karolinyalves

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escritora, desenhista e enfermeira

Perfil
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O INJUSTIÇADO



(24-07-2011)

O campo de daninhas

Acorda com o orvalho

Para recomeçar o trabalho

Que a natureza tem lhe dado

 

No solo fraco, quase morto

O coitado, as enfermeiras teem

O tratado; mesmo sem receber salário.

 

Tentam-nas com esforço

Cicatrizar suas feridas

Orvalho após orvalho.

Ler poema completo
Biografia
Maria Karoliny Alves Soares – 21.07.1994 – eu nasci na cidade de Currais Novos/RN e por isso sou naturalizada brasileira. Porém, assim que sai da maternidade Ananília Regina fui direto para a casa dos meus pais na cidade de Lagoa Nova/RN na zona rural no sitio Mar Vermelho que se localiza em cima da Serra de Santana, posteriormente para o sítio Buraco da Lagoa, atualmente me divido entre o estado do Rio Grande do Norte e a Paraíba.

Sou a filha mais velha do casal José Domingos Soares e Francisca de Holanda Alves, tenho mais dois irmãos, o do meio Francisco Kennedy Alves Soares e a caçula Kariny Aparecida Alves Soares. Meu pai é professor da rede pública do ensino fundamental e básico sendo especialista em psicopedagogia, porém, para melhorar nossa renda familiar recentemente passou em mais um concurso público e se tornou Gari. Minha mãe por sua vez, não terminou o ensino médio, tentei incentiva-la e estudamos juntas, mas ela não mais quis e eu segui em frente sem ela. Ambos com suas diferenças me apoiam em quase tudo que eu invento sem muitos rodeios; mas a minha vó Rita Lopes Alves que mora comigo é a que mais me incentiva, do seu jeito, mas incentiva. 

Sempre estudei em escolas públicas e justamente em uma delas despertei o gosto pelo ato de escrever, foi na Escola Municipal Nossa Senhora da Conceição onde encontrei um livro de contos de terror com uma capa que tinha uma boneca de olhos cor de fogo, tinha uns treze para catorze anos de idade; este foi, sem dúvida, o ponto de partida que e fez querer escrever meus próprios contos de terror e os fiz em poucos dias, eu gostava de escrevê-los a noite e antes de dormir já tinha escritos de três a quatro deles. Mas, este gênero de narrar em poucas páginas não me sacia e por isso comecei com as narrativas longas, foi ai que apareceu a minha primeira história intitulada “Keiko”, mas esta história de terro para mim se tornou um fisco do terro idiota; abandonei-a. Mas, como amo os meus manuscritos, reduzi a história a um pequeno fanzine que me agradou um tantinho mais. Depois dessa experiência veiou o “Exercito Branco” que me lançou no mundo do escrever em muitas páginas. 

Mas a vontade de escrever apareceu mesmo quando entrei na faculdade de Enfermagem, onde comecei a escrever artigos científicos que me conquistaram. Hoje, eu não me vejo longe dessa pratica, escrever e desenhar são os meus robes nos tempos livres ou não.  Os desenhos, bem vistos em todas as minhas obras, é amor antigo e tudo começou com animes na TV aberta; eu queria tê-los, mas não sabia que existiam figurinhas para colecionar ou mesmo que a internet existia; pois vivíamos apenas com o papel e o lápis e eu tinha meramente oito a nove anos, eu acho. O meu primeiro desenho foi o personagem Yno Yasha, ficou bem feinho, nada a ver com o original. Com o tempo, fui aprimorando o meu traço, a contragosto dos meus pais, e obtive o meu próprio traço. Surgiram então as ilustrações, as tirinhas humorísticas, os fanzines e os retratos, mas este último eu não curto muito de fazer, mas quando os faço são apenas os rostos eu me são tidos como diferentes e interessantes; percebi que tenho mais desenhos de rostos masculinos e um homossexual.

Em se tratando da poesia, eu não gostava dessa coisa de rimar, mas depois que cresci e tive as primeiras desilusões me vi necessitada dos versos, um jeito nerd de espantar a dor de amor.  Nesse conflito de sentimentos e de me expressar calada surgiu “Rosas de Uma Vida” o qual espero não escrever mais. Em suma, e sem rodeios mais, minha vida se reduz a uma mera palavra: estudo.

Pois tudo o que faço advém deste meio seguro de se obter espaço no mundo, seja na área de enfermagem, tirinhas, poesia, contos, fanzines, ficção e espero que, futuramente, na física também. Mas tudo isso só foi possível graças ao meu pai que me ensinou a ler em casa, e deste ponto em diante, me deu o mundo!

Faço parte da Alamp e do Movimento Alternativo Goto Seco.

Poemas

26

ALÇOU VOO



(19-02-2011)

Meu medo realizou-se

Foi-se há semanas, e eu não vi.

Sonhos que sonhei extinguiram-se

Todos em repente; não pude despedir-me.

O Anjo foi-se. O viram ir. Eu não.

179

SE A LUZ APAGASSE HOJE



(24-01-2011)

Se a luz apagasse

O que viria amanhã?

