Larissa Rocha

Larissa Rocha

n. 1995 BR BR

"Cantando a vida, como o cisne a morte". (Bocage)

n. 1995-05-08, Bahia

Perfil
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Morrer

Tenho no corpo jovem

a beleza que Afrodite me deu

mas pra quê servem encantos

se minha alma já morreu?



juventude, força, vitalidade...

para mim de nada valerão!

já que neste peito necrosado

há muito não bate um coração.



deixarei a dor da existência

suavemente...num só suspiro

pois sem ti a vida é um vazio

e eu não vivo, só respiro.



oh! e minha pobre mãe!

por me ver padecer tão nova

que desgosto ela teria, tão cedo,

em mandar cavar minha cova!
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Poemas

26

Eu te amo





Ouso chamar teu nome com carinho

E pronuncio baixinho

Eu te amo! 



A noite é testemunha silenciosa

De minha confissão medrosa

Eu te amo!



Sonhando em tocar teu coração

Sussurro como uma oração

Eu te amo!



São três palavras proibidas

Que mudariam nossas vidas

Eu te amo!



Sei que o mesmo não deves sentir

Por favor, perdoe-me por repetir

Eu te amo!



Imagino se nesse instante

Respondes-me com um distante

Eu te amo.



921

O primeiro encontro



Se meus olhos cegos de paixão

Encontrarem com os teus

Nesse dia... Ai meu deus!

O que eles dirão?



Quando eu finalmente encontrar

Teus olhos verdes-claros

De beleza e brilho raros

Ficarei pálida como o luar.



No acelerar do coração

Quando as mãos se unirem

E se as palavras sumirem?

O que faremos então?



No calor da tua tez

Deslizo os dedos vacilantes

Até teus lábios delirantes

Suspirarem de languidez!



Da palavra já esquecida

Ficará claro o desejo...

Dar-te-ei só um beijo,

O melhor de tua vida!
915

Um sonho lindo

Tive certa vez um sonho lindo

Que dele não queria despertar

Estava junto de ti...foi mágico,

Tão real que quase pude te tocar.



E sonhando por entre a noite

Suspiros meus lábios vertem,

Oh raios de luz do sol

Por favor, não me despertem!



Foi tão bom contigo sonhar

Que para o sonho impossível

Quem me dera regressar!



Provar outra vez do que aconteceu

No sonho pálido e tangível

Em que, um dia, fostes meu.
961

Foi então que o encontro

Foi então que o encontro

Subitamente virou desentendimento

Deixou na boca o gosto amargo

De tristeza e desalento.



E o que antes eram suspiros de deleite

Hoje são soluços de saudade,

Chegou ao fim nossa ilusão...

Despertamos para dura realidade.



“Não será sempre assim”, ele dissera,

Mas com a distância entre nós

Também, pudera!



Tudo acabou como dissabor

Só não acabou ainda

Oh não, o nosso amor!







1 255

Às vezes me aborrece falar de amor





Às vezes me aborrece falar de amor

O problema é que eu amo

Demasiado e inconsequentemente,

Tanto que mesmo magoada

Posso cantá-lo alegre a toda gente.





Falar de amor não é um desejo meu

É simplesmente

Minha maneira de encontrá-lo.

Quanto menos amor tenho eu,

Vê que tolice... Mais dele falo!



Não é um mero capricho

Nem ser poeta minha vaidade,

Tampouco ser lembrada é minha ambição

Falar de amor, isso faz qualquer um.

Mas não o fará com tanta emoção.



Falar de amor é o que tenho

Única coisa que sei fazer

Poderia fazê-lo a noite inteira...

Sina que minh’alma recebeu

Este é meu martírio:

Falar de um amor que nunca foi meu!





http://amordopoeta.blogspot.com.br











1 021

A falta que tu fazes

Vê, meu amor que o tempo,

Ele passa e te rouba de mim,

Que tua ausência tem arrebentado

As cordas da minha lira,

Tudo em mim perece

Pela falta que tu fazes.

E vida já não tenho

Senão a que tenho em ti.

E morrer já não posso

A menos que seja por ti!



1 558

Beleza inatingível

Quem me dera que num verso meu

Pudesse transmitir toda tua beleza

Que trouxesse a luz do teu sorriso

Num gesto de gentileza.



Um verso apenas que coubesse

Todo esse meu amor por ti

Para que possa finalmente saber

Que cada palavra tua me faz sorrir



Mas é de uma beleza inatingível,

Tal verso tão célebre

Seria, de fato, impossível.



Pois toda poesia que se cantou

Não pode de maneira alguma

Ser mais bela do que quem a inspirou.

 

1 382

Adoração




Amo tua face pálida

Quando em sonho descansas

Amo teus lábios silenciosos

Tocando-me dos cabelos as tranças



Amo teu corpo inerte

Em sono profundo e demente.

No seio gélido nem um suspiro

E o coração que repousa inocente

                                 

Se soubesse a dor em meu peito

Agora dorme no amor dos anjos

Envolto no calor do leito.



Retrato de um amor que não deu fruto

Adoração! À luz fraca das velas

E do silêncio do luto.



1 533

Despedida



I

Se um dia, de mim te lembrares,

Faz de conta que morri

E quando te entregares

Aos lábios de outra paixão

Lembra-te dos versos que escrevi

Que falavam desta emoção.





II

Pensa em mim como saudosa lembrança

Que tens do teu passado

Passado cheio de esperança,

De desejos vãos,

De um sonho renegado

Que morreu em minhas mãos!



 

III

Não passarei de lembrança vaga

Que em teu coração virou dor 

Até que um velho poema traga

Recordação para teus dias

E lembra-te do sonho de amor

Que no vazio tecias.

1 429

Nos braços Dele



É nos braços dele

Que a pele vira fogo

A respiração fica ofegante

E o coração perde o compasso.

É nos braços dele que a boca

Nos seus beijos se torna fruto

Na sua pele se torna flor

E os afetos são mais doces.

É nos braços dele

Que as estrelas são mais belas

Os aromas mais suaves

E o inverno é mais quente.

É nos braços dele que recito

Os versos mais amorosos

Só para vê-lo sorrir

E suspirar lendo Byron.

É nos braços dele que meu amor faz morada.



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Comentários (3)

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Darlan Torres

Que profundo! É verdade, sem amor de nada vale tudo.

miguel_damas

Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...

Janio Lima

Muito bela realmente!