Eis o que mais me entristece:
Amo-te tanto e nunca te beijei!
Ainda guardo em meus lábios
Todos os beijos que não te dei
Por isso ainda te mando versos
Como quem manda beijos
Para que eles te alcancem suaves
E deixem claros meus desejos
Minhas palavras viajam muito
Só para beijar-te a boca
Este é meu único intuito.
São palavras sem muita importância,
Mas aceita estes versos meus
Que te beijam à distância!
989
Volta pra mim
Volta pra mim, amor... Sinto tanta saudade!
Talvez não passe de um sonho intangível
Mas não quero viver nessa realidade
Sem ti, viver já se tornou impossível!
Se ainda resta algo do nosso amor
Volta... Não consigo te esquecer.
Ainda te amo... Volta, por favor!
Tu bem sabes que não quero te perder
Tenho ainda algumas coisas para te falar
Do nosso amor eu nunca desisti,
Essa distancia não pode acabar
Com o amor que sinto por ti
Eu não me acostumo com a tua ausência
Por isso ainda te espero e te procuro
Simplesmente tu és já minha essência
Só quero fazer parte do teu futuro
Ainda te quero de qualquer jeito
As coisas não precisam ser assim
Sei que nada mais será perfeito
Não importa como, apenas volta pra mim!
1 865
Meu maior martírio
Meu maior martírio é não saber
Quando ou se tu voltarás um dia
É isso que enche minhas noites
De uma insuportável agonia
A angústia que castiga meu peito
É quando a noite chega, mas tu não.
É quando dá a nossa hora
E ela só traz frio e solidão
Perdoa, mas não consigo conter o choro.
As constelações, mal posso esperar para vê-las
Pois meu único consolo é ver
O brilho dos teus olhos na luz das estrelas.
880
A louca
Desde o dia que te vi partir
Ando feito louca na rua
Vivo quase sem existir
E tudo isso é culpa tua!
Enlouqueci ainda na flor da idade
Sei que não foi tua intenção me magoar
Mas me diz como manter a sanidade
Se não posso mais te amar?
Ando com a alma atormentada
E ainda escuto tua voz na minha cabeça
Não me deixes aqui abandonada
Se não queres que eu enlouqueça
Passo o dia encolhida pelos cantos
E ouço dizer: “pobrezinha, enlouqueceu!”
Quando os outros me veem aos prantos
Entre soluços a chamar o nome teu
Lagrimas inundam os olhos meus
Quando sozinha na escuridão
Lembro-me do teu último “adeus”
Aquele que me fez perder a razão!
908
Persistência
Luto contra o tempo aliado à distância
Pois o tempo sem ti passa impiedoso
E para tornar tudo mais doloroso
Ainda há tua habitual inconstância
E porque teu amor me é essencial
Prefiro acreditar que tudo vai dar certo
Que um dia vou te ter por perto
Luto porque te amo de um jeito visceral
Esta luta incansável simplesmente me assusta
Tuas palavras me deixam hesitante
E não acho a luta nem um pouco justa
Luto contra o risco iminente de te perder
Tenho medo de que me esqueças
Pois sei que nunca vou te esquecer.
915
Um minuto
Hoje durante um minuto olhei para ele,
Fazia tanto tempo que não o via...
Muito tempo, não encontrava aqueles olhos
Relembrei o jeito que ele falava e sorria
Lembrei-me quando ele passava por mim de manhã
E me mandava aquele sorriso sempre educado
Então depois levava ao chão o olhar tímido
Toda vez que passava ao meu lado.
E nunca escrevi para ele, que pecado!
Mas sempre que ele passava
Eu me perguntava se ele percebia
Que o meu coração frágil disparava.
E hoje, durante um minuto olhei para ele
De um jeito quase obsessivo, mas ele não percebeu
Sua boca se contorcia num sorriso divertido
Eu vi o seu sorriso, mas ele não viu o meu.
Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...