Marcelo

Marcelo

n. 1991 PT PT

n. 1991-03-09, Viseu

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Verbalizo

Eu supero, eu simplifico nessa vida marginal,
Onde tudo parece voar e acabar no meu quintal.
Silencio os demais, fortifico o meu castelo,
Para um dia terminar,
E explodir com esse pesadelo..

Nao te preocupes, nao te vou mais incomodar,
Quiseste acabar é a vida,
Terei que continuar,
A vivenciar no meu lugar.

Transformei me estou outra pessoa,
Nesse estado de alma, faço calar quem me magoa,
Ja chorei, ja sofri, mas so assim aprendi,
Nesse instante nesse momento acabou o meu tormento.

Aquele que vejo e que relembro faz doer o meu sentimento,
Vou partir para esse mundo, sem plano nem rumo,
O que tiver que surgir é aquilo que quero sobresair,
Temporizo, alterando o meu verbo desse rebanho.

Imponho limites, nao creio,
Nao tao pouco me contenho,
Aproveitar e a inovar o meu lema é de arrasar,
Um dia bastara para me animar nesse procura nesse lugar.

Acabo aqui o meu cantar,
Modesto e inovador,
De facto mostro e atraio,
O fervor do teu sabor.
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Poemas

22

Tudo em nada

Inspiro me na loucura do teu ser, bem tento fazer o melhor que consigo, simpatizo e tranquilo, edifico e persisto.
A algo em ti que é possante, nao vulgar, muito abstracto, simplesmente é um facto.
Estranho por dizer estas palavras mas com sinceridade as digo, nao duvides, nao sou meramente um amigo.
Dedico com toda a verdade a clareza deste rimar, se um dia duvidares voltarei pa aclamar o frasear do meu cantar.
590

Clandestino

A noite esta fria, esta sem esperanca, esse breu me faz desvanecer, esta na hora, aquece me e faz me viver nesse mundo cheio de alegrias, nesse pedaco de cumplicidade me envolves. Grita, fala faz me sentir de novo esse calor.
Continuo a perdoar sem esquecer, tudo aquilo que seja negado, suscito emocoes do anoitecer, faz me apenas esquecer, que algum dia isso vai voltar a acontecer...
Agora ja percebi, que esta tristeza que trago foi de vos quee senti, parecia uma ternura sobria que me embalava no ar, ai, afinal era amargura, era triste o meu rimar...
Abrando o cego amor de guiar, nem canso o escutar dessa voz fraca, nem do teu suspirar, voltara a pena lutar?
Cansei de ser bravo e voraz, nessa ansia de voltar a ter, pensei que fosse apenas o tentar, mas infelizmente descobri o que era o perder...
572

Verbalizo

Eu supero, eu simplifico nessa vida marginal,
Onde tudo parece voar e acabar no meu quintal.
Silencio os demais, fortifico o meu castelo,
Para um dia terminar,
E explodir com esse pesadelo..

Nao te preocupes, nao te vou mais incomodar,
Quiseste acabar é a vida,
Terei que continuar,
A vivenciar no meu lugar.

Transformei me estou outra pessoa,
Nesse estado de alma, faço calar quem me magoa,
Ja chorei, ja sofri, mas so assim aprendi,
Nesse instante nesse momento acabou o meu tormento.

Aquele que vejo e que relembro faz doer o meu sentimento,
Vou partir para esse mundo, sem plano nem rumo,
O que tiver que surgir é aquilo que quero sobresair,
Temporizo, alterando o meu verbo desse rebanho.

Imponho limites, nao creio,
Nao tao pouco me contenho,
Aproveitar e a inovar o meu lema é de arrasar,
Um dia bastara para me animar nesse procura nesse lugar.

Acabo aqui o meu cantar,
Modesto e inovador,
De facto mostro e atraio,
O fervor do teu sabor.
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(sem titulo)

Tenho uma sede de viver, de uma maneira algo original, mas ao ver te ao espelho as limitacoes comecam a surgir de formas obliquas e quase sintecticas, limpo o suor que me faz viver, rectifico, será que nao é mera ilusao?
Nao, nao é tento prosseguir mas nao consigo, apesar de todos os esforcos que entram e saem do corpo é impossivel.
Mudo de fase, mas fica tudo na mesma, num silencio a deriva de mil sois me perco, envolvo me no breu escuro, na luz sombria, enlaco me na total decadencia, fujo de tudo, de todos de mim, simplesmente finjo saber fugir.
Tenho visoes que nao devia ter, devia resguardar me no abrigo, proteger me do frio que o Inverno esta perto e a epoca de hibernacao esta prestes a comecar.
Procuro ver se o espaco ideal esta disponivel, porque sem ele nao sou capaz de viver, ou melhor sobreviver.
Nessa ansia de achar o caminho que me leve pa longe do frio, congelo e assim fico...

