Maria do Carmo Costa

Maria do Carmo Costa

n. , Alagoas

Perfil
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Amor que passou

Despertei de um sono agitado,
Corpo febril,
cabeça em dores saltitantes.
Olhei ao redor.
Senti minha boca seca,
ventre dolorido,
sofrimento físico.
Sem razão eloqüente
lágrimas brotaram de mim.
E, no caminhar da noite,
madrugada afora,
vi-me na solidão
de minhas saudades
por um amor que
Já não mais é.
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Biografia
Advogada e Professora por formação, atuando como Consultora em Administração Pública, mas antes de tudo uma mulher que, aos poucos, vem aprendendo a ter um caso de amor consigo mesma, que ama escrever poemas , colecionar fotos de orquídeas, comer chocolates e admirar a beleza de um por do sol. Sou uma mulher que, como nos versos de Cora Coralina, “nasci em tempos rudes, aceitei contradições, lutas e pedras como lições de vida  e delas me sirvo. Aprendi a viver”,  mas  embalada em Fernando Pessoa que me diz– “Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o"... eu vivo, por não ter perdido a ternura de simplesmente ser mulher.

Poemas

4

ARDÊNCIA

Toma-me agora.
Toma-se assim... por mim...
além de ti.
Fagulhas de minhas entranhas
que queimam por ti.
Desejo incontido,
peito ardente,
mamilos crescidos, eretos,
sangrando por ti.
Deixa-me ficar em ti,
deixa-me percorrer com meus dedos
teus contornos,
tua carne quente,
ardente...
abrindo caminho
para minha língua errante
que desce... desce...
devagar por teu ventre
em busca do que mais quero,
que sempre quis.
Percorre comigo esta trilha
que meus dedos abrem
e minha língua solta vai
ao encontro do nosso mais ardente
Prazer.
Vamos...
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INSENSATEZ

Tu me falas com ternura
no arrebatamento da paixão violenta
que te inspira
meu pranto sem alento,
minha quase loucura.
No vai-e-vem das horas,
na errante hora morta
reduzida na cinza do cigarro
que fumas.
Coração amolece
na demasiada demência
que te diverte.
Persegues o desatino
no espaço paralelo do destino
a te aliviar.
Ensandecimento no tom da voz.
Loucura esvoaçante,
dançante
que vaza e se derrama urgente
na brisa que nos molha depois.
No manto verde do ardor sem limite
mas que um convite,
um sorriso ao sonho.
Outra vez
na reflexão de tua insensatez
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VINHO

A cor rubra,
escarlate,
permeia a taça
que aos lábios
levo
Entorno
o vinho
que delicadamente tem
a cor,
o sabor,
o gosto
do prazer
que vivi.
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RED

Vestida na cor vermelha,
na luz sinal do perigo,
na rodovia das entranhas
e via voluptuosa,
é grito de libido.
Ardente pimenta malagueta.
Mulher em brasa,
face corada,
respiração felina, ofegante,
inquieta, agitada
toda é um vermelhidão.
O corpo excitado, molhado
sem pudor, sem constrangimento,
ousada na arte de seduzir,
do bem vestir
a cor que queima,
que resvala nas coxas,
ao desvendar o tesouro
de um indecente rub

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