Kelly Brizak

Kelly Brizak

n. 1980 BR BR

Nasci dia 06/01/1980, na cidade de João Monlevade MG, a paixão pela leitura e escrita me abraçou ainda na infância, onde destaquei um amor incondicional pela poesia.

n. 1980-01-06, João Monlevade

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sem som


O silêncio me faz falta,

nele me perco, me esqueço
flutuo nos meus pensamentos,
me isolo dos temores,
no silêncio me encontro,
me distancio.
o ruído me incomoda
me desorienta,
me atormenta,
tira meu rumo
arranca meus pés do chão,
porisso, ainda prefiro o silêncio
por ele me oriento
me frequento
me explico
justifico minhas falhas,
suas falhas,
me julgo, 
me sentencio,
me livro
me decifro
me encanto
desencanto. 
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Poemas

2

PARA QUE SERVE UM AMIGO

Amigo, serve pra aquecer a alma 
pra arrancar a dor
serve pra dar risadas e curar mal de amor
Tem amigo que é dono do melhor puxão de orelha
Outros só estão ali, no silêncio 
há aqueles, que servem pra ouvir,
e falam pelo olhar
Tem amigo, que tem o abraço quentinho
que acolhe sem pensar
Amigo não tem nome tem apelido, 
Tem amigo irmão,
que briga e da sermão,
Amigo topa tudo,
com esse não tem tempo ruim
Tem o amigo bora lá,
esse, vai em todo lugar
Tem também aquele amigo,
que te deixa ir, 
te dá asas pra voar
incentiva suas loucuras,
dá forças pra você tentar
Tem o amigo pra segredos
esse guarda o que você, não aguenta guardar
e tem o amigo boca aberta, 
ah, esse não guarda nada
Tem amigo, que é nossas pernas,
quando começamos fraquejar,
Há tambem aquele, com quem dividimos momentos
damos os melhores sorrisos, 
Esquecemos medos
São nossos anjos sem asas
Irmãos de coração
Amigo, é alguém que vem pra somar
agrega valores, lições de vida
Amigo tem história, tem sorriso sem motivo
e gargalhadas sem razão
tem o olhar mais significativo, 
que só o amigo sabe decifrar
tem memória curta
E mesmo que a gente discuta
a amizade continua lá.
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Desequilíbrio



Reparo me,
não como um conserto,
Talvez um remendo
Um acalento
Distancio-me
Redireciono noções
Devolvo sentidos aguçados
Equilibro devoluções
E ainda assim, com tudo pesado
Carrego meu fardo
Luto com meus dragões
Derrubo muros altos
Tropeço em borrões
Volto onde estive
Não estou mais ali
Com bagagem nas costas,
Uma postura imposta
Escrita, por um povo sem noção
Escritores desorientados
Que se acham equilibrados,
pra comandar uma nação.
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Comentários (1)

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jackfer

Excelente poema.....