manoelserrao1234

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n. 1960 BR BR

n. 1960-04-19, São Luis - Maranhão

Perfil
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ÓCIO [Manoel Serrão]





Ócio... Ócio...

Ócio só é dócil se conciso.
Senão: vira ópio, negócio,
Divórcio ou caso de hospício!



Ler poema completo
Biografia
Perfil Nome completo: Manoel Serrão da Silveira Lacerda. Idade e naturalidade: Nasceu em São Luís [Atenas Brasileira] capital do Estado do Maranhão, na Santa Casa de Misericórdia, em 19 de abril de 1960. Filiação: Filho de Agamenon Lucas de Lacerda e de Oglady da Silveira Lacerda. Neto paterno de Manuel Lucas de Lacerda e Maria Antônia Lucas de Lacerda; neto materno de Hidalgo Martins da Silveira e Maria José Serra da Silveira. Ascendência geral de espanhóis e portugueses judeus. Profissão: Advogado e Professor de Direito, formado pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE, curso criado pela Carta Lei de 11.08.1827 - publicada em 21.08.1827 - Chancelaria Mor do Império do Brasil, que no passado acolheu dois presidentes: Epitácio Pessoa, em 1886 e Nilo Peçanha, em 1887. Acolheu outros nomes, os quais enriqueceram a nossa cultura como: Rui Barbosa. Castro Alves. Augusto dos Anjos. Ariano Suassuna. Miguel Arraes. Francisco Julião. Barão do Rio Branco. Barão de Lucena. Joaquim Nabuco. Fagundes Varela. Raul Pompéia. Tobias Barreto. Graça Aranha. Álvaro Lins. José Lins do Rego. Pontes de Miranda. João Pessoa. Clóvis Bevillaqua. Silvio Romero. Adolfo Cisnes. Assis Chateaubriand. Agamenon Magalhães. Luís Câmara Cascudo. Aurélio Buarque de Holanda, e tantos mais. Dimensionar a origem do berço poético do autor, assim como a dimensão e a importância do Maranhão para a cultura nacional, peço vênia para transcrever um pequeno trecho da obra do imortal membro da Academia Maranhense de Letras o professor Jomar Moraes, intitulada - Apontamentos de Literatura Maranhense - edições sioge - nota bene: "Sem receio de qualquer exagero chauvinista diríamos que a presença do Maranhão na literatura nacional se caracteriza, principalmente, pelo vanguardismo que sempre colocou nossos homens de letras à frente dos debates das novas ideias e da renovação de padrões estéticos. Do negrismo de Trajano Galvão ao neoconcretismo de Ferreira Gullar; do ideário estético e nacionalista de Gonçalves Dias às antecipações modernistas de Sousândrade; da lucidez analítica de João Francisco Lisboa ao ensaísmo da Franklin de Oliveira e Oswaldinho Marques; dos estudos folclóricos de Celso Magalhães ao romance naturalista de Aluísio de Azevedo; dos estudos de Nina Rodrigues à renovação estética pregada e apoiada por Graça Aranha, tudo revela e comprova a clara vocação de pioneirismo e liderança que assinala uma das mais características e importantes facetas da nossa participação na cultural nacional". E ainda, de Coelho Neto, Teófilo Dias, Vespasiano Ramos, Raimundo Teixeira Mendes, César Marques e muitos outros de uma constelação que brilha desde meados do século XIX. Dois dos quais – Gonçalves Dias e Teófilo Dias – são patronos de cadeiras na Casa de Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, à Akademia dos Párias, dentre eles: Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa, Garrone, Paulinho Nó Cego, Marcello Chalvinski, Zé Maria Medeiros, Celso Borges. Podemos citar: Arthur Azevedo; Catulo da Paixão Cearense; Bacelar Vianna; Bandeira Tribuzi; Padre Antônio Vieira [Sermão aos Peixes]; Odorico Mendes; Sotero dos Reis; João Francisco Lisboa; Gentil H. de Almeida Braga; Custódio A. P. Serrão [Frei]; Trajano Galvão; Josué Montello; Nauro Machado; José Sarney; José Chagas; José Maria Nascimento; Laura Amélia Damous; Luís Augusto Cassas; Alex Brasil, Antônio Miranda, Carlos Cunha, Dagmar Desterro, Joãozinho Ribeiro, Lago Burnett, Odylo Costa, Roberto Kenard, Salgado Maranhão, Vespasiano Ramos, Joaquim Haickel, João Batista Gomes do Lago; Mhario Lincoln; Lenita de Sá, João Paulo Leda, Evilásio Júnior, Antônia Veloso, Luiza Cantanhede, Zélia Maria Bacelar Viana, além de muitos tantos outros.

Poemas

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AS PALAVRAS ARDEM MAL - REVISITA+ÇÃO [I]



Dali online? Dali sem design no layout com know-how e arte? Ó Ketchup? Abre-te sésamo? Tem kamikazes na web e net meu compadre. Dali surreal sem backup era muito melhor.

Abracadabra!! Ops! Olha lá não é o Ali Baba de ki pá e kart sem Da Vinci diferenças repetidas em 40 das suas revisitações ao passado dos Ava tares. É o Ali concordando que algo é assim mesmo só porque tem alguém afirmando que o é? Ou se deve examinar dali o quê quem fala está falando?

Sofista? Copidesque? Copista? É tutti buona gente. Ou um "... mais sábio que esse homem; pois corremos o risco de não saber, nenhum dos dois, nada de belo nem de bom, pois enquanto ele pensa saber algo, não sabendo, eu, assim como não sei mesmo, também não penso saber... É provável, portanto, que eu seja mais sábio que ele numa pequena coisa, precisamente nesta: porque aquilo que não sei, também não penso saber". [Platão - Apologia de Sócrates - A Defesa - pag. 73/74].