Lembrar-se-iam dos traços

Que bem faço?

E dos versos que bem invento?

Se a luz apagasse

Quem seria o viúvo

Ou não teria o “viúvo”?

Se a luz em fim

Ao lento se fosse

Lembrar-se-iam do amor

Que tinha a tudo e a todos

E ao que não conhecia?

Você sentiria esse sentimento

Antes do ceifeiro

Levar-me as rosas sem fim?

 

Se a luz apagasse em fim

 Lembrar-se-iam do fascínio

Que tinha a tudo e a todos

E ao que não conhecia?

Você sentiria esse gesto

Antes de a morte levar-me

Aos brancos lírios sem fim?

Se a luz apagasse hoje

Deixaria saudades amanhã?

 

133

AI, QUE VERGONHA!



(05-02-210)

Ao seu lado

As palavras não saem

As pernas travam

E pareço não me mover

Que estranho; isso

Só acontece com você!

O mundo escurece

Quando ouço o seu nome

Só consigo te ver

Os outros somem

Pareço sozinha

Somente calada

Olhando-te, querendo

Saber para crer

Se tudo não passa de um sonho

149

QUANTO O AMO!



(03-12-2010)

Te amo e não posso negar

Por ti clamo em meu sonhar:

- Te amo, te amo, vem me amar!

Mas, no entanto

Ao meio da noite acordo

Silêncio profundo...  Foi só um sonho!

Fecho os olhos tentando acha-lo

Para tê-lo perto de mim

Assim, junto ao meu peito

Junto ao meu leito

Tão perto de mim!

O dia amanhece em fim

Cinco horas. Na escola

Saiu a fora sexta

No ginásio a vestes

Verdes o vejo,

Ao chão sentado

Tão belo e singelo

Só a Deus confesso

O quanto o amo!

 

164

PARA QUÊ RECLAMAR?



(04-02-2010)

Sonho com teus olhos

Castanhos e claros,

Com tua pele branca

Pálida e macia.

Desejo seu semblante

Como o espelho a uma imagem

Seus braços, seus beijos!

Como os desejos!

 

Sonho em te tocar na esperança

Falsa de poder voltar a amar

Mas na realidade não posso amar

 

Conformada... Sou; por que há eu

De reclamar? Já que o fardo

O destino me deu!
190

UM ÚNICO NOME



(20-11-2010)

Um único ser:

Especial e amado.

Um único querer:

De a vida dividir com você.

Um único desejo:

De por ti ser amada.

Um único corpo:

De almas unidas.

Um único jeito:

De a vida levar.

Um único olhar:

Claro e castanho.

Um único Anjo:

Que não protege

A menina confiada.

Um único andar:

Leve e solto.

Uma única boca:

Sonhada e amada.

Um único amor:

Sincero e verdadeiro.

Um único nome:

Não decifrado!

161

PRANTOS AFOGADOS



(12-11-2010)

Então mentiu.

A sua garota caiu

E você de longe riu

De quem amor por você sentiu

Que graça teve? Ela não riu

Quando descobriu

O quanto você mentiu.

No banheiro o seu fogo extinguiu

Afogado nas lágrimas

Amargas da traição.

Hoje vê quanto iludida foi

Quanto enganada foi!

Que pena! Essa história

Acabou e não valeu

De tudo o que derramou

Só restou lembrança

O resto padeceu...
172

TRAIÇÃO



(21-08-2010)

Se pensamos que gosta

Na verdade não gosta!

Trai, pisa e mata um coração

Descrente da verdade

Que sofre mutuamente

E não quer acreditar.

 

Mas os fatos não mentem

A realidade não mente

Os relatos não mentem

Seus olhares e atos não mentem

Portanto, vemos que tudo se consolida

Onde apenas lágrimas confortam

Corpo e mente

Feridos covardemente

Por quem realmente não te ama.

189

LEMBRANÇA



(30-12-2010)

Onde estás, menino?

Anjo sumido!

Devia estar cumprindo

O dever a ti concebido.

Cadê que não estás guardando

A garota que regeria os passos?

Ela espera-te todos os dias

Para irradia-la de alegria

Esqueceu-se ou não sabias?

183

PORTAS DE UM MUNDO


(21-08-2010)

Sorriso, apreço da falsidade

Da magnitude do odiar

Da versatilidade do trair,

Humilhar e esnobar.

 

Sorriso sincero existe.

Aquele que toca o coração

De maneira confortante da mente

Mas mesmo assim, descrente!

 

Porta de um mundo

Excluso por trás do muro

Branco e entreaberto.

Mas não sabemos que feras

Existem em suas matas

Inexploradas e intactas

 

Só sabemos que nelas

Escondem-se segredos

Regidos por guardas

De faces desconhecidas

A mente de quem recebe

Esse sorriso e que igualmente rir

 

Sem saber do quer ele rir.

Por que então sorrimos

Se desconhecemos para quem

Nossas portas abrimos?

Que monstros podem habitar

Este mundo de desamparos?
179

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