Porque tudo o que se quer dizer simplesmente nao é dito....
560

Ar Reflexo

Insanemente a vontade do meu escrever perspicaz despedaca-se em mil quadrados, procuro junta los de forma a conseguir o formato desejado.
Nao consigo, simplesmente, o vento nao me permite, nesse deambular infinito reecontro obstaculos passados mas nao impossiveis de ultrapassar.
No pranto desse choro recupero a vitalidade a a reluzencia pa continuar, memorizo actos nao pretendidos, nao experimento apenas idealizo...
Eu sei que isto é complicado, mas o sofrimento faz parte de um jogo de perdidos e achados, atormentado pela vida que tenho levado eu estou pronto pa te ter de volta a meu lado.
“Desculpa lá por cada passo que eu dou, que parece ser mal dado mas so é dado porque eu estou...”.
Um mundo novo nao quero descobrir, quero o nosso de antigamente pelo menos sinto isso firmemente, quero recuperar o tempo perdido, os abracos ternurentos, o respirar incesante e gratificante quero isso e todo o instante.
Quando nao vejo a tua face, nao penso, so procuro a arte do teu reflexo, perco-me num sonho onde nao quero acordar, esteja onde estiver vou me sempre lembrar.
Nem mil e uma noites noites, nem um papel em branco vao me fazer esquecer aquilo que tivemos e que assim nos esquecemos por breves momentos...
A tua presença torna se distante, profunda, indefinida, nao aguento mas tento de certa maneira procurar a face oculta desse misterio...
Nessas pedras irregulares me perco, como a agua macia de um ribeiro, cristalina e cintilante perante o olhar dos destemidos e nao fingidos...
Encontras-te nesse jardim fechado, nessa flor por florir, nessa petala perdida, nesse reluzir alado..
Sao sonhos, sao frases, sao sonhos, nesse tumulo coberto.
Inspiro o sabor desse tempo incerto e espero,espero,espero....
818

Dissabores amargos

ao puros dissabores que trago em mim,
Gente caida em mim a espera,
Acordo assim do nada,
Relembro a forma da primavera...


Me sustenta,
A forma da tua mao
Dessas imagens de abandono e desamores
Ha gente caida no chao...

Nesse recorrer oculto,
Nessa face deambulada,
Recorro ao puro e suave,
Estado da alma...
605

Utopia Incondicional

Afectado por um inconformismo incalculavel, despedaco me de arestas partidas, nesse momento da verdade me escondo a espera do teu simples sorriso .
A espera de acordar nao de um sonho mas de um pesadelo moralmente perdido, recalculando espero nao acordar e viver nessa felicidade eterna e nao nessa angustia tao cruel e impura.
Espero no meu canto, o olhar dessa verdade tao bela que me fizeste acreditar.
Continuo sentado a pensar, nao sei o que fazer senao voltar ao nosso mundo e esperar que uma simples frase nos volte a unir para sempre.
Nao é assim tao facil este sonho incrivel e ternurento mas possivel, apesar da existencia de certos obstaculos inoportunos, luto e fortaleço o meu ser na conquista do nosso reabitar.
Normalizo o conformado desejo de te ter na totalidade, espero e nao perturbo o pensar de alguem que busca o seu rumo e oportunidade.
Dedico o meu amar, a parte em ti perdida, na esperanca de a transformar na utilidade da minha sobrevivencia.
Intensifico a preocupacao de nos, de ti e apenas o tu me surge muito claramente para eu aclamar, o sofrimento esconde se no peito, refugia se no ser, e finje ser um vento perdido no luar...
Apenas sei que vou lutar para continuar a amar....
614

Uma ?

Apenas me pergunto,
Apenas me encontro,
Nesse vazio imenso nessa montanha,
Apenas a espera de algo que venha..

Penso, repenso,
Ultrapasso o questionar,
Se ha por ai amor,
Para que o pensar?

Morde me ca dentro,
Aquilo que me faz viver,
Nao é algo de comum,
Apenas me faz sofrer...

Apenas uma,
Daquelas das pequeninas,
Sera apenas um sonho,
Ou a verdade ainda caminha?...
587

Respiro

O cortar do vento,
Algo que nos leva a duvidar,
Perguntas para que?
Por que sera que vai rimar...

A espada incerta,
Naquela travessia,
Faco apenas poesia,
Nessa rua deserta...

Quem me da a resposta,
Quem me leva a verdade,
Quem me da a razao,
Somente a liberdade,

Levo lhe o medo,
Nao digas,
Conta lhe um segredo,
Num sussurar sereno...

Uma asa flutua a cada sonho,
Risos e abracos,
Nesse desmedir medonho,
Num reflectir deste traço.
647

Resolve ou Interpreta

Decidiste a meu ver ,
Fortificas o meu estar,
Vou apenas escrever,
Sabendo que continuo a amar.

Posicionas o teu mero sentimento,
Guarda apenas o filamento,
Dessas estrelas cintilantes,
Pensa apenas nesse momento.

Ela sonhou em cores, sonhou em azul,
Fez de ti um homem culto,
Intelectual constrante,
Durou apenas um instante...

Recupero os segredos,
Nesse fogo, nesse incendio,
Ardeu como o silencio,
Numa noite qualquer.

Resolvi mistificar,
O ser breve da razao,
Personificando de facto,
A minha propria ilusao.
601

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