Em pouco tempo então também a respeito de alguns poetas percebi isto: Bardos descalibrados na verborragia, asfixiados em soníferos do tipo: Le xotam - um boa noite cinderela, vertem-se em metamorfose de uma letal e venenosa serpente [...] - talvez! - Poetas que não acertam a agulha, as cobiçadas amadas em perene desdém das suas destravadas pessoas [...]. Os inditosos ensaiam preces lacrimejantes, convocando a comiseração alheia [...] e que amnésicos da ordem reinante no mundo dos ponteiros de que tudo avança, segue, passa e que vai mudando conforme os acontecimentos, vergastam, imprecam males aos lexicais, e nos higiénicos labirínticos de tão metódica mente insistam na repetitividade das coisas, sejam eles ditos terminológicos, lexicográficos, lexicológicos, e outros do campo; tanto quanto para aqueles que laboram para apreensão de fatos socioculturais, ou mesmo até para o estudo do nível lexical correspondentes às linguagens orais ou escritas "... que não era por sabedoria que poetavam o que poetavam, mas por certa natureza e inspirados, tal como os adivinhos divinos e os proferi dores de oráculos, pois também esses dizem muitas e belas coisas, mas nada sabem do que dizem. Os poetas [alguns] me mostraram passar também por uma situação assim" [Platão - Apologia de Sócrates - A Defesa - pag. 75].

É um conflito que adorna a lucidez. Ainda que razoáveis - no approach das revisitações - de que há estudos terminológicos modernos apontando claramente para uma passagem de uma terminologia de perspectiva normativa para um paradigma de perspectiva pragmático - comunicacional.

Longevo, brindar é um verbo polirrizo ancestral comemorativo, festivo, alegre para um drink do legítimo scotch, de preferência on the rocks, servido pela élégance do barman, "verdadeiro" Lord num happy hour de um Pub Inglês. Então The show must go on - O show tem que continuar - com palavras + luxuosas; No weekend da semântica e seus signos [Oh! que trash?] metalingua na califasia [e não é que a pronúncia é boa?] - tem a arte do falar. É tudo da primeiríssima qualidade anunciava um paparazzo de mini kilt com voz estentórea, que tal um lindo kit de prenomes? Ou talvez prefiram um remake de substantivos. Porque não levar em making off um kilo de felizes revisitações? São muitas + práticas - e bastante úteis para uso em caso de um check-up contra: Tabuísmos, palavras, locuções consideradas chulas; vocábulos que se referem ao metabolismo orgânico, aos órgãos e funções sexuais, expressões tabuizadas e de caráter eufemístico; gírias, ou contra a kappa das palavras em formas ditas populares e polissêmicas expressas por verbos, palavras onomatopaicas que podem trair-nos e levar-nos a olhar para certos problemas como problemas reais, quando eles não passam de puzzles importados que devem ser desmontados.

Penso então que tais coisas sejam mesmo assim, pois se em contextos diferentes o mesmo verbo apresenta transitividades distintas; se a polissemia contrariamente à sinonímia, que é o facto de várias palavras terem o mesmo significado, a polissemia é o facto de uma mesma palavra poder ter muitos significados diferentes - não necessariamente relacionados uns com os outros - que variam conforme o contexto em que a palavra é utilizada, porque então torcer [ou não] o nariz para as palavras lexicais de significado lexical - que são a representação da realidade extralingüística - agrupadas nas seguintes categorias: substantivo, adjetivo, verbo e advérbio, tampouco para as expressões de lexia complexa - uma gama de soldadura entre os elementos componentes de uma seqüência lingüística; com um forte índice de coesão interna, postas nos fins dos verbetes.

Por um fio, queira-se ou não, entre significantes e significados "Se o vinco da calça não está paralelo à costura" não importa, o colarinho da camisa é que define o nó da gravata. Não obstante os empréstimos estrangeiros como os falares populares ameaçarem de decadência o idioma, eis que no primeiro caso assistimos uma invasão de vocábulos estrangeiros, mormente do Inglês, descaracterizando e podendo levar a desagregação do idioma, no segundo porque neles, não se observa as regras gramaticais que regem o dito falar culto, o que de fato importa é que a palavra pode ter sabor de [kiwi, apple, orange ou seja lá o que for, etc.] saber profundo e transcender a infatigável exigência de atribuição de sentido inflexo para "arte". Condenada, ou ao exílio, ou à atimia, não sou nem "pró" nem "anti" lexias, muito pelo contrário, o certo é que entre próteses consumos e prosacs, entre lápis e borracha da Faber Castell a pinup do terceiro milênio se torna parte da cultura Pop. Si agi mal amiga... O mínimo é o mínimo. E não é que amo a risada do siri ema. Ufa! Putz! Que confusão? Preciso de um relax, senão o analista pode diagnosticar stress ou deprê.

Cooper pelo playground que circunda a Maison blanca de muitas suítes. Perdão! Sem delongas vou dar um time lendo um Best-seller no living do meu flat ou no Loft Libert Home.

Em grande style no outdoor, anuncio: The Book Is On The Table? Trank you very much!

São Luis [MA], 28 de outubro de 2010.
Manoel Serrão da Silveira Lacerda.

Fontes de referencia:
[01] olamtagv.wordpress.com/.../o-sentido-e-revisitacao-ou-uma-selva-dentro-da-selva-ou-por-que-e-que-o-cerebro-nao-explica-a-.;
[02] Revisitação da Terminologia Cultural de Narrativas Orais da Amazônia Paraense - Débora |Cristina do Nascimento |Ferreira - Dra. Língua e \Literatura vernáculas - UFPA e Dra. Maria Odaísa Espinheiro de Oliveira - Dra. Biblioteconomia - UFPA;
[03] Platão - Apologia de Sócrates - Editor L&PM POCKET.
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O DOMINIUM DO CONSUMO [Manoel Serrão]

Desperte, vá além, olhe o mundo à sua volta. Olhe o universo circundante. Aceite o desafio, aguce suas lembranças, ouça o chamado da consciência e convide-se a reflexão. Deixe o vento da constatação e a onda tsunamica de o consumo presente bater no Sujeito. Depois, inspire e respire fundo e siga intuíndo de que algo anda por demais errado com o mundo globalizado, ou tecno-cyber-digital nesses tempos ditos de “contemporaneidade” vivenciada por todos nós.

Se antes o desejo de consumo despontava claramente entre o preto e o branco, agora existem muito mais cinzas na sociedade do espetáculo, já que nem sempre atinamos para o fato de que somos o que consumimos. E o que consumimos nos dias atuais proporcionado pela indústria cultural, pelo modismo recorrente, pelos arquétipos enfeitados e modelos inventados que determinam a tua, a minha e a nossa aceitação, tudo movido pelos padrões de comportamento e beleza impostos por determinado grupo social em que vivemos, além do rolo compressor da grande mídia [capitaneada pela TV Globo] com todo o seu poderio de influenciar o modus vi vendi de cada um, seja de forma individualizada ou coletiva, quadriplicou.

