Kelly Brizak

Kelly Brizak

n. 1980 BR BR

Nasci dia 06/01/1980, na cidade de João Monlevade MG, a paixão pela leitura e escrita me abraçou ainda na infância, onde destaquei um amor incondicional pela poesia.

n. 1980-01-06, João Monlevade

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sem som


O silêncio me faz falta,

nele me perco, me esqueço
flutuo nos meus pensamentos,
me isolo dos temores,
no silêncio me encontro,
me distancio.
o ruído me incomoda
me desorienta,
me atormenta,
tira meu rumo
arranca meus pés do chão,
porisso, ainda prefiro o silêncio
por ele me oriento
me frequento
me explico
justifico minhas falhas,
suas falhas,
me julgo, 
me sentencio,
me livro
me decifro
me encanto
desencanto. 
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Poemas

2

O vazio das almas


As ruas estão desertas de sorrisos, de passos
Os braços não se tocam, os olhos se escondem
Não a visita nem passeios
A boca perdeu a cor atrás da mascara.
Um pedaço de pano, que pode salvar.
A corrida acabou,
o ultimo acorde do meu som
O medo toma conta dos corações
E quem não tinha fé,
Se ajoelha e pede socorro,
a um Deus desconhecido

E implora, se desespera e chora
Se agarra a certeza, de que a cura vem do alto
Desenvolve uma fé como nunca fez,
se descobre, se encobre
e a ganância continua lá
a ignorância também
a casa se torna um porto seguro
a família retoma seu posto
não há fuga, nem socorro
e o jogador não esta mais no pedestal,
deu espaço pra doutores, de jaleco e avental
e a rua é insegura
o desespero predomina
e o coração anda triste, inseguro
e os braços estão vazios
o corpo está frio, sem o calor do outro
os afazeres não importam mais
o trabalho ficou pra outro dia
se der pra fazer deu, se não tanto faz
e o amanhã ficou distante e incerto.

O ar se tornou transporte do inimigo

e ainda tem gente olhando o próprio umbigo
as mão não abençoam, não trazem segurança
não há proteção,
e a luta é contra um inimigo invisível
poderoso, destruidor, está nos vencendo
nos destruindo, derrubando crenças
devolvendo reflexões,
trazendo de volta quem estava distante
devolvendo amor aos corações
e a fé continua ali
gritando, implorando
pra sair
dando forças, esperanças,
mostrando que as vezes,
o socorro,
vem de onde não se espera vir..
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Ruido


Um grito sufocado.
Um uivo gemido.
Incerteza nos olhos
angustia na alma
Pensamentos insistem em voltar,
como paginas ao vento,
incompletos, amarelos
e o grito continua alí
alto, fraco, doído
os olhos rubros escuros,
não escondem a dor
as veias saltam sem rumo
sem direção.
Um ruído insistente
um barulho sem som
um olhar vago, 
num futuro incerto.
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Comentários (1)

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jackfer

Excelente poema.....