Luna Blanca

Luna Blanca

n. 1979 BR BR

n. 1979-07-09, São Paulo

Perfil
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Volúpia

Rasga a minha pele,
Leva-me ao delírio,
Mergulha no abismo com estocadas fortes,
Passeia no meu corpo todo este desejo,
Morrer e renascer apenas com um beijo.

Mil noites e mil dias ouço os teus gemidos,
Lágrimas e risos a sugar teu sangue,
Te envolvo em mil laços,
Te prendo em minha rede,
Só o teu suor sacia a minha sede.

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Biografia

Sou tão sua assim sem som...
Riscos que contam a história de uma vida,
Vôo de uma águia no horizonte,
Amores e a lembrança da ferida.
Sou tão sua, poema meu
A verdade nua e crua, a razão perdida,
O derramar de lágrimas e a visão de risos,
A partida da pessoa mais querida.

Poemas

3

Ao Sabor Do Vento

De onde vem este vento impiedoso e sem rumo, que varre a face do mundo?
Vento majestoso sublime, imponente,
Manto invisível de Deus nos toca o rosto,
Trazendo o gosto que arrasta de além mar.
És fúria destrutiva ou brisa sedutora?
És benção ou castigo?
Amigo ou inimigo?
Impiedoso furacão - lágrimas planta
Carícia suave em um por do sol nas tardes de verão - saudades desperta
O vento me encanta porque sou vento,
Se me iro, machuco,
Quando estou serena, sou dócil,
Tenho sempre a pretensão de transformar ao toque -
Quero ser carícia, quero ser choque.
Levar comigo o aroma da dama da noite as narinas do amado,
Deixá-lo desorientado.
O vento me encanta por sua ambigüidade.
Quando brisa, o amam,
Quando furacão, o temem
E ele continua intocável sua jornada mundo afora
E me traz ao meu ser, ao menos por alguns instantes, a sensação de que pode me sustentar com se eu fosse um pássaro.

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Enganos

Pensei amar em você o que de mim em você havia

Tão tênue e eu não sabia

O limite entre a realidade e a ilusão

Cai então no conto do amor perfeito

E ali deitada em teu peito fiz uma regressão

Aos velhos tempos de infância

Você sabe

Alma gêmea...

Príncipe encantado...

Outra metade da laranja...

Confusão!

Deixei-me mover por idéias d'algo que não pensa

Loucura

Inconsequência

Coração

Hoje sofro por ceder a esta influência

Vagando como morta entre vivos

Vivendo com a morte da inocência

Então creio que mais feliz seja o "ignorante"

Que não questiona os "por quês" e obstante

Simplesmente lança-se em viver ao léu

Deve ser o céu!

Estar sempre alheio

Usando o fatídico como meio

De dar a vida sabor - Mel, fel

Infelizmente esta não é a minha verdade

Tenho em mim, sem piedade, a inconformidade a me atormentar

E agora ao te olhar posso enxergar-te como és

Sabendo que de mim em você não havia nada

Que perdi tantas madrugadas por tolice ou revés.
561

Meu Tormento

Hoje lembrei de você na brisa leve que entrou pela fresta da janela.
Quisera eu que fosse ela a envolver-me, a acariciar-me...
Se você pudesse sentir na carne essa minha tormenta!
É arrepio que esquenta
É meu oxigênio e não me deixas respirar.
Fico então a amargar - Frigidez, cio
Ocupa tanto espaço e deixa um vazio;
O fardo que me faz levitar.
Como ar te sinto, não toco
E logo em seguida me choco com a forma como me transpassa,
Indiscriminadamente me estilhaça,
Sinto-me como uma taça de cristal.
É fúria da natureza,
Imprecisão,
Incerteza,
Animal.
E suscita
Sonhos,
Pesadelos,
Acalma e agita,
Alegrias,
Tristezas,
O bem e o mal.

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