Lucas Bisoni

Lucas Bisoni

n. 2005 BR BR

n. 2005-01-17, Curitiba - PR

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Apenas mais um Escravo

Olhando para o céu,
joelhos no chão.
largado ao léu,
calos na mão.
Pobre ser humano,
Perdido em seu engano.

Corpo cansado,
dia estressante.
Mas é obrigado,
a seguir relutante.
Não consegue sair,
Não consegue fugir.

Ignorado pelos outros,
abandonado na Terra.
largado aos prantos,
até atacar-lhe a fera.
Contorce-se no chão,
rasga-lhe o coração.

Sob um estalo,
foge o animal ferido.
Levante-se vassalo,
não dê nem mais um grito.
Ergueu-se destruido,
o escravo sofrido.

Volta a trabalhar,
com o corpo dilacerado.
Só lhe resta olhar,
para o trono inalcançado.
Cheio de segurança,
enche-se de esperança.

Um dia seria libertado,
veria seu livramento.
correria pelo prado,
não existiria sofrimento.
Porém ele mal sabia,
que esse dia nunca chegaria.

Morreu muito cedo,
não aproveitou sua vida.
Dominada pelo medo,
uma existência pouco vivida.
Agora será substituido,
e seu corpo abatido.


                                                                                                    Lucas Bisoni




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Poemas

1

A Rua (Crônica Poética)


 
      Caminhando pela estrada, passo atrás de passo, olhando para o céu, de cor azul turquesa, onde voam os passarinhos. O menino passa correndo, chutando a bola para o seu amigo, que não chutou de volta, era um amigo imaginário, daqueles tão surreais, que a gente até acredita que são de verdade.
        É verão, o Sol brilha esplendoroso, refletindo nas poças de água, da tempestada que ocorrera ontem. O garoto pulava na água, as gotas saltavam alegres, cintilando sobre a luz da felicidade, que preenchera aquela rua, a rua das crianças, a rua dos adultos, a rua dos idosos, a rua onde os sonhos se misturam com a realidade.
        Tudo escureceu, as janelas se fecharam, os moradores logo entraram, as cores do mundo se ofuscaram, o ar ficou denso, o céu anoiteceu, o menino estremeceu. O silêncio predomina, a chuva começam a cair, como lágrimas de desespero. O garoto implora por socorro, milhares de vozes mudas, vozes que gritam por ajuda, vozes que buscam salvação, almas desesperadas, que não suportam a solidão.
        O guarda-chuva aberto, a mulher caminha, transpassando a tristeza e a angústia da rua, a rua que já foi feliz, a rua que já foi alegre. Os braços abertos, o garoto em seu colo, a bola em baixo do braço, a mãe acalma o filho, que agora está seguro. Eles vão embora, saem desse palco, cenário do tormento. A esperança foi o que restou, a esperança de que amanhã, no próximo passeio pela rua, a felicidade volte a aparecer.

Lucas Bisoni
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Comentários (3)

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JulianaP
JulianaP

Nossa, eu gostaria de aprender a escrever assim. Me ensina????

Joaquim
Joaquim

Achei incrível. Um mais lindo que o outro.??

CORASSIS

Parabéns Lucas ! tua poesia é bela tem uma mensagem forte. importante para nossos dias;