ÓCIO [Manoel Serrão]

Ócio... Ócio...
Ócio só é dócil se conciso.
Senão: vira ópio, negócio,
Divórcio ou caso de hospício!


Quando a Vejo!
Sou o Ver do olhar
Atravessando-lhe inteira!
Depois, invoco-a!
As
so
vio
em
vi
va a Voz d’boca
ao pé do
ouvi[N]do
O silêncio da terceira Orelha.

E vindes vós, na voz dos vossos avós?
Ó ancestral teu pai,
E os teus anos te dirão os avós!

Presa fácil!
Quando caio na teia,
E vou p’rá lona?
Viro bicho-preguiça do sono.
Ó nunca pensei “navegar” na rede p’rá plantar bananeira!

A
PÁ
L
A
V
R
A
DEUPALAVRA
DIZPALAVRA
DEZPALAVRA
CEMPALAVRA
MILPALAVRA
DÊSPALAVRA
SEM PALAVRA
PALAVRA SOBRE A PALAVRA
DESPALAVRA
APALAVRA


Antanho O outrora?
Antanho O anímico,
Antônio O mímico.
Antanho O cinéfilo,
Antônio O ser cura.
Antanho O anômalo,
Antônio O androide.
Antanho O outrora?
Antanho O átimo,
Antônio O ótimo.
Antanho o surfista,
Antônio O sofista.
Antanho O escroque,
Antônio O coyote.
Hoje Antônio outonos outubros mais velho,
Sem nunca ater-segundos lá fora?...
Antônio agora...
O Ser sim!
Antanho outrora... O Ser não!
Ó e deu no Kraftwerk: Errare humanum est!
A lei é dura, Antônio, mas é lei.
Ó deixai-o! Mas deixai o Homo-Ser criado-e-recriado imundado
para Os muitoS dos Mundos afora...
Assim, Antônio, deves ser também!...
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