Segundo, Theodor Adorno, a televisão, será [e já o é] principal instrumento dentre os “meios de massa” conhecidos servindo apenas aos interesses dos donos dos meios de comunicação para não só deflagrar o consumo das massas, como também da indústria cultural, que, nas próprias palavras do autor, “impede a formação de indivíduos autônomos e independentes, capazes de julgar e decidir conscientemente”. Ou seja, O “emburre cimento” de quem não consegue diferenciar seus próprios pensamentos.

Vejam só como a ciência e a tecnologia de braços dados seguem amparadas pelo Senhor-do-mercado que nada mais é do que o próprio mercado do sujeito consumidor -, que proporcionando a demanda exige de acordo com “O sistema dos objetos” – Tese de Mestrado de Bertoldo Brecher e Peter Weiss [sob orientação do filósofo Henri Lefebvre], na qual problematiza o lugar que mesas, televisões, carros e bolsas, exemplo ocupavam o cotidiano das pessoas. Questiona Baudrillard no primeiro parágrafo da introdução do trabalho: “Poderemos classificar o luxuriante aumento do número de objetos como o fazemos com a fauna e flora, completo com espécies glaciais e tropicais mutações inesperadas, e variações ameaçadas de extinção? ” e assim o consumo descartável de objetos de uso cada vez mais “modernos”, “novos”, “luxuosos”, “eficientes” e “avançados”, e que paulatinamente sem que se perceba claramente vão moldando um “novo homem” além de uma “nova qualidade de vida”. Infelizmente vivemos sob um crescente e aparentemente inevitável mercantilizarão de todos os domínios da experiência humana. Isto é, por outras palavras... ”um mundo pragmático onde, sob o império da lógica econômica, da produção e da hegemonia dos códigos, cria-se um sistema capaz de neutralizar e tornar inútil toda a atividade crítica, inclusive à atividade crítica teórica, acrescenta o professor Ondina Pena Pereira [Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG].

A situação em si anuncia-se gravíssima estabelecendo-se de forma silenciosa e sorrateira vai engolindo o homem-ser e revelando o “novo” homem-ter, tornado objeto anulado, alienado e coisificação, haja vista que: “O sistema econômico já provê as próprias mercadorias com aqueles valores que, mais tarde, decidirão sobre o comportamento dos indivíduos. As agências de produção cultural, por seu turno, cumprirão a tarefa de inculcar naqueles toda uma série de condutas tidas como as únicas “normais”, “decentes” e “racionais”. [T.W. Adorno e M. Horkheimer - Ethos sem, ética – A Perspectiva Crítica].

De acordo com tais premissas, as reflexões empreendidas pelos autores T.W. Adorno e M. Horkheimer [Ethos Sem, Ética – A Perspectiva Crítica] e agora segundo o cientista Luiz A. Calmon Nabuco Lastória alude que acerca das sociedades ditas esclarecidas evidenciam que o processo por meio do qual os indivíduos são brutalmente subsumidos pela totalidade do sistema social é tão pouco representativo da “verdadeira qualidade dos homens” quanto o valor econômico é representativo dos objetos de uso. No âmbito do particular, tudo passa então a ser medido em termos de sucesso ou fracasso e à consciência moral cabe apenas decidir entre o “mal” e o “mal menor” tendo em vista a auto conservação do indivíduo. Não lhe é possível julgar a legitimidade das alternativas que se apresentam; esse sentimento de impotência experimentado pela consciência do homem moderno nada mais seria do que o índice subjetivo da heteronímia moral como resultante objetiva última do transcurso percorrido pelo esclarecimento até agora.

Aliás, afirma o cientista, conforme apontam os autores, o caráter coercitivo do auto conservação que se impõe à consciência moral dos homens já se faz presente na Odisseia de Homero. Pois, diante da alternativa entre submeter-se à natureza ou submetê-la a si, o comportamento do herói – Ulisses – testemunha a sua capacidade racional de ajustar meios a fins para tornar Odisseia, o qual relata o encontro de Ulisses com as sereias:

O caminho da civilização era o da obediência e do trabalho, sobre o qual a satisfação não brilha senão como mera aparência, como beleza destituída de poder. O pensamento de Ulisses, igualmente hostil à sua própria morte e à sua própria felicidade, sabe disso. Ele conhece apenas duas possibilidades de escapar. Uma é a que ele prescreve aos companheiros. Ele tapa os seus ouvidos com cera e obriga-os a remar com todas as forças de seus músculos.

(...) A outra possibilidade é a escolhida pelo próprio Ulisses, o senhor de terras que faz os outros trabalharem para ele. Ele escuta, mas amarrado impotente ao mastro, e quanto maior se torna a sedução, tanto mais fortemente ele se deixa atar

(...). O que ele escuta não tem consequências para ele, a única coisa que consegue fazer é acenar com a cabeça para que o desatem; mas é tarde demais, os companheiros – que nada escutam – só sabem do perigo da canção, não de sua beleza – e o deixam no mastro para salvar a ele e a si mesmo. [Adorno & Horkheimer, 1985, p. 45]

A partir da interpretação que fazem da Odisseia, os autores também assinalam que o trabalho e a fruição estética já se apresentam separados desde a despedida do mundo pré-histórico.

Por esta razão, toda a cultura e, mais particularmente, as obras de arte que são o seu corolário partilham a culpa de uma sociedade edificada sobre as bases do trabalho comandado.

Conforme suas palavras, as medidas tomadas por Ulisses no interior de sua nau quando da passagem pelas sereias, “pressagiam alegoricamente a dialética do esclarecimento”. “E, nesse sentido, a epopeia já conteria os princípios da “teoria correta”, teoria essa que, muito mais tarde, viria possibilitar, por intermédio de seus conceitos e fórmulas, a autonomização da totalidade social em face de todos”.

