Larissa Rocha

Larissa Rocha

n. 1995 BR BR

"Cantando a vida, como o cisne a morte". (Bocage)

n. 1995-05-08, Bahia

Perfil
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Morrer

Tenho no corpo jovem

a beleza que Afrodite me deu

mas pra quê servem encantos

se minha alma já morreu?



juventude, força, vitalidade...

para mim de nada valerão!

já que neste peito necrosado

há muito não bate um coração.



deixarei a dor da existência

suavemente...num só suspiro

pois sem ti a vida é um vazio

e eu não vivo, só respiro.



oh! e minha pobre mãe!

por me ver padecer tão nova

que desgosto ela teria, tão cedo,

em mandar cavar minha cova!
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Poemas

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Poema instantêneo


Um poema

Num instante

Que dura um olhar

Uma boca

Hesitante

Que anseia por beijar

Uma aflição

Constante

De amar ou não amar!

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Tudo de mim

Para P.


Eu tento muito fingir que não me importo

E falho ao esconder o sentimento que só cresce…

Esqueço a loucura da paixão e me comporto,

Mas chega a ser ridículo, porque a paixão transparece.

 

Ignoro o fato de que tudo nele é perfeito

Mas fico pendurada em cada palavra que ele diz

Tento até fingir que não notei o delicioso jeito

Que o jeans se pendura nos seus quadris

 

Aquele olhar quente derrete meu coração…

Torço para que ele pare de me olhar assim

Que meu coração bobo não resiste a esta tentação

É com esse olhar que ele consegue tudo de mim!


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Ariel e Caliban


Um deles é o sopro de ar freso em perturbada mente,

O outro transforma em cinzas meu coração ardente

Um é o meu porto seguro, tranquilo e bondoso,

O outro é a inconstância de um mar revoltoso.

 

Como na Tempestade de Shakespeare, eles são

Assim tão diferentes, mas dividem meu coração

Meu espírito é consumido por uma dúvida vã

E meu coração dividido entre Ariel e Caliban! 
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Natimorto


Tenho pena dos meus poemas

Que morrem no primeiro verso

Eles contariam meus dilemas

Mas se perdem em outro universo

 

Eles morrem antes da criação

E se vão deste mundo

Quando eu perco a inspiração

Abandono o verso moribundo

 

Ai de mim! Que mal me roubou

O verso e a prosa?

Que minha vida sem poesia

É como espinhos sem rosa!

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Comentários (3)

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Darlan Torres

Que profundo! É verdade, sem amor de nada vale tudo.

miguel_damas

Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...

Janio Lima

Muito bela realmente!