MARINA SATIRO

MARINA SATIRO

n. 1979 BR BR

n. 1979-05-09, Fortaleza

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Introspecto

Na pressa do coração apertado, vejo a tua imagem translúcida, da dúvida, tão sem mim.
Na chuva que molha minh' alma, mas não arranca o que se instaurou de ti.
No sol que amordaça o pensamento, mas que não apaga esse furor.
A angústia que pesa no olhar, o ar que não quer respirar.
Nos lábios a súplica do beijo. Ávido, fervoroso.
O corpo nasce e renasce, mas padece inconsolável.
Nos teus passos e tão distante.
A lágrima petrificada há tempos, enfim escorre no sorriso inflamado.
E quando vejo o rosto cru, nu, tão próximo, tão incabível no que me anseias.
Vontade do amor que não consome, que devora.
Do toque que atordoa o juízo.
Da mão que invade o avesso de mim.
Do olhar que persegue o domínio da insensatez.
O aperto sôfrego do pulsar insusceptível.
Do engano mais perfeito que minha inverdade, mas que alimenta a esperança inexistente.
Da tristeza infinda, que habita tão ferozmente o vazio abandonado.
Na mesma intensidade que o teu olhar preenche por completo a fúria insana.
Saudade do passado tão presente, tão vivo. Da memória que não se esvai.
De ti! Enfim! Todo e veemente na sombra do meu corpo desvario.
Do toque árduo e firme na tez incansante.
Do teu suor, que escorre ininterrupto sobre o desejo profundo.
E o fracasso do medo...
E a tua voz que adormeceu nos meus anseios.
No teu perfume sobrevive o meu martírio.
E enleva nas nuvens da solidão.
No beijo ferido, que amarga na boca. Ainda derrama o doce do teu mel.
Nas pequenas migalhas de ti, reconstruo aos poucos a quimera do que se perdeu.
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Poemas

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Introspecto

Na pressa do coração apertado, vejo a tua imagem translúcida, da dúvida, tão sem mim.
Na chuva que molha minh' alma, mas não arranca o que se instaurou de ti.
No sol que amordaça o pensamento, mas que não apaga esse furor.
A angústia que pesa no olhar, o ar que não quer respirar.
Nos lábios a súplica do beijo. Ávido, fervoroso.
O corpo nasce e renasce, mas padece inconsolável.
Nos teus passos e tão distante.
A lágrima petrificada há tempos, enfim escorre no sorriso inflamado.
E quando vejo o rosto cru, nu, tão próximo, tão incabível no que me anseias.
Vontade do amor que não consome, que devora.
Do toque que atordoa o juízo.
Da mão que invade o avesso de mim.
Do olhar que persegue o domínio da insensatez.
O aperto sôfrego do pulsar insusceptível.
Do engano mais perfeito que minha inverdade, mas que alimenta a esperança inexistente.
Da tristeza infinda, que habita tão ferozmente o vazio abandonado.
Na mesma intensidade que o teu olhar preenche por completo a fúria insana.
Saudade do passado tão presente, tão vivo. Da memória que não se esvai.
De ti! Enfim! Todo e veemente na sombra do meu corpo desvario.
Do toque árduo e firme na tez incansante.
Do teu suor, que escorre ininterrupto sobre o desejo profundo.
E o fracasso do medo...
E a tua voz que adormeceu nos meus anseios.
No teu perfume sobrevive o meu martírio.
E enleva nas nuvens da solidão.
No beijo ferido, que amarga na boca. Ainda derrama o doce do teu mel.
Nas pequenas migalhas de ti, reconstruo aos poucos a quimera do que se perdeu.
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Labirintos

Porque ainda me tomas o pensamento e arrasa o que me compõe.
Do beijo impertinente que sobrevive em minha ânsia. Delírio impérvio.
E do corpo que suplica o teu fervor. E se cala, omite e sente. Profundo vão
Adormece na volúpia incabível. E contorce o corpo, marionete do desejo
Irrisório. E ferve, e queima e teima insistentemente. Afinco da paixão estúpida,
Dotada de mera insensatez. Repentinamente renasce! Perco-me no paraíso da tua solidão.
Onde navego minhas desilusões. Grandioso mar de lamentações. Mergulho no teu
Profundo êxtase e enclausuro no prazer incessante que me compõe.
Lágrimas petrificadas ultrapassam a pele que clama pela tua. Soberbia do clímax irreal.
Entrego-me! Inteiramente e pela metade que me falta, levada por teus anseios indefinidos.
E os restos de fel que sobrepujam o amargor da face.
Falta! Sinto falta da ausência enraizada em mim. Nunca mais a vi.
Incoerências desmedidas. Olhos entreabertos. Pensamentos flutuantes.
Ainda sinto a falta incomensurável que penetra plenamente em todos os sentidos.
Cadê aquele sorriso que habitava em meu passado? Estagnou-se no espelho da minha ânsia.
O sonho! O silêncio que trafega em minh'alma. Onde esqueci o teu toque? Quando foi que
Me perdi dentro de mim?
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forgeron19
forgeron19

Poemas de uma Beleza impar... Felicitações... @}--;------