De acordo com o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, ao tratrar sobre o consumo e o poder de escolha, nos ensina que: “Numa sociedade sinóptica de viciados em comprar/assistir, os pobres não podem desviar os olhos; não há mais para onde olhar. Quanto maior a liberdade na tela e quanto mais sedutoras as tentações que emanam das vitrines, e mais profundo o sentido da realidade empobrecida, tanto mais irresistível se torna o desejo de experimentar, ainda que por um momento fugaz, o êxtase da escolha. Quanto mais escolha parecem ter os ricos, tanto mais a vida sem escolha parece insuportável para nós.” Trecho extraído do livro Modernidade Líquida. O mesmo o tratar sobre o sofrimento mediado pelo consumo, destaca brilhantemente que: “Algum tipo de sofrimento é um efeito colateral da vida numa sociedade de consumo. Numa sociedade assim, os caminhos são muitos e dispersos, mas todos eles levam às lojas. Qualquer busca existencial, e principalmente a busca da dignidade, da autoestima e da felicidade, exige a mediação do mercado.” Trecho extraído do livro Vida Líquida.

Destarte,  após passada revista em tema atualíssimo que diz respeito a todos nós, pois afinal de contas querendo ou não somos parte integrante desse mundo, necessário se faz que cada um faça ainda que breve uma reflexão crítica sobre o mundo atual em que vivemos, e por via de consequência, o modo de pensá-lo, o foco do olhar para outro ângulo atentamente dê-se conta das coisas que nos cercam nos tempos atuais, esses obscuros objetos de desejo, o desejo irrefreável de consumo a toda prova nos conduzem feito uma manada para o abismo da desertificação; da alienação; da anulação,; e, da coisificação na totalidade do ser homem e seus laços de afetividade, tornando-nos submissos de sistemas e poderes além de todo tipo de escravidão por vir.

Basta!

Manoel Serão da Silveira Lacerda
[Advogado, poeta e Professor de Direito].

São Luís [MA], 10 de novembro de 2019.
 

 
Fontes pesquisadas: Luiz A. Calmon Nabuco Lastória – Ethos Sem Ética: A perspectiva crítica de T.W. Adorno e M. Horkheimer;
Adorno, a Indústria Cultural e a Internet – por Sérgio Amaral Silva – pág. 40 a 43 - Filosofia – Conhecimento Prático; e,
Viver para o Consumo – Obra do Francês Jean Baudrillard – por Marcelo Galli – pág. 26 a 31.
Filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman - obra livro Modernidade Líquida; livro Vida Líquida.




 

 

 

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IMPERMANÊNCIAS [Manoel Serrão]






Há dias fastos,
E outros nefastos.
Um sorrir para o circo,
O outro chora no pasto.






Comentário de João Batista do Lago em 10 novembro 2009 às 20:25 [“João Batista do lago, maranhense, pode ser considerado, atualmente, um dos mais completos poetas e cronistas do Brasil, haja vista a consciência plural e significativa de sua intuição cultural, fato que o faz passear entre musgos históricos gregos e o modernismo clariciano, espargindo o pensamento poético alemão, americano ou inglês, sem esquecer das taças saboreantes dos vinhos que enebriaram o cismar dos poetas franceses como BAUDELAIRE (Charles Baudelaire), MALLARMÉ (Stéphane Mallarmé), FRANÇOIS COPÉE (François Édouard Joaquim Copée) e MUSSET (Louis Alfred de Musset) – o poeta do amor. Como eu, o Maranhão e o Brasil também, creio, se orgulham de João Batista do Lago, uma das maiores expressões literárias do mundo moderno. Fato que, realmente não deixa a desejar se comparado a nenhum dos franceses acima citados”. Marconi Caldas Poeta, escritor e advogado São Luís – Maranhão – Brasil 2007].

Já revelei noutra oportunidade que sou admirador da poética de Manoel Serrão. É-me – aos meus olhos – provavelmente, o poeta mais complexo do Maranhão, na atualidade. Dono de uma larga obra (toda ela socializada na Internet), Manoel Serrão, desde que tive a primazia de conhecê-lo, “espanta-me” com os seus versos, e muitas vezes, me conduz a reflexões dialético-materialista-fenomenológicas.
Neste seu poema – IMPERMANÊNCIAS – por exemplo, o P., num quarteto vérsico magistralmente construído, reflexiona sobre a pósmodernidade sem cair no reducionismo comum ao campo sócio-econômico-político.
A crítica, contumaz e contundente, que infere estes versos, é de um “visceralismo” apaixonante, i.é., ele arregaça o espírito daquilo que conhecemos como “PósModerno”, para nos deixar antever definitivamente claro que o caos está presente como onipotência e onisciência nessa nossa louca hodiernidade... Ou nessa modernidade tardia, como preferem alguns sociólogos e estudiosos ou pesquisadores sociais.
E de que maneira ele traduz isso? Fá-lo a partir duma dupla personificação adjetivada, ou seja, a partir de dois “campos” individualizados na complexidade do sistema existencial de humanos que perambulam pelas cidades como indivíduos fastos-nefastos e que se arrastam pela cadeia duma vida que já não mais lhos pertecem...
E é nessa exata presencialidade tempo-atemporal urdida na dupla face de sujeitos que não são sujeitos de mais nada, mas apenas de uma análise discursiva capaz de nos engessar, ou seja, de nos esconder a partir de nós mesmos dentro de nossos vazios existenciais.
Seja da face “fasto” ou da face “nefasto” há, nessa dupla dicotomia de si-de-ambos, o caos instalado com suas vertentes de fractalização ou de fragmentação dos sujeitos de-si, que já não mais fazem quaisquer sentidos. Nem mesmo o sentido de uma “classe” que, porventura, poder-se-ia inferir em quaisquer desses ambos.
Mesmo aquele que “sorrir para o circo” não se diferencia do “outro que chora no pasto”, pois que, ambos já não têm de si nem o sorriso nem o choro. E é exatamente neste instante que eles perdem o “espírito do sujeito” que neles poderiam resistir e fazer e dar sentido às suas existencialidades existenciais.
Paradoxalmente, ambos os dois são a essência de suas próprias mortes, assim como o são a essência das mortes de si-outro. Ambos os dois riem e choram ou choram e riem na selva caótica dos desesperados... Despedaçados... Fragmentados...
Mas há, aqui e agora, outra inferição que gostaria de aventar para este instante, mas que está submersa neste seu poema: Manoel Serrão nos põe a nu diante de nossa dupla face daninha de nós mesmos. Revela-nos, como um filósofo hermético, o grande dilema que nos move pelos caminhos que traçamos: o só. Não o estar só, mas o ser-si-só...
Porventura, não seria a posmodernidade a maior produtora dessa condição de ser-si-só?




