lucaslima0

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Um viajante entre linhas.

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Lúcido

Aos que chegam até o fundo do copo

Não encontram nada,nem abrigo

Tão cheios de álcool

Tão vazios de sentido

Embriagados não pelo álcool

Mas sim pelos vazios que trazem consigo

Talvez seja isso o beber , encher-se de algo para completar um nada desmedido

Há coisas que não são encontradas esvaziando litros.


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Poemas

4

Há quem sofra por não ter pelo o que sofrer

Há quem sofra por não ter pelo o que sofrer

Há quem sofra por estar cheio de vazios

Os que sofrem por estarem sozinhos na cidade; Quão longe vagueia o pensamento dos que buscam sentido?

O lamento dos que sofrem pelo o que passou,

A ansiedade sofrida dos que se atormentam pelo futuro.

Não lembras de ter sofrido antes de nascer, tão pouco provável irá sofrer após ter morrido

Sendo assim a vida se mostra sem demandas, um prazeroso sofrer desmedido.
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Lúcido

Aos que chegam até o fundo do copo

Não encontram nada,nem abrigo

Tão cheios de álcool

Tão vazios de sentido

Embriagados não pelo álcool

Mas sim pelos vazios que trazem consigo

Talvez seja isso o beber , encher-se de algo para completar um nada desmedido

Há coisas que não são encontradas esvaziando litros.


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Porque a noite nos engole?

A solidão parece ser o estágio mais profundo do homem, por mais que com muitos esteja, por tantos prazeres que desfrute no fim... Sim,no final de cada dia sempre desejará estar consigo mesmo.

Tudo parece apenas degraus para chegarmos ao encontro solitário e vermos que tudo isso é nada.

É tudo tão óbvio, tudo tão real e controlado, eu estou sendo óbvio nestas linhas é tudo tão previsível que precisamos de sentidos bonitos para dar algum belo incentivo e nos afastar de cairmos em desgraça em nossas próprias crises existênciais.

Por mais ligados e contentes com outros estejamos só parecemos realizados quando estamos em oculto com nós mesmos.

Pobres seres, tão próximos dos seus, tão sozinhos ao mesmo tempo, agraciados pela dádiva de pensar e tão amaldiçoados pelo mesmo.

Cairemos em desgraça por meio do que nos ergueu, que traiçoeira ironia.
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Perdidos ao vento

Uns aceleram, outros correm

Se adiantam

Se apressam

Para chegar, para fazer, para entregar, para receber

Tic-tac...

Ponteiros

Digitais

Alarmes

Passa o dia, passa noite, passa o ano, vai o momento, sempre indo e voltando

Vivem e morrem de olho no relógio

Planejam muito

Atenciam pouco

Não há pausa, sobra sufoco

Não há tempo, nem volta

Deixou, passou

Como o tempo, se esgotam.
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