karolinyalves

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escritora, desenhista e enfermeira

Perfil
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LEMBRANCINHA DE UMA VIDA



(24-10-2011)

A amizade é o presente

Mais rico existente

Ele passa o que os outros

Não dão, pois vem do coração!

Ele é diferente

E só ele tem o jeito

Reconfortante ao presenteado

O que o torna exclusivo e ansiado

Todos querem um pedaço

Daquela verdadeira amizade

Dado de bom grado

Pelo verdadeiro amigo.

 

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Biografia
Maria Karoliny Alves Soares – 21.07.1994 – eu nasci na cidade de Currais Novos/RN e por isso sou naturalizada brasileira. Porém, assim que sai da maternidade Ananília Regina fui direto para a casa dos meus pais na cidade de Lagoa Nova/RN na zona rural no sitio Mar Vermelho que se localiza em cima da Serra de Santana, posteriormente para o sítio Buraco da Lagoa, atualmente me divido entre o estado do Rio Grande do Norte e a Paraíba.

Sou a filha mais velha do casal José Domingos Soares e Francisca de Holanda Alves, tenho mais dois irmãos, o do meio Francisco Kennedy Alves Soares e a caçula Kariny Aparecida Alves Soares. Meu pai é professor da rede pública do ensino fundamental e básico sendo especialista em psicopedagogia, porém, para melhorar nossa renda familiar recentemente passou em mais um concurso público e se tornou Gari. Minha mãe por sua vez, não terminou o ensino médio, tentei incentiva-la e estudamos juntas, mas ela não mais quis e eu segui em frente sem ela. Ambos com suas diferenças me apoiam em quase tudo que eu invento sem muitos rodeios; mas a minha vó Rita Lopes Alves que mora comigo é a que mais me incentiva, do seu jeito, mas incentiva. 

Sempre estudei em escolas públicas e justamente em uma delas despertei o gosto pelo ato de escrever, foi na Escola Municipal Nossa Senhora da Conceição onde encontrei um livro de contos de terror com uma capa que tinha uma boneca de olhos cor de fogo, tinha uns treze para catorze anos de idade; este foi, sem dúvida, o ponto de partida que e fez querer escrever meus próprios contos de terror e os fiz em poucos dias, eu gostava de escrevê-los a noite e antes de dormir já tinha escritos de três a quatro deles. Mas, este gênero de narrar em poucas páginas não me sacia e por isso comecei com as narrativas longas, foi ai que apareceu a minha primeira história intitulada “Keiko”, mas esta história de terro para mim se tornou um fisco do terro idiota; abandonei-a. Mas, como amo os meus manuscritos, reduzi a história a um pequeno fanzine que me agradou um tantinho mais. Depois dessa experiência veiou o “Exercito Branco” que me lançou no mundo do escrever em muitas páginas. 

Mas a vontade de escrever apareceu mesmo quando entrei na faculdade de Enfermagem, onde comecei a escrever artigos científicos que me conquistaram. Hoje, eu não me vejo longe dessa pratica, escrever e desenhar são os meus robes nos tempos livres ou não.  Os desenhos, bem vistos em todas as minhas obras, é amor antigo e tudo começou com animes na TV aberta; eu queria tê-los, mas não sabia que existiam figurinhas para colecionar ou mesmo que a internet existia; pois vivíamos apenas com o papel e o lápis e eu tinha meramente oito a nove anos, eu acho. O meu primeiro desenho foi o personagem Yno Yasha, ficou bem feinho, nada a ver com o original. Com o tempo, fui aprimorando o meu traço, a contragosto dos meus pais, e obtive o meu próprio traço. Surgiram então as ilustrações, as tirinhas humorísticas, os fanzines e os retratos, mas este último eu não curto muito de fazer, mas quando os faço são apenas os rostos eu me são tidos como diferentes e interessantes; percebi que tenho mais desenhos de rostos masculinos e um homossexual.

Em se tratando da poesia, eu não gostava dessa coisa de rimar, mas depois que cresci e tive as primeiras desilusões me vi necessitada dos versos, um jeito nerd de espantar a dor de amor.  Nesse conflito de sentimentos e de me expressar calada surgiu “Rosas de Uma Vida” o qual espero não escrever mais. Em suma, e sem rodeios mais, minha vida se reduz a uma mera palavra: estudo.

