Sempre achei que as mulheres reduziam seus anos Por frescura Ou vaidade frívola Futilidade Não é.
As pessoas tratam diferente Quem passou dos 20, 30, 40 ou 50 E é tênue a linha que separa O respeito e o preconceito.
Minha idade não me define. Em dias quentes como hoje tenho 80 Tem dias que acordo aos 50 Me preparando para a terceira idade Em dias de festa tenho 15.
E em meu corpo cada parte Tem uma cronologia: Minhas pernas têm 20 A barriga tem 40 E o coração, apaixonado, Nunca sai da adolescência. Apenas quando ferido, Quando vai para 78, Já à beira de um infarto.
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Meia-Noite em Paris
Sim, eu sei De nada adianta sonhar Paris Na Belle Epoque Itália na Renascença Ou a Rua do Ouvidor Dos velhos e bons tempos.
Minha matéria é o tempo presente, Carlos E ele não anda pra trás Este é o tempo de viver De ser feliz, de sofrer E não adianta voltar A outros tempos e amores Não há tempo pra isso Apesar de Einstein
A vida é agora E pulsa Sempre Onde quer que os homens amem Quando for que os homens sonhem Sem máscaras.
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Curta, a Vida
Curta, a vida Me diz Neruda
A neve se vai e leva os amigos Com os anos, a juventude E com ela a leveza dos dias
As marcas ficam E se acumulam Cicatrizes Doem nos dias frios
Em dias quentes Recomenda-se o cultivo De grãos e pessoas
Dever, só aos amigos E amar sempre, Muito Desmedidamente Que é curta, a vida. Muito Curta a vida Muito.
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Parem de falar de amor
Ah, parem de falar de amor! Este senhor não existe. Dizem que vive há milênios Num pólo, ou sei lá... Que é eterno Que é velho, antigo E, no entanto, Moderno.
Parem de falar de amor E outras drogas afins. Me deixem viver assim Um dia de cada vez. Parei com anjos e setas Borboletas, violinos, Flores vermelhas, bilhetes, sinos.
é uma fábula, um conto-de-fadas História de fazer dormir. Parem! Parem de falar de amor. Não acredito mais, Cresci.
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Quando te Vejo
Quando te vejo Sinto uma coisa que vai E vem Meio que sobe Meio que desce E essa coisa Me salta das órbitas Eu a coloco de volta E ela corre Para a ponta dos meus dedos Eu tento escondê-la Nos bolsos E aí ela sobe de novo Para a testa Se mostra na fresta Dos olhos E então não há mais como escondê-la.
Quando você vai Ela se deita quietinha No fundo do peito E parece morrer
Mas é só você aparecer E ela vai E vem Meio que sobe Meio que desce...
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Quando te Vejo
Quando te vejo Sinto uma coisa que vai E vem Meio que sobe Meio que desce E essa coisa Me salta das órbitas Eu a coloco de volta E ela corre Para a ponta dos meus dedos Eu tento escondê-la Nos bolsos E aí ela sobe de novo Para a testa Se mostra na fresta Dos olhos E então não há mais como escondê-la.
Quando você vai Ela se deita quietinha No fundo do peito E parece morrer
Mas é só você aparecer E ela vai E vem Meio que sobe Meio que desce...
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Tudo o que eu queria
Tudo o que eu queria agora Era um colo Um carinho Um ombro que me acolhesse Que acolhesse meus pensamentos Recebesse minhas lágrimas Minhas dúvidas e inseguranças Recebesse minhas lágrimas Minhas dúvidas e inseguranças Recebesse minha dor Sem muros Sem julgamentos Sem pedras pra atirar.
O que eu queria era aposentar conceitos Filosofias Ideologias E poder ser só dor Carência e fragilidade Por um momento Um minuto que fosse.
Eu só queria um peito onde recostar minhas ideias e adormecer meus pensamentos. E, se possível, um par de braços que emoldurasse meus medos e me apascentasse a alma.
como sair consigo se o mundo muda e nos mudamos o mundo?
que bom ler teus poemas de novo andei sumido mas voltei com vontade de ver coisas belas por isso estou aqui diante de teus poemas um grande abraço
Lindo!! Parabéns!!