TACIANA VALENÇA  [ Poetisa, Administradora [publicitária] e Editora chefe da revista  PERTO DE CASA na cidade do Recife [PE], incentivadora e articuladora cultural, onde mantem um programa de entrevistas num canal fechado (TV SABER, canal 15 - SIM). Autora do projeto "Navegando em Poesia", por iniciativa própria.  Evento que ocorre cada três meses. O Navegando reúne poetas, vinho, música e muita alegria num passeio de catamarã pelo Rio Capibaribe, onde todos declamam suas poesias e também de outros grandes poetas - Integrante da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (com várias antologias publicadas).

Comentou em 12 de novembro de 2009 às 9:19.: - Interpretar Manoel Serrão é uma arte difícil, tamanha profundidade em seu estilo, sempre com poucas e profundas palavras. É isso que o torna diferente. Ele tem gênero próprio e inteligência audaciosa. Poeta para poucos e como poucos. Registro minha admiração aqui. Taciana.






NOTA: a imagem que ilustra o poema é obra do artista plástico brasileiro Aldemir Martins.



 

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O PONTO, A RETA E O PLANO (E O MATE MÁGICO) (Manoel Serrão)



Dedicado aos professores: [Prof. Juarez [in memoriam]; Prof. Walmir; Prof. Ribinha; e Profa. Bibi - Bacabal [MA]]

Pouco passava da quarta hora quando o desventurado ponto, a reta e o plano, elementos primitivos desprovidos de qualquer diferencial entre dois quadrados ou dos quadrados perfeitos, jungidos ao caráter abstrato e geométrico das figuras planas, com seus pontos pertencentes a um mesmo plano, totalmente contidas na superfície do tampo, e as não-planas dos cilindros soltando o cone nas esferas, além dos sólidos geométricos [os corpos redondos, os prismas e as pirâmides] arquitetara um misterioso plano de multiplicação, firmara um sistema sólido de agrupamento em adição ao sistema de numeração romano. para conquistar Alfa, Beta e Gama. Uma verdadeira equação de primeiro grau sem divisão ou subtração, com quatro incógnitas entre minuendos e subtraendos, e de resto igual para um só enigma.

Com um firme propósito e a ideia fixa de medida calcular quantas vezes caberia uma quantidade de incógnitas em outra, além de calcular as possibilidades de toda a potência de base para um só enigma, tidas sem expressão numérica mesmo privadas ao acesso da sequência numérica como de outros sistemas de numeração das manobras do grupo, tendo em mãos todos os divisores de um numero natural tal como alguns dados sobre o provável máximo divisor comum [m.d.c.], as notáveis retas concorrentes a semirreta, o segmento e as linhas paralelas em coautoria com a Régua T, o transferidor e o esquelético aberto do compasso naquela de organizar dados do evento em tabela de dupla entrada sob a proteção do ângulo reto o agudo e do obtuso, entre frações e operações tentara decifrar a todo custo um meio terços de um décimo de centésimo e dos doze avos os treze avos das incógnitas aparentes, contudo, todavia, resultou o desafio em números inteiros o fracasso do valor desconhecido.

Figura proativa, embora sem qualquer critério, noção de estética, beleza ou harmonia dos retângulos áureos, muito menos de Euclides, Diofante, Mohammed ibu-Musa AL-Khowarizmi, François Viéte e outros mais, ainda assim correndo à boca pequena que este as conhecia de outras re-recalculadas algebrista e que podia com grande talento pôr em prática as suas habilidades de exímio rei do disfarce em linhas poligonais fechadas e simples com sua região interna o Polígono, pois que estes recebem de acordo com o número de lados e o número de vértices um RG do CI para o CPF especial, e assim, portanto, o abreviar do caminho através da reta tornando mais curta a distância entre dois pontos, dizível, vê-se, seria talvez a solução encontrada para equacionar as incógnitas do enigma por todos os pictogramas especulados como o número 1, 61803... Ou o number de ouro, representado pela letra "fi".

Em cada ponto continuando a porcentagem de olho nos treze por cento do resultado, outro fator igualmente interessante para o completivo de interesses além de outros gabaritos aplicando para agravar o conjunto de todos os números naturais sem o zero por N nos ímpares e pares da situação que já era pôr de mais complicada, eis que surge das entranhas dos números escondidos arredondando os números em ponto de espera o patife do polígono Dode [cágono] jogando a circunferência no ventilador do triângulo escaleno que alimentava uma paixão inflexa, quadrada e reprimida por Beta.

No vale tudo pelas rugosas gregas geométricas, quatro dias depois, pela manhã, o borra-calças do mate mágico escaleno entre horizontais e verticais barras alinhando vírgula por debaixo de vírgula inconfesso covarde sem coragem de chegar ao vetor das casas decimais angular das "divas" , cego, leigo sem ater-se a ler nem interpretar os gráficos de setores só acrescentando zeros se necessário e a anos-luz da unidade de medida, arroba, sem metro, alqueire, hectare ou qualquer medida agrária impondo uma tonelada de ultimato, sob pena de retalhar com uma arma branca os centímetros do quilate "Bráulio" do triângulo equilátero que o considerava mais do que um membro da corte com duas circunferências, um fiel grafite e companheiro de todos os dedões dos paralelepípedos, também era cubo, era aresta, era bloco retangular e pau no muro para toda obra, foi logo a todo volume de espaço ocupando por um corpo estimando de forma calculada a área ocupada pelo amigo tri ático do isóscele para que entrasse no perímetro imediatamente namorando com uma das duas outras irmãs de Beta tornando assim tudo mais fácil com a soma das medidas de todos os lados de um polígono

Litro, mililitro, decilitro? Enquanto o apótema da pirâmide totalmente sem polegada no trapézio ou qualquer medida de capacidade para lutar no conjunto vazio de cada recipiente, o nosso herói isósceles coitado além de seriamente ameaçado na incolumidade física do submúltiplo "Bráulio", temente por algo muito pior recorrendo pela proteção dos triângulos retângulo, losango e ocutângulo logo teve uma grande decepção ao descobrir que ambos os irmãos undecágano e o decágono tempos estavam de tocaia à espreita de "ficarem" na balança da bissetriz de um ângulo, prima-irmã do ângulo obtuso e do reto e agudo.

