Poemas
13Sanatório
Manchas colhidas
Repelem meus ossos
Já de partida
Trincados, quebrados
Ná fúria de laços
Rompidos, perdidos
Perduro meu corpo
No encontro ascoso
Alimentado por vermes
Que nascem a cada entardecer.
She says
Procurei pelos cômodos de casa
As meias mal lavadas
E olhos amortecidos de indolência
No desabrochar do tempo
Que hora parte
Hora cura
Onde foi que deixei as xícaras sujas
De tantos desafetos e ternuras
Lembradas no enaltecer da partida
Onde foi que deixei a vida
Que era minha
Que era tua.
Alameda Italiana
Se eu lhe fizer um poema
Jures não desonrar
As linhas de meus versos turvos
São estrondosas ao teu tratar
De derradeira rima
Passo a flagelar tua pele
Que mesmo distante
Contemplo leve.
Quatro e um meio comprimido
Canso-me dos dias pobres
Sem nenhuma iguaria
Das taças vazias
Ocupando balcões empoeirados
De incontáveis partidas
Canso-me das horas iguais
Do pesar que aniquila
Do riso forçado
O presente, o passado
Engolidos com a saliva
Canso-me das cores
Variadas entre cinzas
Isentas de ardores
O vermelho deteriorado
Em bocas de mancebas
Canso-me das relações sórdidas
Dos inícios procrastinados a falhar
Das fissuras incessantes
Irrevogável, interminável
Valsa sem par.
Miséria
Persevero no colo do mundo
A dor da solidão
De quem escreve para suprir
As falências da alma.
Azul
Suspira meu peito
Envolve-me sem pressa
É rima que se contesta
Sem vírgulas
Dou-lhe um ponto final.
Enamorar
Comentários (1)
É você que passa pela vida ou são as coisas da vida que passam por você ?