Pois tudo o que faço advém deste meio seguro de se obter espaço no mundo, seja na área de enfermagem, tirinhas, poesia, contos, fanzines, ficção e espero que, futuramente, na física também. Mas tudo isso só foi possível graças ao meu pai que me ensinou a ler em casa, e deste ponto em diante, me deu o mundo!

Faço parte da Alamp e do Movimento Alternativo Goto Seco.

Poemas

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LEMBRANCINHA DE UMA VIDA



(24-10-2011)

A amizade é o presente

Mais rico existente

Ele passa o que os outros

Não dão, pois vem do coração!

Ele é diferente

E só ele tem o jeito

Reconfortante ao presenteado

O que o torna exclusivo e ansiado

Todos querem um pedaço

Daquela verdadeira amizade

Dado de bom grado

Pelo verdadeiro amigo.

 

149

SÓ DO NADA



(18-10-2011)

Serei fardada ao NADA?

Serei reservada ao NADA?

Serei obrigada ao NADA?

Serei destinada ao NADA?

Serei unicamente do NADA?

Serei crente do NADA?

Serei amiga do NADA?

Serei inimiga do NADA?

Serei amante do NADA?

Serei amada pelo NADA?

Serei presente ao NADA?

Serei conjugada ao NADA?

Serei somente um NADA?

Que não pode amar NADA?!

 

123

SÓ NADA



(18-10-2011)

À noite deito sob o leito frio

E abandonado no meu quarto

Cheia de pensamentos

Levados a você no mesmo momento

Onde lembro tempos

Passados em que na varanda

De mãos dadas estávamos

Somente a olhar para o nada...

... Nada mais importava!

128

SEM FACE



(25-10-2011)

Mentiroso sem face

Não há escrúpulos

Ou dimensões

Para os seus feitos...

Não mereces perdão

E sim desprezo!
136

SOLTA



 (25-10-2011)

Foi-se os amores

E de vez estou livre!

Para quê quere-los de volta?

Não se volta o que se passou!
123

EU ACHO HORRIVEL!



(25-10-2011)

Na porta da sala

No colégio á tarde

Vejo dois amados

Que enojam em seus “amassos”

Uma vez no colo ou de pé às vezes

Sempre as mesmas caras lavadas

Que se dependesse de mim

Sou fria assim, poderiam até

Serem passados a ferro elétrico!
157

SE A LUZ APAGASSE HOJE



(24-01-2011)

Se a luz apagasse

O que viria amanhã?

Lembrar-se-iam dos traços

Que bem faço?

E dos versos que bem invento?

Se a luz apagasse

Quem seria o viúvo

Ou não teria o “viúvo”?

Se a luz em fim

Ao lento se fosse

Lembrar-se-iam do amor

Que tinha a tudo e a todos

E ao que não conhecia?

Você sentiria esse sentimento

Antes do ceifeiro

Levar-me as rosas sem fim?

 

Se a luz apagasse em fim

 Lembrar-se-iam do fascínio

Que tinha a tudo e a todos

E ao que não conhecia?

Você sentiria esse gesto

Antes de a morte levar-me

Aos brancos lírios sem fim?

Se a luz apagasse hoje

Deixaria saudades amanhã?

 

134

PRANTOS AFOGADOS



(12-11-2010)

Então mentiu.

A sua garota caiu

E você de longe riu

De quem amor por você sentiu

Que graça teve? Ela não riu

Quando descobriu

O quanto você mentiu.

No banheiro o seu fogo extinguiu

Afogado nas lágrimas

Amargas da traição.

Hoje vê quanto iludida foi

Quanto enganada foi!

Que pena! Essa história

Acabou e não valeu

De tudo o que derramou

Só restou lembrança

O resto padeceu...
173

CARA ESTRANHO



(23-05-2010)

Um cara estranho!

Uma nova interpretação da vida

Surgindo a mim um novo lado.

Lado esse que eu desconhecia

 

Que até agora pensei

Que não se mostraria

Que boba fui, ali estava

 

Eu nem percebia!

Quem diria! Algo assim surgiria

Para me encher de alegria.
175

PARA QUÊ RECLAMAR?



(04-02-2010)

Sonho com teus olhos

Castanhos e claros,

Com tua pele branca

Pálida e macia.

Desejo seu semblante

Como o espelho a uma imagem

Seus braços, seus beijos!

Como os desejos!

 

Sonho em te tocar na esperança

Falsa de poder voltar a amar

Mas na realidade não posso amar

 

Conformada... Sou; por que há eu

De reclamar? Já que o fardo

O destino me deu!
192

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