Lá fora, nos jardins, reinavam ocultos entre os senos e cosem-nos os ângulos complementares de 90 graus, os suplementares de 180 e os replementares de 360, o primeiro mais fechado, rabugento e sisudo, o segundo mais aberto feito em sorriso e o terceiro às escâncaras, mais aberto do que para quedas encarnado, uma tríade de elementos dos segmentos colineares e congruentes de um mundo matematicamente semeado de figuras, superfícies e geômetras, hipotenusas, catetos e Pitágoras, números cálculos, caos e algarismos romanos, agregados foram flagrados mui calmos, todos verdadeiros traíras, comprometidos numa outra empreitada para o polígono obtusângulo, posto que de tão sujos há mais de uma semana foram pulverizados, empurrados para fora do círculo oval pelo ângulo oposto ao vértice do contrário, e quão o ângulo consecutivo do redondamente ângulo adjacente enganado. Sem a menor prova de imaginação? Os infies disseram que se tratava de simples coincidência.

Na raiz quadrada de tudo, por sorte algo pior só não aconteceu porque Dona Geometria apareceu histrionicamente com a Diva Álgebra, e desde logo colocando ordem na casa acabou com a festa das figuras planas pelo metal polido e o narcisistas na superfície das águas, assim, portanto, contra a algazarra geral, decretou medidas de rigor aritmético e mandou somar tudo pela quantidade de todos, encontrando a média aritmética determinou coercitivas geométricas de cumprimento imediato em: comprimento; superfície; tempo; massa; capacidade; e volume, sem espetáculo passou a trena, sentou a pua, mediu com o paquímetro, e logo também pôs todos no esquadro. Pelo santo nome da Álgebra e da Dona Geometria.

Por último, finalmente, como castigo "merecido" ordenou sumariamente a todos ali presentes que fossem em ato solene aprender uma boa tabuada ajoelhados em grãos de milho, além das mãos na circunferência polida da palma tória, tudo sob a direção inflexa da dona progressão Aritmética. Detalhe? Sem qualquer "noves fora"! Ou regra de três?

Ainda bem que não foi com a dona geometria não-euclidiana que parte da negação do postulado das paralelas do geômetra grego Euclides.

Ufa! Que desafio!

Do poeta árabe do século VI. Cassida é o nome do poema: “Se os meus amigos me fugirem, muito infeliz serei, pois de mim fugirão todos os tesouros”.

A amizade que o verso exalta não existe só entre os seres dotados de vida e sentimento!
A Amizade apresenta-se, também, até nos números! “ ... Presos pelos laços da amizade matemática? ... elementos ligados pela estima? A soma de ... os números 220 e 248 são “amigos”, isto é, cada um deles parece existir para servir, alegrar, defender e honrar o outro! ”

“A matemática é, enfim, uma das verdades eternas e, como tal, produz a elevação do espírito – a mesma elevação que sentimos ao contemplar os grandes espetáculos da Natureza, através dos quais sentimos a presença de Deus, eterno e Onipotente! [O Homem que calculava] Malba Tahan – Editora Record”

Assim, movido – aqui com muita espiritualidade matemática, digamos, pela brincadeira e humor matematicamente falando com que trato as figuras e os elementos inseridos no texto, mormente pelo espírito da amizade fraterna que presto minhas homenagens e sinceros agradecimentos aos meus queridos amigos e mestres da matemática: ao professor Juarez [in memoriam] há quem muito trabalho dei nos tempos da tabuada; ao professor Walmir, ao professor Ribinha ambos pela álgebra e aritmética, e finalmente a professora Bibi pela dedicada geometria, valorosos matemáticos de Bacabal [MA], Colégio Nossa Senhora dos Anjos. Eis aqui então as quatro incógnitas e o enigma revelado.

884

MON AMI [Manoel Serrão]








Ainda que exijam a caução;
Hipoteca; fiança; Ou,
Garantia pignoratícia?
A paixão é um “contrato” de riscos!
Ninguém morre quando a arrestam do coração. 

 

 

466

NAVALHAS & QUERATINAS [Manoel Serrão]


 




Homens

quanto apuram haveres: segredos no cofre.

Mulheres 

quanto aparam os cabelos: 
picotam as cortinas.

 

511

EXTRATO DE TOMATE [Manoel Serrão]

Convenhamos a felicidade não se acha embalada num invólucro hermeticamente fechado, não vem enlatada feito extrato de tomate ou azeitona, tampouco empacotada feito café a vácuo.

Com a felicidade não se contrata, não se avença e tampouco se adquire como um produto de consumo ou um bem durável que se compra e paga em qualquer loja ou supermercado.

É pura perda de tempo passar pela vida e não vive-la só porque entendemos que o melhor caminho é correr atrás da felicidade como se corre atrás d'um emprego qualquer ou atrás de uma bola quando se joga uma partida de futebol. Burrice? Não! É estupidez mesmo! Ledo engano é quem pensa de tal forma já que muito melhor do que alcançarmos a felicidade é viver! Viver muito e intensamente todos os dias que nos permite Deus. Para tua felicidade, a felicidade manda um recado, manda te dizer, que: É bem melhor viver a tentativa de consegui-la alcançá-la, do que propriamente alcançá-la de fato. Perde a graça!

Na vida o grande barato e contentamento de se viver prazerosamente com um sorriso aberto, repousa muito mais na grande viagem do caminhar em sua direção afim de alcançá-la, do que chegar ao destino do seu alcance.

