Mairon

Mairon

n. 1986 BR BR

n. 1986-10-21, Apiúna, Santa Catarina

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Milagre

Milagre pra quem acredita
É coisa de Deus
É sopro de vida
Que vence a morte
Como coisa de sorte
Algo que aconteceu

Milagre na fé popular
É coisa de algum santo
Presente no altar
Uma imagem de gesso
Que recebe adereço,
Sacrifício e pranto

Milagre é o gol da virada
No fim do jogo
É escapar da queimada
Quem brinca com fogo
É não se afogar
Na corrente do rio

Milagre é não ser baleado
Ganhar na Loteria
Não ser assaltado
Ter sua família
Porque a vida é dura
E estar só é ruim

Milagre é deixar vela acesa
E Pra quem está na mesa
Diante do prato,
Faminto e cansado
Espera um minuto 
E se põe a rezar 

Também é pra quem foi escolhido
Na fila de emprego
Para começar
Na segunda-feira
Acordar mais cedo
E sair pra trabalhar
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Poemas

1

Sim, eu espero

Sim, eu espero
Deixo a chuva cair
Tomara que caia
Deixo o tempo passar
Suave como sua pele
Preciso como seu corpo
Eu espero,
Deixo tudo ir-se, tudo passar
Os carros, as vistas, as lamas
Esqueço tudo, deixo esvair-se
E tudo vai ficando distante
Como você naquela manhã de outono
Abandonando e abandonado espero
Enclausurado numa trama sem sentido
Enquanto tudo gira, nasce e morre
E o que sinto não é só aparente saudade
Mas dor e amor,
Por deixar passar
Enquanto sigo esperando...
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mairon

Fico feliz que te agrade, obrigado Thais!