Kelly Brizak

Kelly Brizak

n. 1980 BR BR

Nasci dia 06/01/1980, na cidade de João Monlevade MG, a paixão pela leitura e escrita me abraçou ainda na infância, onde destaquei um amor incondicional pela poesia.

n. 1980-01-06, João Monlevade

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sem som


O silêncio me faz falta,

nele me perco, me esqueço
flutuo nos meus pensamentos,
me isolo dos temores,
no silêncio me encontro,
me distancio.
o ruído me incomoda
me desorienta,
me atormenta,
tira meu rumo
arranca meus pés do chão,
porisso, ainda prefiro o silêncio
por ele me oriento
me frequento
me explico
justifico minhas falhas,
suas falhas,
me julgo, 
me sentencio,
me livro
me decifro
me encanto
desencanto. 
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Poemas

4

Um ser estranho


Cambaleando pelo caminho, eu saio.
Cabelos rebeldes, voando alto.
Um sorriso esquisito, brilhando os dentes,
passos tortos, descompassados.
Um olhar cansado de parar, de seguir.
A pele queimada, pelo sol fervente,
se arrepia, com a brisa que toca.
Os ouvidos doloridos,
pelo grito de um pássaro qualquer,
se encolhem num zumbido, sem prazer.
E o ser estranho segue seu rumo,
passando pelos caminhos
sem laço, sem traço,
sem memórias ou histórias pra contar.
Sempre em frente,
cantando uma cantiga pra animar,
cantiga que ninguém ouve,
mais que o ajuda a caminhar.



brizak 25/01/2021



111

A foto no espelho


Paro no espelho, me distancio,
vejo um olhar vazio, sombrio.
como se faltasse fala,
me grito,
chamo meu nome em desespero.
Me assombro com o passado,
Discordo das expressões,
apalpo as linhas que vieram,
não entendo como chegaram aqui!
Um fio branco caí na testa,
teimoso e insistente,
me olha e diz, que vai ficar,
não me culpo,
me preocupo,
De longe como bicho acuado,
louco, desesperado,
coração acelerado,
aflito, cansado.
Um recuo vago,
de quem não que se ver,
O peso dos anos me atinge,
onde as costas se curvam
e o sorriso enaltece o envelhecer,
A sombra dos anos me pesa,
trazem dúvidas sem saber,
Os lábios tem linhas
e um sorriso interessante.
Os olhos um olhar misterioso
sedutor e quente,
Me reconheço no espelho,
mais forte,
mais viva,
mais presente.





236

cor de algodão


E há quem diga:
que o amor, não faz doer.
Ahh insensatez!
Quisera o coração não roer,
E a alma não gritar,
Quisera eu não ter,
um coração a sofrer
Um acorde mudo no violão,
que insiste na mesma canção,
trazendo um passado,
com frases de pressão.
No escuro dos olhos fechados
vasculho um coração deserto,
com oasis ilusórios
e planos contraditórios,
frases de gelo 
somem ao sol,
em meio a corações de nuvéns,
cor de algodão.
E ainda assim, há quem diga,
que o amor não faz doer.
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sem som


O silêncio me faz falta,

nele me perco, me esqueço
flutuo nos meus pensamentos,
me isolo dos temores,
no silêncio me encontro,
me distancio.
o ruído me incomoda
me desorienta,
me atormenta,
tira meu rumo
arranca meus pés do chão,
porisso, ainda prefiro o silêncio
por ele me oriento
me frequento
me explico
justifico minhas falhas,
suas falhas,
me julgo, 
me sentencio,
me livro
me decifro
me encanto
desencanto. 
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Comentários (1)

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jackfer

Excelente poema.....