O sol nasce, a Lapa morre Silêncio, gravata, motor Barulho,horário, trabalhador E o suor da Lapa escorre
Olha a lapa do Desterro Vê a Lapa, seus mistérios Vão da Cinelândia ao Aterro Da cantada aos impropérios
Teu populacho disforme Integrado na paisagem, Tua semelhança e imagem: O mundo acorda, a Lapa dorme.
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Eu Brigo
Eu brigo Eu grito Sussurro Luto Me arrependo
Eu reclamo Gargalho Falho Eu me irrito
Me esqueço Subo Desço Corro Volto Desfaleço
Brinco Durmo Eu me enraiveço
Me abro Me entrego Eu sumo Fujo Me nego
Saio Vejo Choro Imploro Exagero Eu caio
Finjo Rio Piso Sacaneio
Só não Me calo.
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Efeito Borboleta
O tempo parou um instante E eu, tornada anti-matéria Fui totalmente absorvida por teus olhos.
E aquele olhar Causou um tsunami na ásia Terremotos na áfrica Maremotos na Europa Um vulcão eclodiu na América
E o mundo acabou.
De lá pra cá, tudo o que parece existir é ilusão. Só o que existe são teus olhos.
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Por Que?
Eu não me pergunto por que te quero. Querer-te, para mim, é mera consequência daquilo que você é.
Não, nunca me pergunto por que te quero. Apenas me pergunto por que te quero TANTO.
Tanto que trocaria muito por bem pouco: Um olhar, um carinho, um beijo.
Tanto que por você eu seria capaz De esquecer meus escrúpulos Adiar minhas convicções De atropelar minha ética. Por você eu perderia o medo Cometeria crimes Eu viraria meu mundo do avesso Por um beijo seu.
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Como Faz?
Afinal de contas O que fazer do desejo? Da inquietude, Da fome?
Onde colocar essa ânsia, O arrepio na pele, A insônia, O suor?
Em que mestre alquimista buscar a fórmula? Em que livro empoeirado encontrar a técnica?
De que modo suportar seu beijo Sem sucumbir, me entregar?
Só me resta rezar Ou fugir.
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Como?
Como dizer o que não pode ser dito? Como demonstrar o que tem que ser escondido?
Como negar O que está na cara, Nos olhos?
Como esconder O que sai pelas bordas Transborda Trespassa?
Como falar O que não estava escrito O que é tão avesso E que não é permitido?
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Tentei
Tentei fingir Não enganei ninguém
Tentei ignorar Não deu
Tentei fugir Me alcançou
Tentei mergulhar Secou.
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Sinais
Se é que é preciso mais Que meus olhos Que ora te devoram Ora fogem dos teus Numa timidez repentina Que não combina comigo.
Se ainda precisa mais Que minhas mãos geladas E as declarações que faço Em público E você finge não entender.
Sei que não precisa mais E ainda procuro meios Para explicar O que está mais que claro Nos meus olhos Nas minhas mãos Na minha voz No meu corpo...
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Que gênio sádico e brincalhão
Que gênio sádico e brincalhão colocou teu corpo no meu caminho, teus lábios no roteiro dos meus e forjou teu beijo frio, que percorreu minhas veias e as fez caminho de eletricidade, desfibrilando-me um coração necrosado e ressuscitando meu desejo de amar?
como sair consigo se o mundo muda e nos mudamos o mundo?
que bom ler teus poemas de novo andei sumido mas voltei com vontade de ver coisas belas por isso estou aqui diante de teus poemas um grande abraço
Lindo!! Parabéns!!