Eis o que mais me entristece: Amo-te tanto e nunca te beijei! Ainda guardo em meus lábios Todos os beijos que não te dei
Por isso ainda te mando versos Como quem manda beijos Para que eles te alcancem suaves E deixem claros meus desejos
Minhas palavras viajam muito Só para beijar-te a boca Este é meu único intuito.
São palavras sem muita importância, Mas aceita estes versos meus Que te beijam à distância!
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Volta pra mim
Volta pra mim, amor... Sinto tanta saudade! Talvez não passe de um sonho intangível Mas não quero viver nessa realidade Sem ti, viver já se tornou impossível!
Se ainda resta algo do nosso amor Volta... Não consigo te esquecer. Ainda te amo... Volta, por favor! Tu bem sabes que não quero te perder
Tenho ainda algumas coisas para te falar Do nosso amor eu nunca desisti, Essa distancia não pode acabar Com o amor que sinto por ti
Eu não me acostumo com a tua ausência Por isso ainda te espero e te procuro Simplesmente tu és já minha essência Só quero fazer parte do teu futuro
Ainda te quero de qualquer jeito As coisas não precisam ser assim Sei que nada mais será perfeito Não importa como, apenas volta pra mim!
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Meu maior martírio
Meu maior martírio é não saber Quando ou se tu voltarás um dia É isso que enche minhas noites De uma insuportável agonia
A angústia que castiga meu peito É quando a noite chega, mas tu não. É quando dá a nossa hora E ela só traz frio e solidão
Perdoa, mas não consigo conter o choro. As constelações, mal posso esperar para vê-las Pois meu único consolo é ver O brilho dos teus olhos na luz das estrelas.
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A louca
Desde o dia que te vi partir Ando feito louca na rua Vivo quase sem existir E tudo isso é culpa tua!
Enlouqueci ainda na flor da idade Sei que não foi tua intenção me magoar Mas me diz como manter a sanidade Se não posso mais te amar?
Ando com a alma atormentada E ainda escuto tua voz na minha cabeça Não me deixes aqui abandonada Se não queres que eu enlouqueça
Passo o dia encolhida pelos cantos E ouço dizer: “pobrezinha, enlouqueceu!” Quando os outros me veem aos prantos Entre soluços a chamar o nome teu
Lagrimas inundam os olhos meus Quando sozinha na escuridão Lembro-me do teu último “adeus” Aquele que me fez perder a razão!
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Persistência
Luto contra o tempo aliado à distância Pois o tempo sem ti passa impiedoso E para tornar tudo mais doloroso Ainda há tua habitual inconstância
E porque teu amor me é essencial Prefiro acreditar que tudo vai dar certo Que um dia vou te ter por perto Luto porque te amo de um jeito visceral
Esta luta incansável simplesmente me assusta Tuas palavras me deixam hesitante E não acho a luta nem um pouco justa
Luto contra o risco iminente de te perder Tenho medo de que me esqueças Pois sei que nunca vou te esquecer.
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Um minuto
Hoje durante um minuto olhei para ele, Fazia tanto tempo que não o via... Muito tempo, não encontrava aqueles olhos Relembrei o jeito que ele falava e sorria
Lembrei-me quando ele passava por mim de manhã E me mandava aquele sorriso sempre educado Então depois levava ao chão o olhar tímido Toda vez que passava ao meu lado.
E nunca escrevi para ele, que pecado! Mas sempre que ele passava Eu me perguntava se ele percebia Que o meu coração frágil disparava.
E hoje, durante um minuto olhei para ele De um jeito quase obsessivo, mas ele não percebeu Sua boca se contorcia num sorriso divertido Eu vi o seu sorriso, mas ele não viu o meu.
Oh Larissa, meu Deus, não acredito que tu tens um gosto pelo Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage, esse poeta maravilhosamente corajoso, livre... Sou novo aqui, claro...tenho 4 dias nem isso e dei de caras logo contigo, uma linda senhora de ocolos tão elegante a gostar do Bocage. UM ABRAÇO DE PORTUGAL :D ESPERO QUE AINDA ESTEJA POR AQUI...