luizmachado

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Primeiro Ato

Atrás da produção, detrás das câmeras
Coloco ela no meu rosto e
A cortina se abre,
O holofote ilumina e entro na cena.
Interpreto este papel de mentira numa peça tão real,
A cena acaba, embora, de manhã, no meu quarto,
Tal dama de ferro que é está máscara
Finjo até ao fim do dia, quando vejo a máscara ruir.
Sigo o roteiro da peça como deve ser seguido, como um bom ator,
Interpretando minha personalidade de maneira magnificamente falsa e convincente,
Esperando a cortina fechar para finalizar essa peça tão real de atores tão falsos.
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Poemas

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Vivendo o Só

Eu, em meio às pessoas,
carros, postes, parentes,
amigos, insetos ou pingos de chuva,
sinto o peso da solidão,
da não relação, da incoerência.

Me sinto no espaço, como Paulo,
o tempo todo à procura de mim.
Ainda não me acho, embora faça desse
o meu fim,
que vejo ao longe, se aproximar, mas não o enxergo,
não há desejo de pensar.

Não sou o mais religioso, nem espiritualista, muito menos ateu,
no entanto continuo as preces, pedindo ajuda no caminho,
com o intuito que eu caminhe até não sobrar as solas do meu sapato,
que um dia foram novas, sem experiência.

Me sinto só, divagando no mar profundo dos meus pensamentos.
Me sinto só, de forma única, de uma forma tão geral.

Não sinto, vivo o só.
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Primeiro Ato

Atrás da produção, detrás das câmeras
Coloco ela no meu rosto e
A cortina se abre,
O holofote ilumina e entro na cena.
Interpreto este papel de mentira numa peça tão real,
A cena acaba, embora, de manhã, no meu quarto,
Tal dama de ferro que é está máscara
Finjo até ao fim do dia, quando vejo a máscara ruir.
Sigo o roteiro da peça como deve ser seguido, como um bom ator,
Interpretando minha personalidade de maneira magnificamente falsa e convincente,
Esperando a cortina fechar para finalizar essa peça tão real de atores tão falsos.
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