karlos

karlos

n. 1949 PT PT

sou um amante da natureza e das palavras. vivo à beira do precipício e escuto as transparências de novos horizontes.

n. 1949-04-08, sintra

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hoje

às vezes

as palavras abrem-se

abruptamente

e escorrem-se

pelos muros e tronco

da folha branca..

outras vezes

acho que elas não carregam

as ondas do dia

ou os gritos dentro de nós.

 

hoje

venho-te dizer

que a água que me canta nas telhas

traz sempre um sabor

a orvalho em tempo cinzento

há espera de novas manhãs

 

e é essa esperança

de novos despertares

que aqui te quero deixar.

há que confiar

em novas madrugadas

em novos cais..

 

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Poemas

2

este ar

desabito? fujo?

o tempo escorrega pelos meus dedos

e já não sei onde se suspendem os horizontes

 

os amigos não sei deles

o meu amor partiu

e o eco sonoro das suas palavras

crispam-se

no silêncio do meu quarto

ficou o vácuo

e custa-me somar os caminhos habitados por mim 

 

o tempo escorrega pelos meus dedos

e já não sei onde se suspendem os horizontes

 

os amigos não sei deles

o meu amor partiu

e o eco sonoro das suas palavras

crispam-se

no silêncio do meu quarto

ficou o vácuo

e custa-me somar os caminhos habitados por mim  

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hoje

às vezes

as palavras abrem-se

abruptamente

e escorrem-se

pelos muros e tronco

da folha branca..

outras vezes

acho que elas não carregam

as ondas do dia

ou os gritos dentro de nós.

 

hoje

venho-te dizer

que a água que me canta nas telhas

traz sempre um sabor

a orvalho em tempo cinzento

há espera de novas manhãs

 

e é essa esperança

de novos despertares

que aqui te quero deixar.

há que confiar

em novas madrugadas

em novos cais..

 

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