esta noite no teu peito inventei estrelas que não conhecia
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Lágrima
Peguei numa lágrima devagar
água sódio
nada mais.
Sempre pensei que tivesse
extractos de sonhos
e olhos grandes
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Amo-te
Amo-te com uma força que não tenho, com passos que não sei.
Amo-te com raiva.
Amo-te com desespero. Com ânsia de ti. Amo-te com uma ternura louca.
Amo-te com imensidão.
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Subir
Subir aos céus pelo degrau mais alto da estima pelo portal mais sagrado da loucura
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Se tu fosses
Se tu fosses a sombra da água a alma que dói no fundo que sou
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Se pudesse
Se pudesse dobrava as nuvens
e enviava-tas num envelope azul
pelo céu.
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Quero
Quero habitar o teu corpo entrar pelos teus olhos demorar-me na língua dormir no cabelo
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Quem inventou
Quem inventou a dor ao fim de um dia de sal?
Quem te imaginou na minha cabeça?
Quem apagou a luz do céu?
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Quando tiver
Quando tiver a tua idade
usarei a roupa que vestistes
poderei então coxo dos teus pés
pelas ruas dentes podres
ir dizendo wind-surf bolero graçola
e do círculo assim nascido
queimarei os braços agora livres
Mas parai!
reconheço o quieto percurso
dourado trajecto, vagabundo dilecto
nem sombra é
mais que nada seria muito
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Pobre de mim
Pobre de mim que só sei que amar é triste
que a dor de uma paixão é tudo quanto há.
E quando me perguntam o que sinto, nunca sei que dizer
porque se soubesse estaria a pensar
e não a sentir.
Parabéns Sr.Luis Henrique... belos textos poéticos.Aproveito para vos dizer que estou muito feliz por ter resolvido o problema de meu computador. evidentemente com a sua ajuda. felicidades.Ademir o poeta.