Esta noite
Esta noite
senti o mar incendiar-se
nas tuas mãos
arderam os olhos
nas tuas mão inteiras
enormes
esta noite no teu peito
inventei estrelas
que não conhecia
Esta noite
senti o mar incendiar-se
nas tuas mãos
arderam os olhos
nas tuas mão inteiras
enormes
esta noite no teu peito
inventei estrelas
que não conhecia
A minha vontade é cobarde
foge do que quer
como do que arde
e se tanto mais me ardera
ainda mais quisera
Como pedir o que não sei dizer
fora destas páginas sem peso?
Como as línguas que não sei roubar
longe desta caneta sem alma
Não sei se por acanhamento
se por sofrimento
me encontro afastado
estou morto talvez
da vida descansado
Ah! A glória de pintar
frescos de sonho
no silêncio crispado de raiva
deixando as raízes quebrarem a crosta
e florescerem nos dedos
Tu és tu em demasia
da mão despudoradamente nua
aos olhos que não vêem
e que levas nos meus.
Peço a morte.
Quero-a pelo pescoço,
pela garganta fora
por esta fala turva e cansada
a golpes de caneta encontrá-la
neste branco esventrado
tê-la e nunca mais.
Para conquistar as tormentas
seria capaz de muito
até de sofrer.
Mas para me perder no vento dos teus lábios
que faria eu, senhor!
Cruzar oceanos, caminhar montes e vales
derrubar as árvores mais fortes.
Tudo seria pouco.
Qualquer proeza é mesquinha
face à luz que ferve nos teus olhos.
Meu deus, faz-me uma montanha tão alta
que lhe alcance o coração
é segunda-feira.
Há árvores céu e estradas sem fim.
Existe uma normalidade rectilínea em tudo o que me cerca
e no entanto choro.
Choro lágrimas anormalmente rectilíneas
vazias de árvores céu e estradas sem fim.
enlouqueces-me maravilhas-me atrapalhas-me apaixonas-me cegas-me confundes-me. Tu inspiras-me.
Tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu .....
Quero tanto de ti e tão próximo que anseio que fosses o ar, o chão, as paredes, tudo.
Que tudo o que tocasse fossem os teus braços. Que tudo o que sentisse fossem os teus lábios.
Como quando fecho os olhos e tudo o que não vejo és tu. Como quando não durmo e tudo o que sonho és tu.
Contigo não consigo respirar. Sem ti não consigo viver.
Quero estar tão dentro de ti que nem a luz do dia exista para mim. Quero abraçar-te tanto que todo o mundo colapse e desapareça num pequeno ponto entre os meus braços.
Toca-me com as tuas mãos. Faz-me desaparecer com a tua pele. Sufoca-me na tua língua. Arrasta-me pelo ar com o teu perfume. Mata-me de vez.
Odeio-te porque existes. Odeio-te porque não estás aqui. Amo-te tanto.
De repente tomo consciência da tua ausência e faz-se noite. Porque não me respondes quando te falo? Porque não te sinto quando estendo o braço? Porque te escondes?
TU
se fosses chuva, do céu só cairiam pérolas ... E até o chão gritaria de prazer
Parabéns Sr.Luis Henrique... belos textos poéticos.Aproveito para vos dizer que estou muito feliz por ter resolvido o problema de meu computador. evidentemente com a sua ajuda. felicidades.Ademir o poeta.
Sensacional
VsrsisDifusamente ser s
BOa poesia encontro aki