Lua Barreto

Lua Barreto

n. 1971 BR BR

n. 1971-05-02, Goiânia

Perfil
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Efeito Borboleta

O tempo parou um instante
E eu, tornada anti-matéria
Fui totalmente absorvida por teus olhos.

E aquele olhar
Causou um tsunami na ásia
Terremotos na áfrica
Maremotos na Europa
Um vulcão eclodiu na América

E o mundo acabou.

De lá pra cá, tudo o que parece existir
é ilusão.
Só o que existe são teus olhos.
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Poemas

16

Dança Comigo?

Olho pra você e minha consciência diz:
"Não faz sentido!"

...

Mas seu corpo me atrai como um ímã.
916

Não digo mais minha idade

Não digo mais minha idade.
Está decidido.

Sempre achei que as mulheres reduziam seus anos
Por frescura
Ou vaidade frívola
Futilidade
Não é.

As pessoas tratam diferente
Quem passou dos 20, 30, 40 ou 50
E é tênue a linha que separa
O respeito e o preconceito.

Minha idade não me define.
Em dias quentes como hoje tenho 80
Tem dias que acordo aos 50
Me preparando para a terceira idade
Em dias de festa tenho 15.

E em meu corpo cada parte
Tem uma cronologia:
Minhas pernas têm 20
A barriga tem 40
E o coração, apaixonado,
Nunca sai da adolescência.
Apenas quando ferido,
Quando vai para 78,
Já à beira de um infarto.

1 213

Meia-Noite em Paris

Sim, eu sei
De nada adianta sonhar Paris
Na Belle Epoque
Itália na Renascença
Ou a Rua do Ouvidor
Dos velhos e bons tempos.

Minha matéria é o tempo presente, Carlos
E ele não anda pra trás
Este é o tempo de viver
De ser feliz, de sofrer
E não adianta voltar
A outros tempos e amores
Não há tempo pra isso
Apesar de Einstein

A vida é agora
E pulsa
Sempre
Onde quer que os homens amem
Quando for que os homens sonhem
Sem máscaras.
1 119

Curta, a Vida

Curta, a vida
Me diz Neruda

A neve se vai e leva os amigos
Com os anos, a juventude
E com ela a leveza dos dias

As marcas ficam
E se acumulam
Cicatrizes
Doem nos dias frios

Em dias quentes
Recomenda-se o cultivo
De grãos e pessoas

Dever, só aos amigos
E amar sempre,
Muito
Desmedidamente
Que é curta, a vida.
Muito
Curta a vida
Muito.
1 086

Parem de falar de amor

Ah, parem de falar de amor!
Este senhor não existe.
Dizem que vive há milênios
Num pólo, ou sei lá...
Que é eterno
Que é velho, antigo
E, no entanto,
Moderno.

Parem de falar de amor
E outras drogas afins.
Me deixem viver assim
Um dia de cada vez.
Parei com anjos e setas
Borboletas, violinos,
Flores vermelhas, bilhetes, sinos.

é uma fábula, um conto-de-fadas
História de fazer dormir.
Parem!
Parem de falar de amor.
Não acredito mais,
Cresci.
918

Quando te Vejo

Quando te vejo
Sinto uma coisa que vai
E vem
Meio que sobe
Meio que desce
E essa coisa
Me salta das órbitas
Eu a coloco de volta
E ela corre
Para a ponta dos meus dedos
Eu tento escondê-la
Nos bolsos
E aí ela sobe de novo
Para a testa
Se mostra na fresta
Dos olhos
E então não há mais como escondê-la.

Quando você vai
Ela se deita quietinha
No fundo do peito
E parece morrer

Mas é só você aparecer
E ela vai
E vem
Meio que sobe
Meio que desce...
927

Quando te Vejo

Quando te vejo
Sinto uma coisa que vai
E vem
Meio que sobe
Meio que desce
E essa coisa
Me salta das órbitas
Eu a coloco de volta
E ela corre
Para a ponta dos meus dedos
Eu tento escondê-la
Nos bolsos
E aí ela sobe de novo
Para a testa
Se mostra na fresta
Dos olhos
E então não há mais como escondê-la.

Quando você vai
Ela se deita quietinha
No fundo do peito
E parece morrer

Mas é só você aparecer
E ela vai
E vem
Meio que sobe
Meio que desce...
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Tudo o que eu queria

Tudo o que eu queria agora
Era um colo
Um carinho
Um ombro que me acolhesse
Que acolhesse meus pensamentos
Recebesse minhas lágrimas
Minhas dúvidas e inseguranças
Recebesse minhas lágrimas
Minhas dúvidas e inseguranças
Recebesse minha dor
Sem muros
Sem julgamentos
Sem pedras pra atirar.

O que eu queria era aposentar conceitos
Filosofias
Ideologias
E poder ser só dor
Carência e fragilidade
Por um momento
Um minuto que fosse.

Eu só queria um peito onde recostar minhas ideias e adormecer meus pensamentos.
E, se possível, um par de braços que emoldurasse meus medos e me apascentasse a alma.

Mas acho que é muito.
899

Quarentena

Tem coisas que eu escuto por aí e que ficam aqui, martelando na minha cabeça.
"As feridas que a gente não deixa curar, fica machucando por cima, viram chagas."
Daí eu disse pro meu coração:
Nada de moinhos de vento pra você, por um bom tempo.
Resta saber se ele vai obedecer.
846

Hoje

Ontem eu estava mal
Ontem eu precisava de você
Ontem eu quase implorei por uma palavra sua
Ontem

Hoje, passou.
Hoje não preciso mais
Já sacudi a poeira
Hoje,
O que ficou de ontem são só
Memórias

Podia ter sido a lembrança de um abraço
Uma palavra de consolo
Mas, pena
Foi só o vazio
Uma pontinha de mágoa
E uma imensa solidão.
1 158

Comentários (8)

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CORASSIS

Grande poetisa talentosa encontrei!lindo e interessante o que liPARABÉNS !

joaoeuzebio

DEIXAREI MINHA VISÃO POÉTICA ENTRE TEUS POEMAS BELOS ASSIM COMO UMA ESTRELA A BRILHAR

joao euzebio

LINDO POEMA GOSTO DE TUDO O QUE FAZ UM GRANDE ABRAÇO

Malu Silva

Creio que os seres humanos - homens ou mulheres - são um pouco atemporais! Boa noite!!!

luiscarlos
luiscarlos

ah tambem moro em goiania!