Estados de felicidade são tão fugazes, frívolos e efêmeros quanto o vento zéfiro que passa e nos beija suavemente o rosto. Portanto, aquela felicidade que buscamos por alcance, quando achamos que conseguiremos alcançá-la, esta pode não ser mais aquela felicidade que imaginávamos nos fazer tão felizes como ideal de vida desejado no passado recente. Isto, porque o meu e o teu desejo, os nossos desejos de felicidade desejada decerto em outro momento da vida já não são os mesmos dantes, isto é, por que desejos voam, passam e vão para um outro front bem distante daquilo que pensávamos existir no hoje, e assim, já não mais comportam na vida que explode apressadamente. Tudo muda. O mundo muda. Os desejos mudam. Eu mudo. Tu muda. Nós mudamos. E tudo continuará mudando. Olha que a fila anda!! Luiz Vaz de Camões expressa de forma precisa e clara o mudar acima sob comento ao professar que: "Mudam-se os tempo, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, e do bem, se algum houve, as saudades". Não te deste conta?  Contudo, mesmo cônscio das ânsias e desejos de outrora que não nos servem mais no agora, ainda, assim, segue-se cometendo o mesmo erro de elementar recorrência. Segue-se adiando o viver a vida só para alcançá-la como se conquista uma vitória tal qual numa maratona decisiva, para então, assim, erguê-la como um troféu no ponto mais alto do pódio, enfim, como um símbolo e prova da conquistada, da façanha. E eis que surge um Ser feliz para sempre. Será!!!!

E ponto finale!  

O melhor é ser feliz!

423

A VIOLÊNCIA E O MUNDO MODERNO [Manoel Serrão]

De acordo com o entendimento de Mario Luiz Bonsaglia: “As teorias políticas que explicam a origem e justificam a existência do Estado apontam que o fim principal deste é a garantia da coexistência pacífica entre os indivíduos, com a prevenção fim principal deste é a garantia da coexistência pacífica entre os indivíduos, com a prevenção e arbitramento dos conflitos, e punição dos faltosos, atividades estas de que o Estado deve se desincumbir por órgãos adredemente instituídos, in casu sob comento a Justiça.

Nesse sentido é possível falar na existência de “direitos de proteção” (Alexy), ou seja, de direitos que tem frente ao Estado o titular de um direito fundamental, para que aquele o proteja da intervenção de terceiros. Com efeito, ao passar de uma situação pré-estatal à situação estatal, o indivíduo renuncia à autotutela em troca da proteção estatal.
Desse modo, a ordem constitucional, para além de enunciar os direitos fundamentais, deve prover também os mecanismos institucionais que garantam a proteção desses direitos.

Essa ampla gama de tarefas estatais destinadas a garantir o respeito aos direitos individuais básicos é referida na Constituição Federal brasileira, no que diz respeito ao rol de atribuições do Poder Executivo, como atividades atinentes à “segurança pública”. Nesse sentido, o art. 144 da Constituição estabelece que “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio...”.

“Como se vê, o texto constitucional associa a segurança pública à garantia da ordem pública, bem como à preservação da incolumidade das pessoas e do patrimônio”.

Não obstante a inteligência do enunciado acima, a verdade é uma só, o problema da segurança pública e do combate a violência vai muito mais além do que uma norma cunhada no papel, o imbróglio é de todos nós e a obrigação de combatê-la não com a própria violência em si, mas com a adoção de medidas eficazes traze-nos à baila a questão da segurança no mais lato sentido da palavra, pois além de ser obrigação e responsabilidade do Estado é também dever da sociedade organizada buscar soluções através de ações estratégicas para minimizá-la.

Chega de promessas, retóricas midiáticas, discurso de palanque. Queremos sim daqueles que ocupam cargos públicos e estratégicos com poder de decisão, comando, e  que nada fazem, mais responsabilidade e comprometimento. É axiomático que o buraco é mais em baixo, aqui não me cabe o meritório da questão histórica das classes dominantes do país e outras mazelas sociais, onde os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres explorados cada vez mais miseráveis, porém, atenho-me no que pertine a objetividade como algo imediatista, por exemplo: a intensificação de ações preventivas de inteigênca e contínuas por parte das polícias com seus aparatos e demais parafernálias para conter dentro dos limites da lei, essa onda incessante e crescente da violência que assola os trabalhadores, os pais de famílias e a sociedade como um todo, que se propaga a passos largos alimentada não só pela omissão do Estado que não se faz de modo efetivo e presente - príncipio da eficácia e eficiência - em todos os fronts de acordo com o que reza o preceito constitucional garantindo cidadania ampla, geral e irrestrita ao povo brasileiro e demais direitos básicos assegurados, como também mormente pela lentidão uma justiça caquética pautada em leis caducas que fometam a impunidade quase sempre certa daquele que comete um ilícito penal, mormente com relação aos crimes hediondos e o cumprimento integral em regime fechado da pena imposta sem direito ao gozo de qualquer benefício assegurado por lei como forma do apenado furtar-se ao cumprimento da mesma. Não estou fazendo apologia tampouco defesa de um Estado-Polícia e punidor a qualquer custo, muito pelo contrário.

Não à toa, a face mais feia da violência, do crime organizado e da bandidagem existente na grade social, desde alguns anos não se contentando em ficar reclusa aos ditos delitos mais brandos, recrudesce o cenho a feiúra do mal avançando sobre os campos e as cidades tomam-nos lugares, praças, casas, nichos, clubes, etc. e ameaçam-nos, sufocam-nos e destroem indiscriminadamente vidas e famílias inteiras que choram a perda de algum amigo, filho, pais, parentes próximos ou distantes.

Se hoje foi a vez do vizinho, amanhã poderá ser você e todos nós. Inaceitável que fatos de natureza grave se tornem corriqueiro e, vidas o bem maior do homem o nada sem valor, a morte, o crime e a bandidagem o lugar comum, a banalização da criminalidade pela sociedade como se à regra fosse e não a exceção de um sistema “civilizado” organizado por leis eficientes, normas, tratados, costumes, etc. que regulamentam e disciplinam a conduta humana.

Inconcebível hodiernamente aceitar-se o silêncio ou a omissão de quem quer que seja ao presenciar ou ter a no titia crimines da consumação de qualquer tipo ou espécie assombrosa ou macabra de crime, venha calar.

Infelizmente em pleno terceiro milenium teima reinar no seio e na base da sociedade cristã tal desdita: a família é o berço e a inerente razão de ser de tudo que se relaciona a vida perene do homem.

A monstruosidade de crimes de tal natureza em que toda a sociedade repudia pela covardia imposta às vítimas indefesas, deve ter em definitivo um basta.

Qual a razão do homicídio e da crueldade homicida desde priscas eras? Por que o homem se torna animal irracional e sanguinário a ponto de cometer tão descabida maldade?

