Lista de Poemas

#PENSAMENTOS_SOLTOS

Não há esperança para a humanidade além de uma Divindade. E não há Divindade mais provável que Cristo.

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Poesia... 🌻

Poetizar é livrar-se das amarras da lógica e do conhecimento
e lançar-se no céu da contemplação,
voando com as asas do pensamento!

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#PENSAMENTOS_SOLTOS

Antes, queriam tanto aprender grego e latim, mas hoje meus idiomas favoritos são: silêncio, morte, natureza e sofrimento. Através deles, entendo o que diz a vida e, desde pequeno, Deus fala comigo.

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#PENSAMENTOS_SOLTOS

Só o vazio preenche minha alma, e só a solidão a completa.

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#PENSAMENTOS_SOLTOS

É indo que se chega.

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#PENSAMENTOS_SOLTOS

O futuro não é algo a ser “adquirido”, mas algo a ser construído. Não é um “ganho” nem um “achado”, mas o desfecho de uma obra cuja edificação precisa de começar — ou jamais conhecerá fim.

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𝑼𝒎𝒂 𝒊𝒍𝒖𝒔ã𝒐 𝒄𝒉𝒂𝒎𝒂𝒅𝒂 𝒆𝒙𝒊𝒔𝒕ê𝒏𝒄𝒊𝒂

Finca os olhos naquela nuvem,
Com substância e forma,
Ocupa espaço e tem imagem...
Ela é como aquela pessoa...

Volte a olhar para o céu,
Vês que a nuvem desapareceu?
Entre ela e a pessoa há só uma diferença:
O tempo de existência...

Porém, há também uma semelhança:
É mera ilusão existência de ambos.
Pelo menos, em última instância,
É mera vaidade a vida dos mesmos...

Há, entre um feto e um homem morto,
Apenas sonhos e corridas atrás dos mesmos.
A vida não é quanto tempo você vive,
E sim quanto você vive nesse tempo...

Meus olhos viram mais de cem ex-seres,
Que hoje não são, ou são não,
Cujos projetos, poderes e vaidades
Não os impediram de ir abaixo do chão.

Vi apagarem-se muitas chamas de sonhos,
Desfazerem-se prepotências medonhas.
Foram-se aqueles que ontem eram são,
Mas hoje são eram...

Eh! A vida é só um sonho lindo,
E a morte, o despertar dele.
E como todo despertar de um sonho belo,
É maldito e dolorido...

Cada vida é só uma linda canção,
Pena que nos gastamos inteiros apenas na dança...
É infinitamente fina,
A parede entre realidade e lembrança.

Luanda, Janeiro de 2025

 

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#PENSAMENTOS_SOLTOS

Quanto mais se aprende o silêncio
Mais apetece deitar-se na solidão,
Cabecear na contemplação
& cobrir-se com o vazio...

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#PENSAMENTOS_SOLTOS

No fim das contas, aquando da morte, deixa-se tudo o que se possuía em vida. Perde-se tudo o que se tem, restando apenas o que se é. Por isso, é importante investir mais no 'ser' do que no 'ter'.

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𝑵𝒐 𝑻𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒆𝒎 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒏ã𝒐 𝒆𝒙𝒊𝒔𝒕𝒊𝒂

Quando as estradas eram cabeludas,
Cabelos que as deixavam deslumbrantes,
Com aspecto de alguém do mato...
Ah! Os veículos, que eram fatores de espanto!

Quando existiam feriados,
Os grandes aparelhos amontoados nos campos,
As maratonas em todos os lados,
As músicas vindo de todas as casas
Nos finais de semana e feriados...

Ah! Quando havia Natal;
As ruas maquiadas com plástico e papel,
Adornadas de luzes que, à noite, as transformavam em céu.
Coca-Cola, Fanta, Sprite e Yuki também,
Bolo, frango, feijão, arroz... grandes pitéus...

As bonecas e os bonecos verdes soldados,
E os de lodo que fabricávamos,
As viaturas conduzidas com comando,
As armas de brinquedo que comprávamos...

Ah! Quando a família existia;
Um milhão de pessoas cabiam em um domicílio pequeno.
Nos finais de semana, visitava-se um tio ou uma tia,
E raramente se tocava em um membro,
Porque outrens se envolviam...

Hi hi hi, he he, he he he!
Assim cantava o telemóvel que o pai tinha,
A água mineral embalada que bebia,
Os cinzeiros em casa e no carro que dirigia,
O júbilo que ao subir no automóvel sentia...

Ah! Quando o bairro era morada;
As ruas quase sempre abarrotadas,
Uns, de cueca, voando com ventoinhas de papel,
Outros fazendo voar aves de plástico,
Substantivados papagaios que preenchiam o céu...

À noite, quando a infância existia,
Brincava-se de esconde-esconde,
Pula na montanha, raposa...
Havia estigas, histórias e adivinhas...

O jogo da "garrafinha" que se jogava,
As longas brincadeiras e conversas...
As pessoas não eram ocupadas nem apressadas...
Lá, o tempo não existia — ou então, não passava.

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Comentários (3)

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solua_kuryos

Tens uns poemas de arrepiar mano

10012019

Olá, irmão! Obrigadão, tuliodias!

_tuliodias

Olá irmão!

Kanienga L. Samuel (José) é um pensador e poeta que escreve com o coração ferido e os olhos bem abertos. Entre a filosofia, a crítica social e a poesia, suas palavras nascem do espanto diante da dor humana e da esperança teimosa de que ainda podemos ser mais do que produtividade e aparência.

Crente de que a poesia é um sussurro de eternidade no barulho do mundo, seus versos abordam temas como a solidão, a pressão social, a fé, o fracasso e o brilho — esse novo imperativo silencioso que aprisiona gerações.

Nascido em Angola, escreve para não sufocar e para acender, com outros, uma pequena chama no meio da escuridão.