem haver com conquista Tem haver com beleza Quase nada de clareza É que por aqui se enxerga escuro. Mas não é turvo É que luz, cega a visão. D'Grego sabe bem. Eu tô falando: Esse encontro pra mim foi de milhão. Cês nem sabem do peso desse click Tem história e amor É que quando nós se ajunta O qualquer coisa Vira muita É que a verdade absoluta Nós sabemos bem Que nunca existiu! Lhes ofereci água pra beber Cês beberam Devolveram E olha onde nós chegou Onde cês me levou Ainda bem que pra nós três O tempo não parou É que amor tem asas E ele se sente livre Por isso que nós avua, avoa E com amor. Por aqui, tudo é básico D'Grego que já me trouxe Cesta básica Talvez hoje saiba o porque de ser Sarau Sexta Básica Gabriel que é básico como o sopro da flauta Que se presenteia na praça Ei parça Prazer de te chamar de amor Olha nós três aqui Olha só Rolou Sextou Só que no domingo E foi tão lindo Que dessa vez eu chorei Não só tremi. E eu vi Daqui De perto Que pro sonho ser concreto Tem que se acreditar. Por fim Só amores no cês Como eu amo nós três E esse ménage intelectual.
79
...
Da nada Nunca deu Tanto faz Quem sou eu? Não sei!
78
N u a n c e s
Eu Me perco nas maravilhas Que são as penas E eu Me travei Quando me perdi Em suas pernas ... Hoje acompanho com o olhar Os passos largos Que se caminham As pernas E viajo No vôo da ave Que bate suas penas, Asas E faz com que tudo Plane. Acredite, A terra não é plana É que não trouxeram bons Alienígenas Pra poder fazer Terraplanagem Então deixaram tudo cheio de N u a n c e s E bem dedondinho Pra poder rodar e transladar Ah Me perdi nas suas pernas E bem que eu Queria ter penas Pra poder voar e ficar no alto Só observando Por onde é que você Vai caminhar.
83
Cabelos brancos
Eu achei uns cabelos brancos Talvez o espanto não seja nem pela cor Ou algo do tipo E sim a idade chegando Dizendo que tô ficando sem tempo E que meus lamentos deveriam ser deixados de lado. Hoje achei mais um fio branco na minha cabeça E talvez eu esqueça de tudo amanhã cedo Mas por hoje? Tô remoendo. Hoje achei um cabelo branco Sentei no banco e só tive tempo de me sentir pra baixo Pensar que corpos mais novos Tem de ser manter mais excitados. Achei um cabelo branco surgindo da mente E às vezes a gente mente E se sente confortável com isso Pior é quando a mentira é pra gente E a gente acredita. Hoje achei mais um fiozinho branco Talvez seja preocupação Coisa de quem ama demais E sente com o coração. O dia se estende Tudo se clareia A mente tá valente. Hoje achei um fio branco na cabeça Achei incertezas Uma vontade de chorar Mas ninguém sabe Ninguém sente o que eu sinto. Eu olhei no espelho Vi o frio branco Poderia ser mais brando Só que não foi. Voltei Deitei Chorei de novo. Fios brancos na cabeça Causam uma espécie de enjôo E nem tô enjoado fisicamente Só que não achei legal o espelho hoje. Sabe porque? Hoje achei um frio branco por aqui Eu não me sinto aí Mas tá tudo bem É só a mente que é surtada.
88
Krenaks
Não tem-se o que comemorar A perseguição atual Aos povos originários tem de acabar São os que são da terra antes Respeito tem de ficar É que é muito prédio e pouca oca Cocar, ensinamento ancestral a se passar. É muito carro na rua e pouco espaço e lar. Já pensou que o indígena não tem terra, local, pomar? É que antes do cês Tinha o povo que sabia plantar Cuidar Do seu povo direitin Cada um com seu lugar. O arco e a flecha Òkê Arô É que vem e desperta A força dos 'antecessor' Que com a força da terra, A pureza da mata, A vivência com os bicho E a fluência da água Mostra como deveria ser nossa estrada Caminhada Caminho de casa Plantar, caçar, cuidar Cura ancestral através das ervas Cultivar Elos, laços e cultura Magia, sabedoria, agricultura Familiar Nada de agrotóxico Nada de tóxico Sem multinacional ou agronegócio Só a essência do que é nosso. Ipatinga Terra Krenak Pouso de água limpa Onde se abriga Cariru. Ipanemão e Ipaneminha Não é só um lugar comum É cultura É história Em fabri, cê passa Caladinho Porque homi branco não pisa em terra de 'indio' Sobe no cocais pra ver Muita história pro cê Só que veio as empresas Pra estragar todo viver Foi-se história, lenda Pra que fique na memória Pra que não se esqueça Pra que nos mantenham vivos E nunca mais se esclareça As ideias que são de um povo De origem vermelha!
80
...
É que você sabe bem Que tudo um rebuliço E é tão tranquilo Saber que cê tá por aqui!