De acordo com a jornalista Sheila Pereira, matéria publicada em Conhecimento Prático Filosofia – Ed. 20 – pág. 30 e 31 – Dostoievski e o mundo-cão, conforme transcrição ipis litteris, alude que: “A obra “Crime e Castigo”, o russo Fiôdor Dostoievski, retrata a racionalização do crime e a culpa que vem da consciência, além da redenção, hoje em dia, parece que essa consciência, na maioria das vezes, não existe mais, ou seja, se o homem comete um crime, não recorre mais a consciência, na verdade, o que o incomoda é a punição em si [acresço então que: não aqui no Brasil onde impera a impunidade]”.

Nesse contexto, e por extensão, afirma o Bacharel em Teologia; e Bacharel, Mestre e Doutorando em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Jonas Madureira, assim como Marcos Sidnei Pagotto-Euzébio, Graduado em Filosofia pela FFLCH-USP, Mestre e Doutor em Filosofia da Educação pela FE-USP. É professor de Filosofia na Universidade Metodista de São Paulo – UMESP, vide transcrição in ver bis que: o primeiro afirma que um dos primeiros “filósofos que levantaram a questão da culpabilidade e a fundamentação da consciência, pela reflexão e não pelo peso da culpa foi Michael Foucault”. De acordo com o mestre “ele levanta a questão de que a nossa consciência é constituída a partir de uma história e de um contexto cultural que a gente vive. “[...] que a nossa consciência é constituída, todas as nossas ações são baseadas em uma consciência inata que nos pertence desde que nascemos, mas foi construída a partir de nossa vivência no mundo”. E segue fundamentando que: “E quando essa consciência é constituída pelo sistema da culpa, da punição, do que você faz você paga, toda a teoria da ação passa a se fundamentar não mais em numa consciência do bem, mas em uma consciência da punição, pelo que eu tenho que pagar”. Por outro lado o segundo mestre preconiza que: “De fato, onde encontrar justificativa para não se agir como se quiser, ainda que isso causasse mal aos outros? Por que ser bondoso se isso não me traz vantagem? Como fundamentar a ética sem recurso absoluto [Deus, a Razão, etc.]? Esse é o problema de nosso tempo... As chamadas “grandes narrativas” tradicionais perderam a força e não são capazes de suprir sentido ou determinar nossas ações. Sendo assim, uma infinidade de “pequenas narrativas” passam a cumprir esse propósito: [tribos, grupos de todo tipo, derivações de outras narrativas [o extremismo político e religioso, por exemplo,] se põem a doar sentido para nossos atos. Atualmente, nossa “grande narrativa”, se quisermos continuar a pensar assim, é aquela que faz do sucesso pessoal, individual, o grande objetivo da vida; dele derivaria a felicidade e a realização. Ora, tendo esse ponto de partida, podemos imaginar inúmeras possibilidades de justificativa para ações que consideramos, no geral, egoístas, medonhas, cruéis [o assassinato, o roubo violento]: aquilo que se coloca entre meu desejo e sua realização deve ser afastado, pois o sentido da vida é cumprir as promessas de felicidade que me foram feitas por essa sociedade do capitalismo avançado [ironicamente, a mesma sociedade que se horroriza com tais ações], em que tudo é objeto, mesmo as pessoas”.

Para Bertrand Russell, na obra - Ensaios Céticos - Editora Nacional - corroborando com o objeto da matéria sub examine este leciona in ver bis que: "O homicídio é um crime antigo, e encaramo-lo através duma névoa de horror secular. A falsificação é um crime moderno, e a encaramos racionalmente. Punimos os falsários, porém não os consideramos estes estranhos, a afastar de nós, como os assassinos. E ainda pensamos, na prática social, independentemente do que digamos em teoria, que a virtude consiste mais em não fazer do que em fazer certos atos rotulados de "pecaminosos” é bom, mesmo que nada faça para promover o bem-estar dos outros. Esta, naturalmente, não é a atitude inculcada nos Evangelhos: "Ama o teu próximo como a ti mesmo" é um preceito positivo. Mas em todas as comunidades cristãs o homem que obedece a este preceito é perseguido, sofrendo no mínimo pobreza, em geral prisão, e às vezes a morte. O mundo esta cheio de injustiça, e os que lucram com a injustiça estão em situação de administrar recompensas e castigos. Os prêmios cabem àqueles que inventam engenhosas justificativas para a desigualdade, e os castigos aos que procuram remediá-la".

Destarte, sejam quais forem os motivos ou quais sejam o limite ou não limite da perversidade d'alma humana, da pessoa, da mente com a agravante de propósito deliberado, frio e calculista... impiedosos desalmados e indignos de qualquer clemência machucam, esganam e atiram a queima roupa são merecedores de penas severas além do desterro perpétuo e pleno em cárcere privado do ventre livre da sociedade dita “moderna”.

Manoel Serrão da Silveira Lacerda [Advogado Criminalista e Professor de Direito]

 

598

CRIAS DO TERCEIRO MILÊNIO [Manoel Serrão]


Ó crias da informática.

Ó nerds da cibernética.
Ó jovens da bioética.
Ó meninos das tribos e dos guetos das urbes. 
Ou seja lá o que for crias do amor! Eu vos peço!
Não deixeis que a "evolução" do tempo imponha-lhes rupturas, sociais, econômicas, culturais, emblemáticas ou simbólicas,
Eu vos peço, não deixeis?
Não deixeis que arranquem dos vossos pais o papel de educadores ou os tornem inúteis transmissores do quase nada?
Não deixeis!
Não deixeis ó crias do terceiro milênio que nem o ofício, nem a fortuna, nem as crenças e tampouco os saberes serem vossos pais na vida.
Não deixeis vossos pais sem crias não serem pais sem paz diante da mídia? Não deixeis! Jamais esqueceis de rejeitar o modelo, o sistema, nunca a família;
Jamais esqueceis de rejeitar o nó, nunca o ninho;
Jamais esqueceis que sem a família não há vida, morrerão! Perecerão na solidão material e moral do mundo;
Assim, eu vos peço, ó meus filhos, como peço a Deus numa prece.
Jamais esqueceis de que a solidariedade, a fraternidade, a ajuda mútua, os laços de afeto e o amor, poderão morrer!
O belo sonho.
 

543

POLENTA [Manoel Serrão]




Sem polêmica.
Só polenta!
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